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TRANSFORMADOR GANHA EFICIÊNCIA COM DOSADOR
Dificuldades de toda ordem, como baixa eficiência e produtividade, ou preparo não-homogêneo de misturas, observadas em operações manuais, podendo comprometer vários lotes de produtos por variações nas tonalidades de cor, estão levando os processadores a reformularem seus métodos de dosagem de masterbatches.
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A Unipac, de Pompéia-SP, por exemplo, instalou recentemente dois equipamentos volumétricos para dosagem de até 400 quilos/hora de resinas e masterbatches em substituição às atividades de tamboreamento manual, realizadas por seis funcionários durante três turnos de trabalho, com a finalidade de alimentar a linha de sopro/injeção de bombonas para químicos e agroquímicos.
Ao instalar os novos equipamentos, a empresa computou vários ganhos. “Os novos dosadores trouxeram vantagens quanto à produtividade, além de oferecer maior qualidade aos produtos soprados e injetados, isentando a produção de arcar com perdas relacionadas às variações de cor que costumavam ocorrer”, afirmou o encarregado do setor, Juracy Francisco Dias. |
Cuca Jorge |
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| Dosador promove alimentação constante |
Na fábrica de São Bernardo do Campo-SP da Kolynos do Brasil, a instalação de um dosador volumétrico em substituição a um sistema convencional gerou economia em torno de 25% no emprego de masterbatches brancos, azuis e vermelhos, utilizados na fabricação de tampas para bisnagas de cremes dentais, segundo avaliação do engenheiro de manutenção da empresa, Ricardo Candro. “O grande recurso presente nesse equipamento é que ele faz a pré-mistura do masterbatch com a resina virgem, para que o material entre homogeneizado na rosca da injetora”, explicou Candro.
Depois que resolveu abandonar a dosagem manual e instalar sete dosadores volumétricos, cada qual com capacidade para dosar até 180 quilos/hora de resinas e masterbatches, a Rioplastic, de São José do Rio Pardo-SP, pôs um fim aos problemas gerados tanto pelo excesso, como pela falta de pigmentação na linha de extrusão de sacolas para supermercados. “Com a dosagem manual, não conseguíamos manter sempre a mesma tonalidade de cor branca nas sacolas, mas agora superamos os nossos problemas”, afirmou Paulo Sérgio Garbuio, supervisor de produção da empresa.
Em todos as experiências citadas, os métodos de dosagem foram renovados e substituídos pela nova geração de equipamentos volumétricos fabricados pela Rax Service, em Diadema-SP. Lançados na última Brasilplast, os dois modelos, um com capacidade para dosar até 180 kg/hora e o outro até 400 kg/hora, demandaram mais de três anos de dedicação ao desenvolvimento do projeto. Ex-fabricante de dosadores de rosca durante o período de 1985 a 1998, a empresa resolveu aprimorar todos os inconvenientes relacionados com esse tipo de dosagem com conhecimento de causa, por ter passado longos anos fabricando equipamentos com o uso dessa tecnologia.
| Cuca Jorge |
“Quando foram lançados no final dos anos 80 na Europa e no Brasil, os dosadores de rosca representaram uma evolução em comparação aos métodos mais antigos de dosagem, realizados tanto por misturadores manuais, como automáticos, mas, com o passar do tempo, deixaram muito a desejar em função dos problemas que acarretam para sua operação, calibração e manutenção”, afirmou o diretor da Rax Service, engenheiro Hamilton de Oliveira. |
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| Oliveira atesta diversos avanços tecnológicos |
Um dos maiores inconvenientes atribuídos aos dosadores de rosca, explica Oliveira, deve-se ao fato desses equipamentos não ter incorporado um misturador mecânico, na maioria dos casos comercializado em separado, como opcional. Dessa forma, o dosador de rosca não promoverá as necessárias misturas, pois o material virgem descerá por gravidade até a máquina, sem qualquer tipo de controle, e o masterbatch será apenas lançado em meio ao material virgem. Assim, todo o trabalho de homogeneização e mistura é feito na própria rosca da máquina de transformação, o que pode gerar variações na cor do produto, principalmente se a rosca não estiver bem projetada para aquela máquina, garante o engenheiro.
Por esses motivos, desde o lançamento, o sucesso nas vendas dos novos equipamentos de dosagem, já patenteados e comercializados em torno de R$ 6,5 mil, no caso do modelo de menor capacidade, não oferece folga às equipes de produção da fábrica. Segundo Oliveira, além da câmara de pré-mistura de resinas e masterbatches, confeccionada em alumínio fundido, para conduzir a mistura já homogeneizada à rosca, o equipamento ainda apresenta outros diferenciais tecnológicos, como sistema de calibração muito simples, realizada apenas quando da mudança da cor, independente dos volumes injetados e dos dados fornecidos pela máquina transformadora. Também não exige cálculos por parte do operador.
Entre outros avanços importantes, o dosador possui internamente um sistema para injeção do masterbatch, e promove a alimentação constante do material dosado e misturado no canhão da máquina. No total, o conjunto para dosagem volumétrica (acionado por sistema pneumático) agrega dois recipientes para recepção de resinas e masterbatches, confeccionados em aço carbono com pintura a pó, dois dispositivos para as dosagens, uma câmara de dosagem (composta por misturador pneumático com hélice), um sensor de nível para garantir o preenchimento constante do material composto na câmara de mistura e um comando microprocessado, provido de sistema de cálculo de calibração também já embutido.n Rose de Moraes
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