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FABRICANTE INOVA FRASCOS E TAMPAS
Novos formatos e volumes nas embalagens de PET, além de novas tecnologias em tampas de PEAD e PP, devem impulsionar ainda mais o avanço dos plásticos no setor de embalagens. Com esse conjunto de inovações, a Alcoa Alumínio S.A., sudsidiária da americana Alcoa Inc., pretende expandir sua participação em vários mercados, conquistando fatias nos segmentos de sucos, chás, isotônicos e cervejas.
| Divulgação |
Planejadas para diversificar as aplicações, as embalagens de PET da Alcoa irão acondicionar 250 ml, 500 ml e 1 litro, compondo mix de preformas de dez tipos, com diferentes pesos e características. |
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| Tampas: investimentos de R$ 14,5 milhões |
Mas, além dos novos volumes, a versatilidade nos formatos, a resistência às temperaturas de envase de até 80° C, a leveza, a segurança no manuseio, os custos mais acessíveis, as melhores condições logísticas e a reciclabilidade constituem também fortes argumentos levados às indústrias para motivar substituições de outros materiais.
Só na produção das novas tampas, a Alcoa está investindo R$ 14,5 milhões. Concebidos em diâmetros maiores, de 38 mm e 38,28 mm, os novos modelos oferecem maior capacidade de vedação às embalagens de refrigerantes, cervejas, águas, sucos, isotônicos, etc., e podem ser empregados em linhas de envase asséptico, pois suportam temperaturas de até 90°C.
Injetadas em PEAD, ou rotomoldadas por compressão em PP, três modelos entram na produção local e integram-se à linha tradicional já fabricada no País. Um deles é representado pela linha Sport Lok, com tampas de 28 mm, que serão produzidas na unidade de Lajes, em Santa Catarina, onde R$ 6 milhões já começam a ser empregados, prevendo-se uma produção de 5 milhões de unidades/mês.
Importadas e introduzidas no mercado brasileiro no ano passado, as tampas Sport Lok alcançaram grande aceitação entre o público jovem. Suas características funcionais de inviolabilidade, praticidade e higiene, atendendo aos requisitos internacionais de desempenho e segurança, também agradaram aos fabricantes de isotônicos, chás, água mineral e refrigerantes.
Os dois outros modelos de tampa – Double Lok e Extra Lok – têm sistema de abertura e fechamento de rosca e serão rotomoldados em PP por compressão na unidade de Barueri-SP, onde foram investidos R$ 8,5 milhões, para poder atender expectativa de produção média de 124 milhões de unidades/ano.
Com o maior diâmetro já fabricado no País (38,28 mm), as tampas Double Lok terão um selo em EVA, na forma de disco, podendo acoplar outros materiais vedantes em colaminações para exercer barreira ao oxigênio – requisito fundamental às embalagens de cervejas-, ou “seqüestrantes” de oxigênio, responsáveis por capturar os íons no interior das embalagens de sucos. Já as tampas Extra Lok, com diâmetro de 38 mm, possuem selo em borracha termoplástica, podendo ser empregadas em processos de envase asséptico ou sujeitos à exposição a altas temperaturas.
A produção da Alcoa ainda se complementa com as linhas Aqua Lok e Wing Lok e Vac II. Confeccionadas em PP, as tampas Aqua Lok têm diâmetro de 28 mm e destinam-se às embalagens para águas e outras bebidas sem gás. Também em PP e com 28 mm, os modelos Wing Lok destinam-se às embalagens de bebidas carbonatadas. Já as tampas Vac II, com design flip-top e fabricadas em PEAD, têm como seus grandes mercados as embalagens de óleos comestíveis, vinagres etc. Só o mercado de tampas de 28 mm, onde concorrem o PEAD e o PP, é estimado hoje em torno de 6,5 bilhões de unidades/ano.
Para Sérgio Nascimento, gerente de embalagens da Alcoa, o setor de embalagens plásticas de PET poderá ainda crescer a partir do emprego mais intenso do PET reciclado, direcionado a produtos de limpeza, desinfetantes, amaciantes, entre outros. Nesse sentido, uma experiência bem-sucedida foi realizada recentemente pela Alcoa no Nordeste, envolvendo a produção de detergente, conseguindo-se substituir o PE pelo PET reciclado em base compatível de custo. R. M.
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