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E-commerce do lixo – Com um mês de vida, o portal www.entrecicle.com foi o destaque da palestra O Comércio Eletrônico e o Setor de Reciclagem. Apresentado pelo seu presidente Marcílio Mendes de Oliveira o site promete agilizar e facilitar os negócios entre as empresas da cadeia produtiva da reciclagem de todos os materiais, incluindo o plástico. |
Cuca Jorge |
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| Oliveira divulgou o comércio eletrônico de
recicláveis |
“Baseado no conceito de comércio colaborativo, o portal vai além da simples cotação de preços e permite que empresas possam negociar não só compra e venda de produtos e serviços, mas a troca, aluguel, parceria, patrocínio, investimento, empréstimo etc.”, explica Oliveira.
A remuneração ocorre de duas formas, por meio de mensalidade com valores de R$ 100,00 a R$ 500,00, de acordo com o porte da empresa associada, ou por transação com taxa de 3% do valor do bem negociado, pagos pelo vendedor. “Vários materiais recicláveis e reciclados, além de máquinas e equipamentos podem ser comercializados via Internet.” Na avaliação de Oliveira, muitos produtos desse mercado, considerados commodities, se adequam à modalidade de vendas por leilão. Já as máquinas e equipamentos se encaixam melhor no sistema de catálogos. “As modernas plataformas de comércio eletrônico apresentam ainda outras facilidades como pool de compras e ambientes especiais de negócios que procuram reproduzir a negociação pessoal, com grande economia de tempo e com custos muito menores.”
De acordo com o IBR, que possui associados em 50 países, o setor de reciclagem movimenta US$ 160 bilhões por ano, com a comercialização de 600 milhões de toneladas de produtos, e emprega 1,5 milhão de pessoas. O mesmo instituto estima que o setor investe US$ 20 bilhões por ano e que 1/3 do comércio em volume é internacional. A exposição contou com a participação de outra mídia eletrônica, o site www.reciclaveis.com.br, dedicado à difusão de informações sobre o mercado de reciclagem.
Entre as palestras específicas para o segmento de plásticos, se destacaram a Reciclagem de PET, proferida pelo presidente da Associação Brasileira dos Fabricantes de Embalagens de PET (Abepet), Alfredo Sette (www.abepet.com.br); Reciclagem Mecânica do PVC: Uma Oportunidade de Negócio, ministrada pelo assessor técnico do Instituto do PVC (IPVC), Miguel Fernandes Bahiense Neto (www.institutodopvc.org); e A Indústria de Reciclagem de suas Tendências, a cargo da diretora do Departamento de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentado da Fiesp, Ana Flores. O pesquisados do IPT – Laboratório de Combustão e Gaseificação, Ademar H. Ushima falou sobre a Incineração de Resíduos Sólidos Municipais com Recuperação de Energia.
A incineração com geração de energia elétrica ou vapor d’água em unidades de grande porte tende a tornar-se economicamente mais atraente que o aterro sanitário, segundo Ushima. Fator decorrente principalmente dos custos dos aterros, em especial nas grandes metrópoles brasileiras. “Mundialmente já se observa forte tendência nesse sentido.”
Com relação às emissões de poluentes em unidades de incineração, que geram as principais restrições ao processo, Ushima também registra avanços. “A melhor compreensão de como os poluentes se formam no interior dos incineradores e a implantação de sistemas de controle de emissão mais eficazes reduziram significativamente os riscos de contaminação do meio ambiente, a ponto das emissões de unidades mais recentes atingirem níveis de emissão menores do que o de unidades de combustão empregando combustíveis convencionais.”
No encerramento das atividades do dia 8 de novembro foram anunciados os vencedores do Prêmio Cempre Coleta Seletiva - Categoria Comunidade. Em primeiro lugar, o Programa Oficina Educativa Verde Vida, de Chapecó-SC; em segundo classificou-se o projeto Reciclar 2000 Regional - Nosso Futuro Sustentável, desenvolvido nas cidades paulistas de Piracicaba, Limeira, Rio Claro e Sumaré; e o terceiro, o programa Recicle Milhões de Vidas, de São Paulo.
Exposição – No piso térreo, 25 expositores divulgavam suas atividades e equipamentos para o setor. Entre os participantes estavam a Metalúrgica Ricardo, fabricante de máquinas e sistemas para reciclagem com sede em São Paulo; a SantaMaria, também da Capital, do setor de extrusoras; e a Phapol, empresa coligada ao grupo Wortex, de Campinas-SP, com atuação nas áreas de moagem e granulação de termoplásticos, reciclagem de PET e plásticos de engenharia, incorporação de cargas de aditivos, tingimento e fornecimento de laudos de produto. De acordo com informações divulgadas pela Phapol, a empresa possui capacidade instalada para 7 mil t/ano, dos mais variados produtos, em uma área total de 6 mil m².
| Cuca Jorge |
A indústria de máquinas Bruno, empresa nacional fundada em 1967, com sede em Campos Novos-SC, expôs o triturador de resíduos TRB4. O equipamento, segundo Gilmir Pomerening, do departamento comercial, pode ser confeccionado em diversas configurações, de acordo com as necessidades dos clientes, e custa entre R$ 26 mil e R$ 120 mil. “Trituram por sistema de pastilhas, com baixa rotação, 100 rpm, e baixa emissão de ruído, entre 60 e 70 decibéis.” Além de atuar no mercado nacional, a empresa exporta para a Europa. |
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| Triturador de resíduos TRB4 opera com
pastilhas |
No segundo dia de exposição, a Pallmann, fabricante de moinhos de Diadema-SP, já havia comercializado o modelo para moagem de PET. O resultado reforça, na opinião de Raul Bichi, da divisão comercial da empresa, a tendência de crescimento desse mercado. A empresa fabrica linhas com capacidades a partir de 50 kg/hora até 2.000 kg/h. Em 2001, a Pallmann exportou entre 20% e 30% da produção para o Mercosul, Estados Unidos e África.
A Eco-Pet, recicladora de Atibaia-SP, também marcou presença na exposição. A empresa, com capacidade para processar 480 t/mês, opera com 40% de ociosidade. “O maior problema do setor continua sendo a escassez de recicláveis devido à falta de coleta seletiva”, afirma o diretor, Demétrius Napoleão Nápoles. Dentro desse contexto, ressalta a importância de eventos dedicados à discutir mecanismos e ações capazes de desenvolver a coleta seletiva e gerar maior fonte recuperação de resíduos. A Eco-Pet, como outras empresas do setor, também estreou no mercado internacional, exportando lotes experimentais de resinas revalorizadas.
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