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RATO DE PVC SALVA A PELE DAS COBAIAS
Um rato de plástico, lançado no País pelo Instituto do PVC em parceria com a Escola Paulista de Medicina, promete livrar milhares de cobaias usadas para desenvolver e aprimorar as técnicas de micro-cirurgia do “corredor da morte”. Cada cobaia sintética deve salvar cerca de 200 ratinhos por estudante e até 100 por técnico de laboratório, sem contar as vítimas dos residentes e profissionais. Desenvolvida pela ONG holandesa Microsurgical Developments e patenteada pela Solvay Pharmaceuticals, a imitação é idêntica a um rato de verdade: tem a mesma aparência e textura da pele, e seus órgãos internos (coração, rins, fígado, veias, artérias etc) parecem reais.
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Um tipo especial de PVC, desenvolvido para essa finalidade, é usado na fabricação do corpo do animal e base de apoio. Outra vantagem da cobaia sintética é sua durabilidade. O produto não é descartável, conta com órgãos, veias e artérias de reposição. Estes, aliás, também são plásticos, mas não de PVC. Os órgãos são feitos de poliuretano, e as veias e artérias, de látex. Metal só mesmo nas hastes de conexão (de aço inoxidável). |
Divulgação |
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| Imitação é idêntica a um rato
de verdade e simula as reações de uma cobaia viva |
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Graças a um software acoplado ao produto, é possível simular a aplicação da anestesia e controlar a temperatura e a respiração da cobaia plástica, com as reações de uma cobaia viva (reações a estímulos durante o processo cirúrgico, dor, possibilidade de morte etc). As possibilidades de treinamento incluem 25 diferentes tipos de técnicas e até transplantes e suturas de artérias, entre outros procedimentos médicos.
Seu custo, no entanto, ainda é alto, em torno de 400 dólares. As universidades interessadas, porém, podem se beneficiar com isenção de impostos e desembolsar menos, diz o Dr. René Remie, chefe do laboratório de ciência animal da Solvay Pharmaceuticals e presidente da Microsurgical Developments. Ele estima que hoje estejam em uso cerca de 500 dessas cobaias ecologicamente corretas nas universidades européias. Na Holanda, criadora e maior usuária, o produto foi implantado em todos os cursos de micro-cirurgia, informa.
Aprovado pela Escola Paulista de Medicina, primeira universidade brasileira a testar o rato sintético, o projeto deverá ser apresentado ao Ministério da Saúde e ao do Meio Ambiente. Com essa medida, o Instituto do PVC pretende promover a importação do produto em grande quantidade e a menor custo, facilitando sua introdução nas demais universidades brasileiras.
O projeto, iniciado nos anos 80, consumiu dez anos de pesquisa e 140 mil dólares: 40 mil do governo holandês e 100 mil da Solvay. Mas, mesmo que conquiste a classe médica, a cobaia de PVC não vai eliminar de vez o uso de ratos vivos. O projeto, aliás, não foi desenvolvido com esse propósito, pois sempre haverá a necessidade de testes em cobaias vivas. A intenção é preservar o máximo possível de animais em experimentos que não as requeiram. M.A.S.
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