Flexíveis – Em espaço de 1,5 mil m², a Brasilpack montou a “ilha” de flexíveis, com produção média de 75 mil sacolas durante os cinco dias da feira. A coordenação técnica da área ficou por conta de Maristela Simões Miranda, diretora comercial da Maqplas. Da matéria-prima à reciclagem, o empresário teve oportunidade de acompanhar todas as etapas do desenvolvimento desse tipo de embalagem. A “ilha” ainda mostrou o acondicionamento de balas e de cartões telefônicos, e ainda contou com linhas de flexografia de bandas larga e estreita.

Cuca Jorge
Maristela coordenou a "ilha" dos flexíveis

A Maqplas apresentou uma máquina de corte e solda e máquina de colocação de válvula de topo, modelo VT 720 para produção de 12 embalagens/minuto. A VT 720 opera com três servo-motores, eletrônica pesada e chip de primeira geração. Por executar toda a solda, inclusive da alça, tem a vantagem específica de evitar a LER (lesão por movimentos repititivos), doença comum em produções desse tipo. Para Maristela, não existe no mundo máquina igual ou similar. 

Cuca Jorge “Ela foi desenvolvida pela Maqplas, tem 100% de tecnologia nacional e domínio próprio”, acentua. O equipamento mais parecido com o VT 720, conta Maristela, está na Europa. Mesmo assim, opera com cola, é maior e mais caro. Até um dia antes de iniciar a feira, a Maqplas já tinha negociado mais de 10 unidades da VT.
Nova corte e solda não tem similar

A empresa ainda lançou a Stand Up Light, versão menor da Stand Up, um equipamento mais caro e de grande porte, já comercializado pela empresa. A nova versão tem uma pista, contra duas da antecessora, e é ideal para indústrias menores, com pequena produção. Cada pista tem 400 mm e produz de 70 a 90 embalagens/minuto, com laminados.

A Keter apresentou linha de máquinas com sistema de vácuo-formagem produzidas pela americana ZMD Inc. e os desmoldantes Axel, também dos EUA, mas a principal novidade, informou o diretor Dany Heller, foi o modelo nacional HD-344, que produz peças de vácuo e termoformagem e opera filmes desde 0,3 mm até chapas de 8 mm. O equipamento é comercializado com bomba de vácuo, pulmão e resistência cerâmica e pode ser usado no modo manual ou automático, adaptando uma CLP. “O mercado brasileiro carece de uma linha de equipamentos funcional, pois nem todas empresas necessitam de tops de linha”, opina Heller. O HD-344 é adequado para fabricação de produtos técnicos, como peças pequenas para engenharia, linha automobilística, moveleira ou alimentícia. Cuca Jorge
Para Heller, faltam linhas funcionais de vácuo-formagem

A Keter ainda destacou a linha de desmoldantes desenvolvidos para aplicações em fibra de vidro, compósitos, injeção, laminados, poliuretano, borracha, RTM, RIM, SMC/BMC, moldagem por compressão, pultrusão, sopro ou rotomoldagem da Axel. Isentas de silicone e cera, essas formulações aumentam o número de desmoldagens e deixam o material sem resíduos e pronto para operações secundárias à injeção, como pintura ou colagem. “Em vários testes, esse desmoldante melhorou o fluxo, a resistência à tração e casos de ruptura”, garante Heller. Além disso, o material tem características lubrificantes, antiestáticas e antioxidantes e pode ser usado no segmento alimentício, pois não contamina o produto e nem perde propriedades.

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