Vendas estáveis – Mesmo representando queda de 10% em relação a 2000, a Pavan Zanetti, de Americana-SP, vendeu entre 100 e 110 equipamentos no ano passado. “Um bom ano”, resume o gerente de marketing Newton Zanetti. 

Para ele, o colapso argentino e a crise energética brasileira, entre outros fatores, afetaram os investimentos brasileiros programados para o ano e também as exportações. “Aumentamos a participação em países como Bolívia e Peru, mas não se evitou a queda de quase 50% do total anual exportado em média na década de 90”, diz Zanetti.
Zanetti espera um bom desempenho em 2002

O gerente espera repetir o desempenho neste ano, com perspectivas de vendas nos mesmos patamares. “Preocupa-nos a crise de credibilidade do Brasil frente aos investidores, porque o massacrante dia a dia de notícias das flutuações do dólar e da Bolsa de Valores tende a retrair investimentos programados, mas ainda assim acreditamos num bom ano”, ressalta Zanetti.

O acesso dos transformadores aos financiamentos consiste num dos maiores problemas para o setor de máquinas, ressalta o tradicional fabricante. “Para conseguir qualquer financiamento no BNDES, além da análise cadastral do cliente, também é necessária a posse de certidões negativas frente ao Fisco, e verificamos que é cada vez maior a quantidade de empresas que não atendem esses requisitos”, informa. Para contornar a situação, a Pavan procura dar apoio logístico para alguns clientes em condições de conseguir essas certidões e não conhecem os caminhos.

A empresa também conseguiu aumentar a carteira de clientes com a oferta dos novos modelos da série Bimatic lançados na última Brasilplast, como as sopradoras BMT 3.6S e BMT 3.6D. De acordo com Zanetti, a estratégia deu certo e a marca conquistou maior espaço em indústrias transformadoras de grande porte e de reconhecida capacidade tecnológica, entre as quais a Igaratiba, a Plimax, a Ipel, a Greco &Guerreiro e a Monte Sião.

Para melhorar o fluxo de exportações, a Pavan pretende participar de feiras internacionais e a primeira delas será a Plastimagem, no México, programada para o final de agosto, onde vai expor a BMT 3.6S com cabeçote quíntuplo, para 500 ml. Depois segue para a Colombia Plast, em outubro, com o mesmo tipo de equipamento. O fabricante ainda pretende prestigiar eventos brasileiros, como a Interplast, de Joinville-SC, agendada também para agosto.

Entre as máquinas mais vendidas, o gerente destaca os modelos BMT 3.6S e BMT 3.6D da série Bimatic, máquinas com uma ou duas estações, até 3 litros, automáticas e de grande capacidade produtiva. “São rápidas e eficientes, talvez com o melhor custo-benefício do setor nesse porte de máquinas”, assegura. Segundo ele, os equipamentos também são versáteis, de operação fácil e assistência técnica rápida, com atendimento de fábrica, sem terceirização.

Essa família de sopradoras possui capacidade de cabeçotes de até seis cavidades, programadores de espessura até 64 pontos com comando digital, rebarbação completa automática, saídas laterais orientadas, comando CLP de última geração da Atos, válvula proporcional para abertura e fechamento e mandris de sopro. A BMT 3.6D opera até dois moldes duplos de 2 litros com alça e rebarbação completa, com produção média de 1.200 peças/hora. Também pode operar dois moldes quíntuplos de 500 ml, com produção média de 3.200 frascos/hora, dependendo do peso da embalagem.

As próximas novidades estão reservadas para a Brasilplast 2003, quando a empresa pretende mostrar novos projetos em processo de acumulação. “Estamos desenvolvendo uma série para 30 a 50 litros, com rebarbação automática e saída lateral, visor de nível, e outros acessórios para automatização”, antecipa Zanetti.
A fim de melhorar a qualidade dos frascos produzidos em seus equipamentos de linha, a empresa desenvolveu novos cabeçotes, e ainda aumentou a produtividade. De acordo com o gerente, outro destaque neste ano foram os projetos de sopradoras por acumulação, desenvolvidos a pedido de clientes para produção de autopeças, como distribuidores de ar para painéis que exigem mesas de sopro de grande capacidade e força de fechamento.


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