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Digital dupla camada – Com duas fábricas no mundo, uma na França, para desenvolver soluções flexográficas, e outra no Japão, para cuidar da linha de insumos para sistemas off-set, a americana Mac Dermid também marcou presença na feira flexográfica ao divulgar as chapas digitais fotopolímeras em dupla camada da linha Épic Digital, para impressões de vários substratos.
Lançadas há dois anos no mercado mundial, essas chapas foram apresentadas como sucessoras das digitais em monocamada do tipo Carbon Black Uncaped (com camada negra de material sensível ao laser aplicado ao fotopolímero), também produzidas pela empresa, desenvolvidas para oferecer melhor qualidade de impressão às imagens em áreas sólidas (chapadas) e reticuladas.
“Somos os únicos fornecedores desse tipo de chapa no mundo e que no Brasil vêm encontrando boa aceitação em várias indústrias de embalagens”, afirmou Sérgio Miguel Simone, diretor do escritório da empresa no País, instalado em Valinhos, no interior paulista.
Para o diretor, o mercado brasileiro está apenas começando a absorver as tecnologias digitais, que hoje representariam 10% do consumo interno, concentrado (90%) nas aplicações de chapas convencionais devido à configuração da maior parte dos equipamentos impressores aqui existentes e que permitiriam impressões coloridas abaixo de seis cores.
Por esse motivo, as perspectivas de colher maiores frutos da expansão das chapas digitais são as melhores possíveis e estariam atraindo maior atenção de vários fabricantes, empenhados em apresentar insumos que propiciariam resoluções de imagem mais altas para impressões coloridas.
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Nesse sentido também se incluiram novos desenvolvimentos da Basf, como as chapas flexográficas ACE, lançadas no mercado mundial em 2000, em meio ao turbilhão de novidades expostas na maior feira mundial do setor gráfico, a Drupa, realizada em Düsseldorf, na Alemanha, a cada cinco anos, e já disponíveis para incrementar a oferta brasileira, direcionada às aplicações em embalagens flexíveis, cartonados e laminados, sob a comercialização da Gutenberg Máquinas e Materiais Gráficos. |
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| Chapas FAH devem ser substituidas pelas novas
ACE, de maior dureza |
Constituída por fotopolímeros em três diferentes espessuras ( 1,14 mm, 1,70 mm e 2,54 mm), essa linha possui maior dureza ( 65 SHORE A) em relação às suas antecessoras, as chapas FAH (57 SHORE A), permitindo gravações a laser (Ace Digital) e com filme mate (Ace Convencional).
Segundo Dieter Niederstadt, gerente regional de insumos para flexografia da área de tintas gráficas da Basf, o grau de reprodução oferecido por esse tipo de chapa é considerado mais alto porque as lâminas apresentam superfície mais porosa, facilitando a transferência das cores para os substratos.
As chapas Ace só não aceitam tintas à base de UV, mas, em compensação, oferecem ganhos nos tempos de lavagem e secagem, com reduções de até 50%, além de maior definição dos pontos de impressão, com melhor transferência de tintas em base água ou em base solvente para áreas chapadas.
Sistema digital-térmico – Pioneira no lançamento de chapas fotopolímeras em 1973, a DuPont continua a inovar e manter sob suas rédeas 75% de participação nesse mercado, apostando, agora, na expansão de vendas de sistemas aprimorados que associam a gravação digital das imagens à revelação térmica das chapas.
Além de lançar um novo tipo de chapa digital, a Cyrel DPL de média dureza (Shore A 45–55), mais maleável e macia do que a Cyrel DPI, que irá permitir melhor transferência de tinta nas aplicações de imagens em traço e chapadas, a DuPont também reforça as qualidades do primeiro sistema térmico e compacto (l,5 m) para gravação de chapas flexográficas. Lançado pela empresa em 1999, e denominado Cyrel Fast, esse equipamento elimina o sistema de revelação de imagens pelo uso de solventes químicos, processo substituído pela revelação térmica, atingindo temperaturas por volta de 140°C.
Instalado no Brasil em empresas como Takano e Rotocrom, e com uma unidade em funcionamento há mais de um ano no setor de flexografia do Senai – Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial, o equipamento vem incrementando o processo de gravação digital de chapas a laser em âmbito mundial, hoje com custo bem mais acessível (US$ 180 mil) em relação aos valores de 1995, que somavam US$ 450 mil.
A nova geração de chapas fotopolímeras digitais e térmicas, constituída por polímeros metacrilatos e agentes fotoiniciadores, permite processar os clichês em apenas 40 minutos, ao passo que, com o uso de chapas digitais convencionais, reveladas por solventes, seriam necessárias pelo menos três horas. “Além de oferecer maior velocidade à confecção das matrizes para impressão, as novas tecnologias da DuPont eliminaram o uso de solventes clorados na revelação, como o percloroetileno, oferecendo uma alternativa ecológica para a atuação nesse mercado”, informou Ronaldo S. Guerra, gerente da área de fotopolímeros da DuPont.
Para imprimir ampla gama de embalagens flexíveis e também em papelão ondulado, a empresa disponibiliza vários tipos de chapas flexográficas, caracterizadas por alta, média e baixa durezas. Com o uso de chapas digitais convencionais, como Cyrel TDR e DRC, são impressos substratos em papelão. Com Cyrel EXL2, pode-se imprimir etiquetas, rótulos e sacos em papel. Mas para imprimir embalagens flexíveis, o mercado utiliza chapas como a Cyrel HOS, compatível com tintas à base de álcool, água, ou misturas de solventes em quantidades limitadas de princípios ativos, ou Cyrel NOW, que também se aplica à impressão de rótulos e etiquetas. Encontram ainda grande aceitação no mercado de embalagens flexíveis as chapas finas Cyrel.
Segundo Guerra, até meados da década de 80, as chapas flexográficas caracterizavam-se por uma única espessura (2,84 mm). Com os desenvolvimentos posteriores se chegou a espessuras bem mais finas, como 1,14 mm (embalagens flexíveis), 1,7 mm (rótulos, etiquetas adesivas e cartonados), e 0,76 mm (embalagens flexíveis em PE,PP, BOPP etc.), além de bem mais grossas, de 4 mm e 5 mm, desenvolvidas para impressões em ráfia de PP e papelão ondulado.
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