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Cuca Jorge A expressão “pé na tábua”, usada como sinônimo para acelerar, nunca esteve tão fora de moda. Melhor seria dizer “pé no plástico”. Quem visitou o 22º Salão Internacional do Automóvel, em outubro, no pavilhão de exposições do Anhembi, em São Paulo, viu carros de design arrojado e projetos que em nada lembram os primeiros produzidos em série por Henry Ford, no final do século XIX. Dos velhos pedais de madeira, hoje em plástico, à estrutura metálica maciça e pesada restam apenas lembranças. Hoje o plástico participa em quase tudo dentro dos automóveis, inclusive no compartimento do motor, e avança para o seu exterior.
Essa inovação no mercado brasileiro ocorreu há três anos e teve por protagonistas a Renault e a DaimlerChrysler, ainda denominada no Brasil de Mercedes-Benz. As montadoras substituíram o metal pelo Noryl GTX, blenda de PPO/PA (polióxido de fenileno e poliamida) da GE Plastics, com alta resistência ao impacto. Os primeiros modelos nacionais a carregar os pára-lamas plásticos foram o Scenic e Clio, da Renault, e o Classe A, da Mercedes. Embora recente no País, essa aplicação já foi incorporada aos carros americanos há quinze anos, e europeus, há seis.
Essa tendência de substituição dos metais por plástico deve se manter, na opinião do gerente regional da Basf José Carlos Belluco, porque o mercado ainda busca redução de peso, maior liberdade de design, e integração de componentes. “Na medida em que os processos de manufatura e propriedades dos materiais se desenvolvem, a tendência é a substituição de mais componentes do motor e da carroceria dos veículos”, acredita.
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