|
ADITIVOS O mercado de aditivos sofreu profundas mudanças nos últimos anos, impostas tanto pelo avanço tecnológico dos polímeros em geral, requerendo produtos de melhor desempenho, como pela pressão de ecologistas e cientistas, preocupados em erradicar o uso de substâncias potencialmente prejudiciais à saúde e ao meio ambiente. Graças a essa evolução, já é possível substituir metais pesados, como chumbo, bário e cádmio, de larga aplicação como estabilizantes térmicos. A indústria também desenvolveu opções para as substâncias halogenadas, eficientes retardantes à chama, mas emissores de gases tóxicos em casos de incêndio, e ainda para os plastificantes à base de ftalatos, de grande uso na produção de PVC, mas alvo de discussão global por possíveis efeitos carcinogênicos.
Em alguns casos o desenvolvimento tecnológico permitiu aliar funções, como o uso conjunto de retardantes à chama à base de éster fosfato orgânico associado a borato de zinco, bom supressor de fumaça, como alternativa ao trióxido de antimônio, muito usado no PVC. O trióxido, aliás, é contra-indicado pelo gerente de vendas na América do Sul de Químicos Funcionais da Akzo Nobel José Armando Abdo Oliva. Segundo ele, o produto até pode ser adicionado à dupla éster fosfato/borato de zinco para aumentar a eficiência do aditivo, porém, isolado, gera fumaça tóxica.
Outro ponto a favor dos ésteres fosfatos é o fato de, além de retardantes à chama, também acumularem função de plastificantes, substituindo com vantagens os ftalatos, na opinião de Oliva. Os ésteres fosfatos apresentam baixa toxicidade e, em menos quantidade, é possível conferir igual eficiência, assegurando propriedades físicas e mecânicas similares aos ftalatos. Mas custam caro, cerca de duas vezes mais.
Sem halogênio – Eficientes na contenção do fogo e também promotores de melhor resistência química, os halogênios, como o cloro e o bromo, constituem uma das quatro principais bases tecnológicas para conferir características antichama aos plásticos (fosfatos, aluminas, halogenados e aminas modificadas). Em casos de incêndios, porém, provocam efeitos deletérios, como a liberação de fumaça contendo gases tóxicos muitas vezes corrosivos, como os ácidos clorídrico e bromídrico. As pessoas não se queimam, mas podem sufocar-se. Por isso, os fabricantes se empenharam em desenvolver alternativas para substituir os halogênios sem prejudicar a eficiência no combate à propagação da chama.
No caso de termofixos, como as resinas de poliéster insaturado e epóxi, a alumina triidratada constitui uma saída freqüente para substituir os halogênios. Mas Novas alerta para um inconveniente: a alumina aumenta a viscosidade da resina, em razão das altas concentrações necessárias para atingir os níveis requeridos de retardância à chama. Para resolver o problema, ele propõe o uso de produtos à base de polifosfato de amônio em associação com alumina triidratada. Segundo ele, a sinergia entre as duas substâncias garante boa redução na quantidade necessária para atender às especificações de retardância à chama da peça. A mistura ainda garante melhora no processamento, excelentes propriedades mecânicas, diminuição do peso específico e, por conseqüência, redução de custo.
Além disso, basta pequena porcentagem do produto, entre 1% e 5% no máximo, para conferir as características especificadas, o que garante a manutenção das propriedades do plástico. As aminas modificadas ainda apresentam sinergia com outros aditivos, podendo ser fornecidas na forma de blendas para desempenhar diversas funções. |
|||||||||||||||||||||||||
| <<< Anterior | |||||||||||||||||||||||||