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Aposta – A HDB, representante exclusivo no Brasil da austríaca Engel, trocou, em agosto, o pequeno escritório no bairro de Santo Amaro, em São Paulo, por moderna e bem equipada sede com 1.100 m² em Cotia-SP, a poucos quilômetros do Rodoanel.
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As novas instalações agregam, além do show room, preparado para testes de moldes e desenvolvimento de produtos, ambiente preparado para o treinamento de operadores. “A ampliação comprova a forte atuação da marca no País e atende aos anseios dos nossos clientes”, afirma o diretor da HDB Herbert Buschle. |
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No ano passado, as vendas da Engel para o Brasil ocuparam o segundo lugar no ranking da empresa, atrás apenas da Alemanha. O bom desempenho comercial da representação, responsável pela instalação de mais de 750 máquinas no País, desde 1991, rendeu elogios do fabricante austríaco. A virada do mercado surpreendeu a direção da HDB que previa crescimento para este ano. “Em 2002, ficaremos na lanterna”, lamenta Buschle. A média anual de 70 a 80 máquinas vendidas não será atingida. “O volume caiu pela metade. Foi uma ducha de água fria”, ressalta.
A Engel fabrica 3 mil injetoras por ano, nas quatro fábricas localizadas na Áustria, Canadá, Estados Unidos e Coréia do Sul. A diversificação do mercado nacional e a baixa escala comercial descartam a montagem de máquinas no Brasil, mesmo com as dificuldades cambiais. O mercado alemão responde por mais de 60% das vendas da empresa, enquanto a América Latina representa entre 6% e 7%. O tradicional fabricante de injetoras sem colunas lançou na última edição da feira K, em Düsseldorf, na Alemanha, a série e-motion com três versões 100% elétricas (50 t, 100 t e 150 t).
Dentro da linha convencional, a Engel dispõe de modelos sem colunas, desde 25 até 600 t de força de fechamento; e de duas placas, desde 800 até 5.500 t. A HDB representa ainda as câmaras quentes da Ewikon, os sistemas de polimentos da Novapax , dosadores gravimétricos e volumétricos da Movacolor e líquido para limpeza de roscas e cilindros, marca Plast-o-Clean.
Nova fábrica – A Negri Bossi ensaiou sua entrada no Brasil em 1997 por meio de representação comercial a cargo da Oriente. Não deu certo. As 30 máquinas instaladas no mercado brasileiro foram comercializadas diretamente pela matriz, em Cologno Monzese, na Itália. No final de 2001, no entanto, os rumos da empresa no País começaram a mudar. Primeiro com a abertura da filial brasileira com escritório, show room e assistência técnica, em parceria com a Help Injet, em São Paulo. Depois com o projeto da fábrica, impulsionado pela venda de 60% das ações da Negri Bossi para o grupo Sacmi, holding com 37 unidades fabris espalhadas pelo mundo, inclusive o Brasil.
Em Mogi Mirim-SP, a Sacmi fabrica fornos e equipamentos para a indústria de cerâmica, e investiu mais de R$ 6 milhões na construção de nova sede com 8.500 m².
| “Com área fabril superdimensionada pra o setor cerâmico, a direção da empresa decidiu iniciar em 2003, no mesmo local, a fabricação de injetoras para plástico”, explica o diretor comercial da Negri Bossi Brasil, Venceslau B. Salmeron. A Sacmi atua também nos segmentos de máquinas para compressão de tampas, termoformadoras, rotuladoras para frascos e envasadoras, comercializadas no País via representação. |
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A Negri Bossi contabilizou no ano passado outros investimentos importantes. Comprou as italianas Oima e BM Biraghi, fabricantes de injetoras. Com isso, garante produção em torno de 1.100 máquinas/ano. Antes de inaugurar a sede em Mogi Mirim, a subsidiária brasileira investe nas instalações da capital paulista.
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O show room demonstrará duas injetoras série Canbio, de 210 t e 480 t de força de fechamento. Outros dois exemplares, de 160 t e 370 t, serão instalados na fábrica. Além das máquinas hidráulicas com fechamento mecânico da linha Canbio, de 40 t até 530 t, e da série V, de 600 t a 1.000 t; , a Negri Bossi fabrica as 100% elétricas, série Elma, com modelos desde 90 t até 210 t. |
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Nas linhas Canbio e V, Salmeron destaca o sistema de sinalização digital na hidráulica, desenvolvido pela empresa. “Garante velocidade e precisão ao emitir sinais digitais para todos os parâmetros da máquina.” Já as elétricas, na visão do diretor comercial, destacam-se pelo reduzido consumo de energia elétrica, em torno de 1/3 quando comparado ao modelos convencionais, e pela velocidade na injeção e baixos níveis de ruído e de manutenção. Lançadas na última edição da K, as elétricas já representam 18% da produção global da empresa. “O aumento da escala está determinando a redução dos custos. Os preços já começaram a cair e hoje superaram as hidráulicas em 20%”, argumenta.
A produção nacional, segundo Salmeron, inicia com a série Canbio. “O projeto de nacionalização está em andamento.” A Brasilplast’2003 será o ponto de partida da empresa no Brasil. No estante, três injetoras, duas hidráulicas e uma elétrica, e uma máquina de compressão da Sacmi estarão à disposição dos visitantes.
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