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MOLD-MASTERS INAUGURA
SUA FÁBRICA BRASILEIRA

Com palestra técnica, apresentação de produtos, mais de 300 convidados e a presença do presidente mundial da companhia Jonathon Fischer, a Mold-Masters, fabricante canadense de sistemas de câmara quente, inaugurou a fábrica brasileira no dia 17 de maio. O evento, dividido em duas etapas, começou no Hotel The Royal Palm Plaza, em Campinas-SP, e encerrou na sede da empresa em Sumaré-SP, com a participação do prefeito Antonio Dirceu Dalben.

Depois de sete anos de atuação no mercado nacional via representação, a Mold-Masters investiu em torno de US$ 10 milhões e três anos na execução do projeto da fábrica. 

Cuca Jorge
Presidente mundial, Fischer confia no mercado nacional

A previsão de faturamento da nova unidade, de cerca de US$ 5 milhões nos primeiros doze meses, se aproxima de 1% do volume mundial da companhia. “Apostamos no potencial do mercado brasileiro”, garante Fischer. As operações começaram quatro semanas antes da inauguração oficial com os itens de menor valor tecnológico: blocos distribuidores (manifolds) e porta-manifolds. A linha inclui sistemas padronizados e especiais, cujos projetos permanecem sob a responsabilidade da matriz.

Cuca Jorge

Unidade consumiu em três anos cerca de US$ 10 milhões

Demais componentes do sistema de câmara quente, tais como os bicos, ainda não têm prazo para nacionalização, embora os testes já tenham começado. “Tudo depende da resposta do mercado”, avalia Fischer. O diretor da filial brasileira Afonso Podadera avisa, porém, que os selos de transferência e a linha MIM Dura de bicos de metal moldado (liga de carboneto) continuarão sendo importados do Canadá. “O volume nacional não justifica o alto investimento necessário, em torno de US$ 3 milhões para cada um dos itens.”

Estrutura — Equipada com dois centros de usinagem CNC vertical (Mazak V655 e Urco BMC30M) e um horizontal (Toshiba BMC-80E), além de retíficas (plana, de furo e cilíndrica), furadeiras, eletroerosão, torno CNC, mandrilhadoras vertical e horizontal, micro solda, centro de medição e projetor de perfil óptico (Mitutoyo), entre outros equipamentos, a Mold-Maters do Brasil possui capacidade instalada para produzir 20 manifolds para quatro bicos e dez placas quentes por semana. A empresa garante ainda que o prazo de entrega não será problema. “A participação nacional em produtos convencionais deve saltar de 8% para ao menos 45% em um ano”, avalia Podadera. Em itens especiais e aplicações complexas, o valor sobe para até 70%. “Vamos abrir caminho e conquistar posições nas especialidades.”

Cuca Jorge Segundo o presidente da companhia, a redução de custos com a nacionalização também é expressiva, podendo chegar a 50% em alguns itens comparado ao preço do produto importado. A iniciativa contempla ainda o desenvolvimento das exportações para toda a América do Sul, 
Podadera estima em 25% o uso atual de câmara quente no País

atendida até então pela matriz, e o México, grande consumidor de sistemas de câmara quente, mercado cativo das fábricas americana e canadense. “Reforçamos a estrutura de vendas, pós-vendas e assistência técnica”, garante Podadera.

Anexa à nova fábrica funciona a Manuplast, ferramentaria de construção e manutenção de moldes para injeção de peças plásticas, especializada em sistemas de canal quente. Fundada em 1997 e adquirida pela Mold-Masters em outubro de 2000, a Manuplast confecciona ferramentas de até 3 toneladas e estampos de corte. “Temos um grande número de máquinas e apoio tecnológico para oferecer aos clientes locais e disponibilidade de serviços para usuários finais e ferramentarias brasileiras com gargalos produtivos, incluindo usinagem em máquinas especiais”, explica Eliane Podadera, do departamento de vendas e marketing.

Mercado – A exemplo do evento de inauguração, marcado pela palestra técnica “Tecnologia avançada em sistemas de câmara quente”, a filial brasileira pretende promover seminários e encontros para difundir o uso e solucionar dúvidas relativas ao processo de moldagem sem canais de injeção, ainda embrionário no Brasil. Embora seja um mercado em pleno desenvolvimento e com grande potencial de crescimento, trata-se de um segmento novo para a transformação de plásticos no Brasil, ainda pouco dominado.

Na avaliação de Afonso Podadera, cerca de 25% dos moldes de injeção em uso no País possuem câmara quente. “Trata-se de uma análise pessoal, sem nenhuma base estatística”, argumenta. Os números, provavelmente superestimados, embora demonstrem grande evolução, ainda ficam muito aquém de outros países. “Nos Estados Unidos, os moldes sem canal de injeção dominam o mercado e as ferramentas convencionais são usadas somente quando a produção realmente dispensa a tecnologia de câmara quente.” Situação que, na visão do diretor da Mold-Masters, será realidade no Brasil em dois anos.

Avanços nesse sentido já começaram. A última edição da Brasilplast, em março de 2001, contou com a participação de importantes fornecedores de sistemas de câmara quente, grande parte anunciando investimentos no País. Dentre os quais destacam-se a americana Incoe, com fábrica em Itatiba-SP, desde 1997; e a Polimold, de São Bernardo do Campo-SP, responsável pela produção nacional dos sistemas da americana DME, com a qual firmou joint-venture em 1996. Atuam nesse mercado ainda a Ewikon, representada pela HDB; a Dynisco, com filial nacional; a argentina Fadri; e a brasileira Fator, entre outras. 
Simone Ferro

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