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EMBALAGEM PLÁSTICA CRESCE E PET LIDERA
A 17ª edição do Brazil Pack, relatório anual de análise sobre o comportamento do mercado brasileiro de embalagens, divulgada pela consultoria Datamark, revelou queda de l5,2% no faturamento em dólar do setor, crescimento de 0,2% nos volumes comercializados e elevação de 11,4% no faturamento em real das empresas pesquisadas em 2001.
De acordo com os números apurados, as vendas totalizaram US$ 9,1 bilhões em 2001, contra o montante de US$ 10,7 bilhões alcançados em 2000. Em volume, foram comercializados 5,75 milhões de toneladas de insumos no ano passado, enquanto 5,74 milhões de toneladas foram vendidas em 2000.
Participaram desta edição do Brazil Pack fabricantes e usuários de embalagens, perfazendo total de 380 fontes de informação. Ilustrado com gráficos e tabelas, o estudo exerce monitoramento estatístico sobre o mercado, abrangendo dezoito diferentes tipos de matéria-prima, como plásticos rígidos e flexíveis, papel, papelão, alumínio, folhas de flandres, aço, vidro, etc.
No setor plástico, um dos mais destacados nas pesquisas, apurou-se média de crescimento de 4% nos volumes globais comercializados em 2001 em relação a 2000. O PET foi o líder das vendas no período, 9,7% superiores aos volumes alcançados em 2000. Em segundo lugar ficou o polipropileno, com 8,5% de aumento nos volumes de comercialização no ano passado em relação ao ano anterior. Houve também crescimento nas vendas do polietileno de baixa densidade, acompanhando tendência de alta observada desde 1995. Até 2001, a resina conseguiu acumular avanço de 25,3% nos volumes totais.
Já a comercialização do poliestireno caiu 9,7% em relação a 2000, e também o polietileno de alta densidade recuou 4% sobre 2000, depois de ter obtido um dos maiores trunfos de comercialização de todos os tempos, ao acumular 66,7% de crescimento nos últimos seis anos.
Graham Wallis, diretor-presidente da Datamark, acredita na retomada do crescimento no setor em 2002. “O balanço geral é reflexo do quadro econômico vivido pelo País. Historicamente, o mercado de embalagens cresce 1,3% acima do PIB e, com base nos 2% de crescimento esperado para este ano, contamos com crescimento de 3,6% para o setor de embalagens em 2002”, afirmou. Ele também prevê alta de 2,9% no faturamento global.
Portal de negócios – Desde março último, o setor de embalagens pode efetuar consultas e compras por intermédio de um portal de negócios, destinado a abrigar operações comerciais em B2B, reunindo fabricantes e usuários de embalagens. Denominado Portal Just i2i e com endereço de acesso
(www.justi2i.com), a nova ferramenta de transações comerciais, criada pela Datamark, deverá incrementar os negócios no setor, já contando com a adesão das principais empresas do ramo, e comportando até o momento 230 fabricantes de embalagens com seus show rooms virtuais e cerca de 3 mil produtos e outras mil empresas cadastradas como compradoras.
“Trata-se de um conceito novo, voltado a um segmento tradicional, o que nos leva a esperar resultados de longo prazo”, afirmou o diretor do portal Maurice Max. O custo médio para a instalação de um show room no portal é da ordem de R$ 4 mil mensais. Esse custo pode, porém, sofrer variações de acordo com as diferentes modalidades de serviços que serão contratadas. As empresas interessadas podem protocolar cartas de adesão, mas antes de fechar um contrato definitivo é possível testar o sistema. Até março do próximo ano, quando completar um ano de operação, o Portal Justi2i deverá gerar nível de faturamento próximo a R$ 2 milhões, segundo as expectativas do diretor Maurice Max.
Rose de Moraes
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