Novos concorrentes – A italiana Piovan inaugurou a fábrica brasileira, em Osasco, em abril de 2000. Três itens estrearam a produção local: alimentadores trifásicos, desumidificadores e chillers, fabricados a partir de agosto daquele ano. Montadora de equipamentos, a Piovan está capacitada para atender mais de 50% da demanda nacional de unidades de água gelada. “A empresa veio para o Brasil para disputar a liderança e oferecer solução global às indústrias de plástico, pois produz grande gama de equipamentos auxiliares de processo”, garante Nicolosi. Há pouco, nacionalizou linha de moinhos, desumidificadores e secadores de resinas.

Além da fábrica, montou estrutura de assistência técnica em todo o País. “Tendo demanda, produzimos aqui”, ressalta. A linha de chillers vai de 18 mil kCal/hora a 48 mil kCal/hora, nas linhas CH (condensação a ar) e CHW (condensação a água). Para o próximo semestre Nicolosi anuncia a nacionalização dos modelos de 5 mil, 9 mil, 70 mil e 90 mil kCal/hora. Demais capacidades, importa da matriz italiana. “A linha standard vai até 600 mil kCal/hora.” Fabrica também sistemas especiais sob encomenda.

A Piovan destaca ainda o kit para injeção de ciclo rápido. “Possibilita trabalhar com vazão de água entre 20 m³ e 40 m³ e pressão de 8 bar”, explica Nicolosi. Com isso, o transformador usuário da tecnologia de ciclo rápido dispensa equipamentos especiais de refrigeração. Combina máquina standard com o kit composto de bomba de alta pressão e vazão e corpo de aço inox, reservatório de água de alta pressão e conjunto de válvulas e pressostatos especiais para comando e controle do kit. “A injeção de ciclo rápido não permite gradientes de temperatura. As altas pressão e vazão evitam a variação e garantem parâmetros ideais de processamento.”

Nacionalização – Outra italiana, a Corema também resolveu fincar os pés por aqui. A filial, em Jundiaí-SP, opera desde a Brasilplast´2001 com importação de equipamentos. A montagem local começou neste ano, com a nacionalização parcial de componentes. 

De acordo com o gerente de vendas Daniel Daidju Izu, a empresa possui mais de mil equipamentos instalados no Brasil. Porém, a representação comercial restringia os serviços de assistência técnica e pós-venda. “Além de reforçar a assessoria aos clientes, almejamos abrir novos mercados, investindo no atendimento e na redução de custos.”

A fábrica brasileira é a terceira da companhia. As outras duas ficam na Itália e vendem juntas cerca de 300 equipamentos por mês. O volume nacional, ainda aquém do previsto, fica entre 10 e 15 máquinas/mês. “A meta, de 25 a 30 unidades/mês, dever ser atingida em breve”, estima. Com capacidades a partir de 1.000 e até 500 mil kCal/hora para os modelos com condensação a ar e de 1.000 a 700 mil kCal/hora nos equipamentos a água, as unidades de refrigeração da Corema já alcançaram índice de nacionalização em torno de 40%. Isso inclui a montagem da parte elétrica e dos compressores, a carga de gás e os testes finais.

A ampliação, segundo Izu, depende da resposta do mercado e, portanto, do aumento da produção. Planeja ainda iniciar as exportações para a América do Sul. De acordo com Izu, a Corema avaliou o mercado brasileiro durante os últimos dez anos antes de investir na fábrica local, além de participar de feiras nacionais com estande próprio. “A companhia acredita no potencial do mercado brasileiro e na força da marca, que conta com muitos parceiros, fabricantes de equipamentos de transformação.”

Na Brasilpack, instalou geladeira de condensação a ar, com capacidade de 12 mil kCal/hora, na linha de produção de polietileno tereftalato (PET). A máquina auxiliava a fabricação de frascos farmacêuticos de 100 ml em equipamento integrado (injeção-estiramento e sopro) da Nissei ASB, modelo ASB 50 MB. Dentre as vantagens do chiller, Izu destaca a capacidade de operação com ar ambiente até 45 ºC e facilidade de operação e manutenção. “Possui tubulações e bomba em material inoxidável, controle por microprocessador para todas as operações e chave geral para casos de emergência.” Também expôs o modelo JW/C 500 com a mesma capacidade e condensação a água.

Sob nova direção – Fundada em 1984, a Frigotermo vive nova fase de sua história. A Semco Bac, divisão do grupo Semco, responsável pela fabricação e venda de equipamentos evaporativos, resfriadores de fluidos e torres de resfriamento, entre outros, adquiriu a empresa, tradicional fabricante paulista de unidades de água gelada.

A Frigotermo chegou a ocupar a terceira posição em seu segmento. Antes da mudança acionária, no entanto, passava por processo de reestruturação, afetada pela forte pressão da concorrência. “Esta é a primeira de uma série de aquisições que pretendemos concluir nos próximos anos, com o objetivo de ampliar a linha de produtos e atingir novos mercados”, afirma o diretor da Semco Bac Wagner Barbosa. Com isso, espera aumentar em 30% o faturamento de 2002. A Semco Bac prevê ainda grande impulso na área industrial neste ano. A empresa, que já exporta para os países do Mercosul, Bolívia e Chile, pretende levar os produtos da Frigotermo ao exterior.

O projeto inclui a desativação da fábrica da Frigotermo, instalada em Barueri-SP. Porém, a mão-de-obra foi absorvida pela Semco Bac, em sua unidade paulistana, no bairro de Santo Amaro. Segundo o gerente para o Mercosul John Mills, a aquisição segue a estratégia do grupo de, nos próximos quatro anos, fortalecer a área industrial da companhia, que conta ainda com a Semco Processos, fabricante de equipamentos de mistura. “O grupo quer preparar-se especialmente para a implantação da Alca.”

De acordo com o fabricante, as unidades de água gelada operam com temperaturas de líquido entre - 35 ºC e 25 ºC e capacidades variando desde 5 mil kCal/hora até 120 mil kCal/hora. Possuem ainda compressores herméticos ou semi-herméticos, condensação a ar ou a água, evaporador com tubo de cobre e casco em aço inox, reservatório e tubulação em aço inox isolados, bomba com motor em alumínio e em aço inox, quadro elétrico à prova de respingos e gabinete fechado com tampas removíveis. 

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