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CARNEVALLI ENTRA NO MERCADO DE CASTING

Cuca Jorge
Coextrusora processa até
300 kg/h de polipropileno
e faz filmes de até 1,50 m

Maior produtor brasileiro de extrusoras e coextrusoras do tipo balão, a Carnevalli, de Guarulhos-SP, agora também atua nos segmentos de casting e casting stretch. Lançada com pompa e circunstância, em 12 de dezembro, na sede da empresa, em Guarulhos-SP, a nova família de coextrusoras com cabeçotes planos Coex 3 FD 1500 é fruto de contrato de transferência de tecnologia assinado com a italiana Colines há dois anos. O acordo prevê a fabricação de duas variedades de máquinas: para filmes de PP e para filmes do tipo stretch.

A estréia aconteceu com máquina destinada à produção de filme plano de polipropileno. Equipada com roscas de 100 mm, 80 mm e 60 mm de diâmetros, a coextrusora processa ao redor de 300 kg/h e produz filmes de até 1,50 m de largura útil. 

Apenas o cabeçote e o medidor de espessura são importados, informa o gerente comercial Luiz Antonio Delosso Simões. A parte eletrônica foi desenvolvida em parceria com a Weg, facilitando a assistência técnica ao cliente, e todo o restante da máquina é usinado na própria empresa. Cuca Jorge
Simões: "são máquinas mais produtivas"

As coextrusoras para filmes do tipo stretch podem ser fornecidas em dois modelos: uma para filmes de 1,50 m de largura e produção ao redor de 400 kg/h (peso líquido, sem aparas), e outra para filmes de até 2 m de largura e produção da ordem de 700 kg/h. “São máquinas mais produtivas, que garantem filmes de melhor qualidade e de menor custo”, opina o gerente. Entre as vantagens, ele menciona o fato de a combinação de materiais nas três camadas promover a propriedade de “pega” no filme, eliminando o uso do poliisobutileno (PIB), necessário no caso dos filmes produzidos em máquinas do tipo balão. Além disso, o processo convencional tem limitação produtiva, enquanto o sistema casting proporciona produções acima de mil kg/h.

Para Simões, o segmento de filmes planos é um mercado crescente e com bom potencial. Só no caso do polipropileno, esse segmento consome 20% das 900 mil toneladas anuais absorvidas pela transformação nacional, segundo o diretor comercial da Polibrasil José Ricardo Roriz Coelho. M.A.S 

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