|
NOTÍCIAS
COMPÓSITO INAUGURA CENTRO TECNOLÓGICO
| Foi dada a largada em prol da criação do Centro Tecnológico de Compósitos (Cetecom). O convênio assinado, em 6 de junho, pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo (IPT) e a Associação Brasileira de Materiais Compostos (Asplar) firma a parceria entre as instituições e os mecanismos para a implantação do projeto. |
Divulgação |
 |
| Celebridades prestigiaram a inauguração do
Cetecom |
A cerimônia, realizada na sede do IPT, em São Paulo, contou a presença de diversas autoridades. Compunham a mesa o embaixador Ronaldo Mota Sardenberg, ministro de estado da ciência e tecnologia; o secretário estadual da ciência, tecnologia, desenvolvimento econômico e turismo Ruy Martins Altenfelder Silva; o presidente do conselho de orientação do IPT Alberto Pereira de Castro; o diretor superintendente do IPT Guilherme Ary Plonski; o chefe do laboratório de vazão do IPT Marcos Tadeu Pereira; e o presidente da Asplar José Alaor Alves.
Na platéia, representantes da Fiesp, Fapesp, Inmetro, ABNT, Sebrae, Ipen, do centro de estudos latino-americanos da universidade de Pittsburgh e do consulado geral da França, entre outros convidados que disputavam lugares no pequeno e lotado auditório. A parceria com a Asplar inaugura nova forma de atuação do IPT. “O instituto passa a ser uma incubadora de centros de inovação tecnológica empresarial”, afirmou Plonski. Além do Cetecom, deverá abrigar outros núcleos destinados a auxiliar a indústria nacional. Dentro desse contexto, o projeto tem dois objetivos básicos: a aproximação do instituto com o setor de compósitos e a ampliação da experiência para outras áreas da economia.“A iniciativa servirá de modelo para a incubação de centros similares nas dependências do IPT”, garantiu Plonski. Em seu discurso, ressaltou também o objetivo de aproximar e integrar as indústrias nacionais, principalmente micros e pequenas, aos institutos e às universidades.
Na avaliação do presidente da Asplar, o Cetecom ajudará ainda na cooperação com parceiros estabelecidos no exterior, como é o caso dos Centros Regionais de Inovação e Transferência de Tecnologia (CRITT), na França. “Adotamos o modelo dos centros franceses”, explica. Ressaltou ainda o intercâmbio entre a indústria de compósitos nacional com a francesa, não só no desenvolvimento do projeto como na troca de experiências. Com o objetivo de promover e aumentar a competitividade do setor, o Cetecom oferecerá cursos de capacitação básica e de gestão de processos de inovação tecnológica. Parte do projeto entra em operação em seis meses. “A primeira fase inclui serviços de treinamento de mão-de-obra e instalação de laboratório com equipamentos de manufatura”, informa o consultor técnico da Asplar, Antonio Perez Gamero. No total, no entanto, demandará pelo menos dois anos de trabalho.
De acordo com Alves, o projeto prevê investimentos da ordem de R$ 1,5 milhão. Os recursos serão angariados junto aos associados da Asplar, IPT e órgãos de fomentos tais como Fapesp, Finep, e Fundo Verde Amarelo do ministério da ciência e tecnologia, entre outros. “A iniciativa privada, sobretudo fabricantes de máquinas, será a principal fonte com a doação de equipamentos.” Alves destaca ainda a participação do governo do estado, por intermédio do IPT. (Leia mais sobre o Cetecom em PM nº 330, edição de abril de 2002, pág. 28).
Mercado – Em seu discurso, o presidente da Asplar comentou alguns números dos compósitos. De acordo com ele, as indústrias do setor geraram receita de 700 milhões de dólares em 2001, o equivalente a 1% do Produto Interno Bruto. “Trata-se de um mercado com grande potencial de crescimento, porém com expressiva deficiência tecnológica.” Só 20% das empresas instaladas no País operam com equipamentos automatizados. “No exterior, a proporção é inversa”, ressaltou.
O consumo nacional de materiais compostos também destoa das médias mundiais. “São 0,6 kg do Brasil contra 6 kg dos Estados Unidos”, comparou. Alves defendeu também a importância do Cetecom na ampliação das exportações, quase inexistentes. “Podemos e vamos gerar divisas para o País.” As críticas, como sempre, recaíram à tributação. “O plástico reforçado paga 15% de IPI, enquanto o amianto é taxado em 4%, o aço em 10% e o alumínio, isento ”, argumenta.
| Divulgação |
Marcada para os dias 19, 20 e 21 de novembro, em São Paulo, a exposição do setor também reserva novidades. Além da mudança do nome, transformou-se em Feiplar Asplar Composites 2002 América Latina, o evento abrigará a 4ª edição do Arquimacom – congresso internacional dedicado ao uso do plástico reforçado na construção civil. |
 |
| Alves, da Asplar (esq.), ministro Mota Sanderberg
e Plonski (dir.) do IPT |
Em abril, os associados da Asplar reelegeram Alves presidente da entidade por mais dois anos. A nova diretoria conta ainda com Fernando B. de Resende na vice-presidência; Edoardo Miro Daelli, Luiz Vianna, Danny Siekierski, Jorge Camps Andreu, José Batista de Andrade, Marcos Antonio Fabiani, Antônio Carlos Torres, Arnaldo Gatto, Gilmar Pretto e Fernando B. Mello Marins na diretoria executiva; além do conselho composto por Leandro Carboni, Décio Elias Miguel, Antônio Gilmar Auter, Guillermo Castillo, Cláudio Roberto Frare e Acílio Severo dos Santos.
Túnel de vento – O evento no IPT marcou ainda a inauguração do Túnel de Vento de Camada Limite Atmosférica, projeto desenvolvido pelo IPT em parceria com a Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb) e o Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas, com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). Com 40 metros de comprimento e ventilador com três metros de diâmetro, o túnel pode produzir, em seu interior, correntes de vento com velocidade de até 90 quilômetros por hora.
O chefe de agrupamento de vazão da divisão de mecânica e eletricidade do IPT, Marcos Tadeu Pereira apresentou vídeo institucional alusivo ao projeto e falou sobre suas aplicações. Segundo explicou, o túnel permite estudo dos efeitos de cargas de vento em coberturas e estruturas de edifícios; torres de energia, telefonia e alta tensão; pontes; navios e plataformas off-shore. Tem ainda extrema importância no controle de diversos tipos de poluição, como industrial, causada por automóveis em centros urbanos adensados, emissões de chaminés ou resíduos de queimadas na agricultura.
“Permite a realização de ensaios a partir da instalação de maquetes e simulação do vento, detectando as áreas mais atingidas, os efeitos das emissões na população local entre outros parâmetros; e as medidas corretivas necessárias para eliminar ou reduzir a poluição no local”, informou. De acordo com Pereira, existem menos de 15 túneis do tipo em operação no mundo. A iniciativa consolida o IPT como o laboratório representante das Américas no estabelecimento do padrão de velocidade do ar no âmbito do Comitê Internacional de Pesos e Medidas (CIPM), órgão do Bureau Internacional de Pesos e Medidas (BIPM).S.F.
|
|