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Novas tecnologias – O mercado brasileiro de borrachas sintéticas também conta com novas tecnologias desenvolvidas pela Petroflex. Líder de produção na América Latina, a empresa responde por 85% do mercado interno, sendo classificada como o sexto maior fabricante mundial, com exportações, em 2000, totalizando 99 mil toneladas, principalmente envolvendo SBR, NBR, látex e borrachas líquidas, estas últimas destinadas aos mercados de adesivos, espumas, impermeabilizantes e revestimentos.
Com três unidades em operação em Cabo-PE, Duque de Caxias-RJ e Triunfo-RS, somando uma capacidade produtiva de 370 mil toneladas/ano, a empresa criada pela Petrobrás em 1962 foi privatizada em 1992, e vem concluindo um plano de investimentos de cerca de US$ 95 milhões ao longo dos últimos seis anos.
Em 2000, os mercados de pneumáticos e camelbacks absorveram, respectivamente, 49% e 29% da sua produção de elastômeros, enquanto aos setores de calçados e artigos técnicos foram reservados 12% e 10%, respectivamente.
Com o lançamento de mais nove produtos, a linha da Petroflex se elevou para para 70 itens. Nesse rol destacam-se o látex catiônico SB655, dois novos grades de polibutadieno e seis novos itens na linha Petroflex N-OZO, ou seja, de compostos entre PVC e borracha nitrílica.
Na forma líquida, o látex catiônico é empregado como aditivo para a fabricação de emulsões de massa asfáltica, podendo ser misturado diretamente, sem exigir qualquer outro tipo de aditivo, como os aniônicos, tendo como principal função aumentar a durabilidade desse tipo de pavimento, elevando em até quatro vezes o tempo de vida útil.
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Os dois novos grades de polibutadieno (BR-70 e BR-70 GP) foram desenvolvidos para atender aplicações específicas nos segmentos de peças técnicas e calçados. O BR-70 GP, por exemplo, é usado como modificador de impacto de poliestireno de alto impacto, tendo como principal aplicação os painéis internos dos refrigeradores. |
Cuca Jorge |
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| Moraes: reforço com novos grades |
“O cliente que produz HIPS (poliestireno de alto impacto) precisa contar com produtos em diferentes viscosidades”, afirmou Cassiano Antonio Moraes Filho, coordenador de planejamento de mercado da Petroflex. Esse novo desenvolvimento apresenta maior viscosidade, e foi preparado para atender a esse tipo de finalidade, sem que haja descontinuidade na produção do grade BR-55 GP, que continuará sendo oferecido aos nossos clientes”, esclareceu ele.
Os seis novos produtos para complementar a linha N-OZO, de grande consumo na fabricação de coifas, dutos de ar, correias transportadoras, revestimentos de cilindros e de fios e cabos, são classificados em quatro novos grades com 70% de borracha nitrílica e 30% de PVC, além de dois novos itens que apresentam em sua composição 60% de borracha nitrílica e 40% de PVC. “Toda essa linha é indicada para uso em condições de mais alta agressividade, considerando, por exemplo, a presença de óleos e solventes, visando conferir resistência a ozônio”, acrescentou Moraes Filho.
Visando aplicações no mercado interno de calçados, que consome 12% da sua produção, a Petroflex desenvolveu o SSBR-1205, para aplicações em solados. Nos Estados Unidos, porém, esse tipo de grade é bastante empregado como modificador de impacto em asfalto. Comparativamente ao grade antecessor, ou seja, o SSBR B30, com 30% de estireno em bloco em sua composição, o atual produto pode conferir características de maior flexibilidade ao produto final.
Outras novidades já têm lançamento marcado para 2002, como é o caso de borrachas de estireno-butadieno, que se destinam à fabricação de solados com alto poder anti-derrapante, tendo como alvos de aplicação botas de montanhismo e de segurança.
A Petroflex ainda deverá gerar maior eficiência e funcionalidade às aplicações de borrachas em emulsão, polimerizadas a quente, cujo grande diferencial é ter a capacidade de suportar mais carga, entre 10% e 20% a mais. “Trata-se de material reticulado que atinge a plasticidade em menor tempo, reduzindo o consumo energético. Em matéria de processabilidade apresenta viscosidade mais baixa (money 30), mantendo as propriedades físicas equivalentes às das borrachas de média viscosidade, (money 50)”, explicou Moraes Filho. Com aplicações nas indústrias de adesivos, terá também função de destaque em calçados e solados, em substituição às SBR de uso geral. Em materiais expandidos, micro-porosos, como palmilhas e peças de vedação, o produto também pode propiciar maior estabilidade dimensional.
A Nitriflex, maior produtora de elastômeros nitrílicos da América Latina, com capacidade anual de 30 mil toneladas/ano, adquiriu em julho de 2001 a carteira de negócios e clientes da Bayer no segmento de aditivos modificadores de impacto de PVC, classificados na categoria dos MBS, metil butadieno estireno.
Na avaliação do diretor geral da empresa, Danny Siekierski, trata-se de um mercado muito especializado, já consolidado e com valores agregados muito interessantes, que movimenta cerca de 3 mil toneladas/ano, tendo por principais aplicações os mercados de filmes de PVC, frascos, copos, blisters de uso farmacêutico, entre outros, e para o qual a empresa pretende incrementar exportações.
Visando tornar ainda mais eficientes uma série de aplicações em PVC, a empresa vem despendendo maiores esforços mercadológicos direcionados ao maior desenvolvimento do modificador de fluxo Nitriflow. Sua função é auxiliar o fluxo na produção de peças contínuas, em se tratando de tubulações de modo geral, mas principalmente direcionadas aos fornecimentos para a construção de redes de água e esgoto. “A Nitriflex será o único produtor nacional nessa linha de modificadores, cujo emprego irá facilitar a atuação de vários segmentos da transformação”, considerou Siekierski.
Em fase de desenvolvimento há também uma nova borracha nitrílica para atuar como modificador de PVC (NP 2183), que visa oferecer maior maleabilidade a uma série de produtos, como filmes, revestimentos, lonas, e maior impermeabilidade para mangueiras condutoras de gases e água.
No decorrer de 2002, estão previstos investimentos no valor de US$ 1 milhão, direcionados à compra de novos equipamentos, reatores, bombas, tubulações, para renovar as tecnologias de produção de MBS (metil butadieno estireno), na unidade instalada no pólo petroquímico de Duque de Caxias-RJ, segundo antecipou o diretor geral.
Sílicas de alta dispersão – Na unidade brasileira do complexo de Paulínia, cuja capacidade atual permite operar com 35 mil toneladas/ano, a Rhodia Sílica Systems anunciou, na Expobor 2001, o início da produção local das sílicas de alta dispersibilidade, na forma granulada.
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“Nossa capacidade total na região, porém, se amplia para 55 mil toneladas/ano em virtude da soma de oferta da planta da Venezuela, comprada em dezembro último”, acrescentou o gerente de negócios Sílica/Borracha da Rhodia Química de Performance América Latina, Francisco José Vallin Weffort. |
Cuca Jorge |
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| Welfort: sílica HDS eleva aderência |
As sílicas HDS (High Dispersability Silics) propiciaram um novo patamar de desempenho para as borrachas, conferindo maior segurança às aplicações em pneus, pelo alto grau de aderência às pistas de rolamento e maior durabilidade, chegando a dobrar a sua vida útil que, de 50 mil quilômetros, passou a poder rodar até 90 mil quilômetros.
Segundo retrospecto feito por Weffort, foi graças à patente desse tipo de sílica, lançada em 1991, que a Rhodia conseguiu tornar-se a líder mundial nesse mercado, passando da quarta posição para a primeira, em 1999. Atualmente, estima-se um consumo mundial da ordem de 100 mil toneladas/ano, com 90% desse total seguindo para o mercado de pneumáticos. A quantidade de sílica na banda de rodagem do pneu varia de 0,5 kg a 1,0 kg, sendo que cada pneu pode pesar entre 7kg e 10 kg, numa proporção genérica de 50% de elastômero e 30% de negro-de-fumo.
A demanda por sílica, segundo prevê o diretor, deverá aumentar significativamente nos próximos anos, impulsionada pelo fato de que todos os fabricantes estão lançando ou em vias de lançar os chamados pneus ecológicos, também conhecidos por pneus verdes (green tyre).
As sílicas HDS estão também sendo introduzidas no segmento de mangueiras e correias de transmissão do setor automotivo, além de solados, como os da linha de tênis Shox, da Nike. “Vamos acentuar nossa presença no mercado como uma empresa de soluções, parceiros tecnológicos de performance, cuja maior engenhosidade é agregar maior valor às borrachas”, afirmou Weffort. Para dar apoio aos clientes, a empresa tem laboratórios que otimizam as formulações e constituem os Centros Tecnológicos da Borracha, já instalados na Ásia, Europa e América Latina e, em breve, nos Estados Unidos, os quais são habilitados a trabalhar com silanos, negro-de-fumo, cargas minerais e borrachas virgens.
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