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JOINVILLE EXIBE OS AVANÇOS NA ÁREA DE PLÁSTICO
Expositores de todo o País mostraram seus últimos desenvolvimentos em equipamentos e insumos
ROSE DE MORAES
Prestigiada por várias lideranças da cadeia do plástico, a Interplast 2002 – 2ª Feira Nacional de Integração da Tecnologia do Plástico, realizada pela Messe Brasil Feiras & Promoções, de 20 a 24 de agosto no Expoville, destacou Joinville-SC como centro de exposição de máquinas, equipamentos e matérias-primas, transformando a cidade em base ativa para a concretização de novos negócios.
Santa Catarina é o segundo maior mercado em consumo de matérias-primas plásticas no País, somente superado pelos níveis apresentados em São Paulo. São mais de 480 indústrias transformadoras que empregam 520 mil toneladas de matérias-primas ao ano, correspondendo a 13,1% da produção nacional, segundo cálculos da Abiplast – Associação Brasileira da Indústria do Plástico.
Outro aspecto importante é a diversificação desse pólo, observada na produção de componentes para infra-estrutura, construção, calçados, peças técnicas para as indústrias automobilísticas, eletroeletrônicas, de refrigeração, além de alimentar o mercado de filmes. A presença de vários grupos empresariais sediados em Joinville, como Tigre, Amanco do Brasil e Multibrás, propulsiona o desenvolvimento do setor, mas somem-se a isso expansões mais recentes devidas à sinergia estabelecida com o pólo automobilístico de Curitiba, que resulta no emprego mais intenso de componentes plásticos na produção de veículos, e incrementa a transformação regional.
Foi com esse espírito empreendedor, contrariando prognósticos pessimistas, que muitos expositores presentes à Interplast 2002 refletiram cenários futuros promissores para a transformação regional. Corroboram para isso os dados sobre o desempenho do segmento de máquinas para a indústria de plástico, borracha e moldes, colhidos junto ao Programa Apexmaq, da Secex, e divulgados pela Abimaq/Sindimaq – Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos e Sindicato Nacional da Indústria de Máquinas. Revelaram na feira alta de 4,8% nas exportações do setor, no comparativo do primeiro semestre deste ano com o mesmo período de 2001.
Nesta Interplast, foram fortes os indícios de que as empresas da região Sul estão capitalizadas e vêm promovendo novos investimentos no setor de bens de capital.
| Só a Engel revelou durante a feira ter comercializado em Joinville, no primeiro semestre deste ano, seis injetoras com forças de fechamento entre 70 t e 300 t. “Os grandes transformadores já são nossos clientes, mas atualmente as médias empresas estão em crescimento e alimentam boa parte dos nossos negócios”, afirmou Luis Carlos Pereira, supervisor técnico da HDB, representante da Engel. |
Rose de Moraes |
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| Pereira: foco nas médias empresas |
Por esse motivo, a injetora para conexões levada à feira, uma ES-1800/300 HL Victory, com força de fechamento de 300 t, desenvolvida na Áustria, e adquirida pela Krona, também tinha por propósito representar, segundo Pereira, um dos focos de interesse dos transformadores locais. Com rosca de 80 mm, pressão de injeção de 1.327 bar, curso do bico de 500 mm, placas porta-molde de l.050 X 900 mm, distância máxima entre placas de l.200 mm e altura mínima do molde de 350 mm, o modelo, sem dúvida, constituiu uma das atrações da feira.
Injeção multipropósito – Tecnologias evidenciadas nesta Interplast respaldam a injeção de múltiplos materiais. Nesse sentido, outra máquina que também atraiu o interesse dos visitantes foi apresentada pela Battenfeld. O modelo da série HM, lançado na última K, na Alemanha, em 2001, não só injeta peças com alta precisão, mas também pode agregar vários módulos de injeção, apresentando força de fechamento de 160 t. Pela primeira vez exposta no Brasil, essa injetora agrega novo sistema de fechamento hidráulico, com design remodelado para permitir a incorporação de novos módulos, visando injetar peças com multicomponentes. Outra vantagem desse tipo de máquina é que ela vem equipada com novo comando (B4) eletrônico para controle estatístico de processo, possuindo modem, que permite conexão com a assistência técnica, para rápido diagnóstico de eventuais problemas e maior agilidade na manutenção.
| Rose de Moraes |
“Com esse tipo de máquina é fácil injetar componentes eletroeletrônicos e peças com multicomponentes em uma única injeção, como é o caso dos conjuntos de lanternas de um veículo, compostos por peças transparentes e nas cores amarela e vermelha”, informou Marcos Cardenal, supervisor de vendas da Battenfeld Brasil. |
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| Cardenal: injeção de até seis materiais |
A injeção de multimateriais têm-se apresentado como um dos segmentos de maior interesse técnico no setor plástico nos últimos tempos. Por meio desse processo, podem ser produzidas canetas, escovas de dentes, celulares, painéis automotivos, etc., utilizando-se máquinas com design modular e que permitem diferentes configurações.
Segundo Cardenal, a Battenfeld acumula experiência de 30 anos nesse segmento, já tendo desenvolvido equipamentos que injetam até seis materiais, empregados no segmento eletroeletrônico. As injeções de dois ou mais materiais são viabilizadas por diferentes processos. Um deles envolve dois moldes montados em uma sobreplaca giratória. Outro se desenvolve por meio da injeção combinada, envolvendo partes móveis dentro de um único molde, processo atualmente difundido no segmento de conexões e filtros para máquinas de lavar com vedações integradas. Mas são as vendas de sistemas de co-injeção, que viabilizam a injeção de um material dentro do outro, as que mais crescem em todo o mercado europeu. A co-injeção pode ser empregada na produção de uma infinidade de peças, mas a principal vantagem desse processo é que é possível conciliar o emprego de uma resina virgem com materiais recuperados, podendo-se empregá-lo na produção de vários tipos de peças, como assentos sanitários em ABS+ABS recuperado/espumado, componentes de máquinas de lavar de alta pressão, maçanetas de veículos em poliamida+poliamida reforçada e espumada, entre muitos outros. “O sucesso vem sendo tão grande que, nos últimos dois anos, nossa empresa triplicou as vendas dos sistemas de co-injeção”, informou Cardenal.
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Impressionou aos visitantes também a velocidade de produção atingida pela injetora Rapid 3500–1760 LH, da Himaco, produzindo fôrmas de gelo em ciclo total de 20 a 25 segundos. Para Cristian Heinen, gerente comercial da Himaco, a relação custo-benefício tornou-se evidente, pois a empresa pode oferecer o modelo ao mercado com custo 40% menor em relação aos equipamentos congêneres importados. |
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| Heinen espera reaquecimento nas vendas |
Com força de fechamento de 350 t, a Rapid 3500 foi desenvolvida para atender às indústrias de utilidades domésticas, automobilísticas, brinquedos, embalagens, etc., que utilizam moldes cada vez maiores. Entre os diferenciais do equipamento, o novo CLP (Atos 4.004) permite a visualização simultânea de um conjunto de dados, envolvendo informações sobre pressão, injeção, dosagem e recalque.
Compactuando do otimismo comum à maior parte dos expositores, Cristian Heinen acredita que a transformação deverá deslanchar a partir de outubro, retomando o ritmo de crescimento já alcançado em outros anos.
Ainda no segmento de injeção, outra máquina que constituiu alvo de interesse de público foi exposta pela Arburg. Com fechamento hidráulico e força de fechameto de 80 t, o modelo pode injetar entre 240 gramas a 427 gramas de poliestireno ou de 208 gramas a 270 gramas de polipropileno. Especializada na fabricação de injetoras para múltiplos componentes, equipamentos para injeção composta, injetoras para processamento de elastômeros, silicones, termofixos, tecnologias de injeção a gás, de pós, injetoras para discos óticos, como CDs e DVDs, injetoras para preformas de PET, entre outros, a empresa anunciou na feira o seu próximo lançamento a ser realizado em outubro na Fakuma, na Alemanha. Trata-se de injetora com 400 t de força de fechamento e que terá distância entre colunas de 720 mm x 720 mm.
| Rose de Moraes |
Investimentos programados para o Brasil, e confirmados na Interplast pelo engenheiro de vendas da Arburg Osvald Nagel, dão andamento à instalação do Centro Tecnológico Arburg, a ser concretizada em 2004, em São Paulo, em terreno de 2 mil m², no bairro de Santo Amaro. |
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| Nagel: animado com o Centro Tecnológico |
“Trata-se do primeiro Centro Tecnológico da empresa para a América do Sul, que abrigará show-room de máquinas destinadas a realizar testes e demonstrações para os clientes, envolvendo as várias técnicas de injeção dominadas pela Arburg”, revelou Nagel.
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