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FEIRA ATRAI DEZ MIL PARA VER INOVAÇÕES TECNOLÓGICAS
Expositores garantem boas novidades em insumos e máquinas, ampliando o leque
de aplicações no campo das borrachas
Rose de Moraes |
Atuantes em um mercado altamente receptivo ao crescimento e às inovações, os 180 expositores da Expobor 2001, a 4a edição da Feira Internacional de Tecnologia, Máquinas e Artefatos de Borracha, apresentaram boa soma de novidades, visando aumentar o grau de especialização nas aplicações do mercado automotivo, bem como expandir em vários outros setores. Assim, dez mil visitantes puderam acompanhar em que estágio se encontra a competitividade tecnológica dos fornecedores do mercado da borracha, no período de 6 a 9 de novembro de 2001, no Expo Center Norte, em São Paulo, sob o patrocínio da Abiarb, Associação Brasileira da Indústria de Artefatos de Borracha.
A importância da produção brasileira de artefatos é reconhecida no exterior. Até o mercado norte-americano vem importando perfis vedantes coextrudados em EPDM e TPV, para uso nas portas dos veículos Chrysler. Trata-se do primeiro desdobramento da aplicação da tecnologia de coextrusão de EPDM, borracha termofixa, com TPV, elastômero termoplástico vulcanizado, desenvolvida pela DSM Elastomers, em produção na fábrica, da Hutchinson, de Monte Alto-SP. A empresa, de origem francesa, é considerada a líder sulamericana na fabricação de perfis automotivos vedantes, e vem atuando como plataforma de produção e exportação dos perfis fabricados com a nova tecnologia da DSM.
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“Iniciamos o projeto em 2001 com a Hutchinson e estamos implantando uma nova linha de coextrusão na Cooper Standard, na fábrica de Vargínia-MG”, afirmou Dirceu Feijó, representante de marketing da DSM Elastomers Americas. “Trata-se de novo conceito tecnológico, aliado aos padrões estéticos do design, e que foi desenvolvido por solicitação das montadoras, representando, hoje, o mais importante projeto da DSM Elastomers, para toda a América do Sul”. |
Cuca Jorge |
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| Feijó vê bom mercado para os TPVs |
Em ambos os casos, os perfis antes eram fabricados em EPDM, na cor preta. Mas, a partir da coextrusão com o elastômero termoplástico vulcanizado Sarlink é possível empregar uma gama de cores, em harmonia até com a cor do próprio veículo.
O mercado de perfis automotivos em EPDM no País é estimado em 8 mil toneladas/ano. No futuro, segundo acredita Feijó, a tendência será substituir o EPDM por termoplásticos vulcanizados (TPV). Apesar de ter custo mais elevado, o novo elastômero traz compensações, principalmente em aspectos de processamento e reciclabilidade, permitindo a integral reutilização das aparas. Por esses motivos, também vem obtendo boa aceitação no mercado de mangueiras automotivas.
Além de produzir em Triunfo-RS, na unidade que atingiu em 2001 a capacidade de produção de 31 mil toneladas/ano, a DSM dispõe de mais cinco fábricas dedicadas à fabricação e comercialização de borrachas termofixas (EPM e EPDM) e borrachas termoplásticas (TPV). Duas delas se encontram na Holanda, uma em Cingapura, outra no Japão e uma unidade nos Estados Unidos.
A DSM Elastomers representa, porém, um das treze divisões do grupo sediado na Holanda, que, ao todo, controla 69 unidades de negócios, envolvendo a produção de petroquímicos, plásticos, resinas, borrachas sintéticas, princípios ativos para medicamentos, química fina, fertilizantes, entre outros, desenvolvendo ainda atividades de prospecção e extração de petróleo e gás natural no Mar do Norte.
Ampliando a oferta de SBR – A Ipiranga Química, maior distribuidora brasileira de produtos químicos e petroquímicos, também pretende aumentar sua participação no setor da borracha, como provedora de novas soluções. Além de ter acrescentado recentemente à tradicional linha de especialidades aceleradores commodities, a empresa revelou na Expobor 2001 a intenção de buscar novas parcerias para também comercializar elastômeros.
Com faturamento de US$ 150 milhões em 2000, cerca de 50 diferentes fontes fornecedoras de tecnologias e uma linha composta por 450 produtos, a Ipiranga Química vem ampliando mais a disponibilidade de oferta para atender ao mercado de artefatos, e promete tornar-se a maior e mais completa distribuidora do segmento.
A estratégia, na realidade, é delineada há alguns anos, mas tomou fôlego em março de 2000, com a criação de uma unidade de negócios específica, para viabilizar leque maior de produtos em portfólio, bem como elevar os resultados de comercialização. Depois de ter criado a unidade de negócios “borracha”, a empresa ampliou o acordo de representação firmado com a R.T. Vanderbilt, prevendo a comercialização dos aceleradores commodities, que vêm somar-se aos aceleradores especiais para PE clorado, das linhas Vanax 808 e 829.
| Cuca Jorge |
“Estamos firmando novos acordos para ampliar a oferta de elastômeros, em complemento à linha de policloropeno, da italiana Butaclor e da Enichem, prevendo ainda disponibilizar em breve ao mercado brasileiro o fornecimento de SBR de várias fontes”, afirmou Hideo Takitani, coordenador de negócios de borracha, da Ipiranga Comercial Química. |
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| Takitani: acordos ampliam oferta |
Ao portfólio de produtos serão acrescentadas borrachas nitrílicas, EPDM, TR (borracha termoplástica), além de elastômeros especiais de alto desempenho, como PE clorado, PE clorosulfonado, fluorelastômeros, incluindo ainda linha de silicones.
Em resposta à crescente demanda do setor automotivo por aceleradores de baixa formação de nitrosaminas, a Ipiranga Química, em parceria com a Vanderbuilt, líder mundial nessas aplicações, também aumentou a oferta dessa linha de produtos, destinados à fabricação de componentes automotivos, incluindo mangueiras de radiadores e de combustíveis, sistemas de freio, correias de transmissão em V e sincronizadas, perfis de porta, entre vários outros.
Borracha natural em expansão – Com tecnologia desenvolvida pela Quisvi Química, fabricante de aditivos especiais para borrachas, o grupo OMB iniciou em dezembro de 2001 a produção em escala industrial de OENR, borracha natural adicionada de óleos naftênicos, parafínicos e/ou aromáticos, na Fazenda Triângulo, em Pontes e Lacerda, município de Mato Grosso.
O grupo OMB é considerado o maior produtor brasileiro de látex, com 3.200 hectares de seringueiras plantadas nas fazendas localizadas em Mato Grosso e Espírito Santo, no município de Linhares, formando um contingente de um milhão e trezentas mil plantas, e capacidade para produzir nas usinas de processamento l.100 toneladas/mês de borrachas do tipo GEB.
Borrachas adicionadas de óleos constituem produtos de mais baixo consumo energético e possibilitam maior aproveitamento das propriedades físico-mecânicas em uma série de aplicações. Inicialmente, a capacidade de produção de OENR será de 500 toneladas/ano. Além de deter a tecnologia, a Quisvi será o braço de comercialização do novo produto.
“Depois de um grande período de marasmo, acreditamos que a produção brasileira de OENR possa dar novo impulso ao desenvolvimento dos mercados da borracha natural no Brasil”, afirmou Roger E. Soares, diretor da Quisvi Química. Dessa forma, o grupo OMB será o primeiro fornecedor nacional desse tipo de borracha em toda a América Latina, cujas maiores aplicações se destinam ao setor automotivo, solados e artefatos técnicos, já tendo contratos firmados para entrar na produção de coxins, anéis e mangueiras automotivas.
Além dessa novidade, a Quisvi também pretende lançar em 2002 borrachas epoxidadas e borrachas com viscosidade controlada. Entre os novos produtos, destaca-se o auxiliar de processo para borracha natural (Q-Flux NR), que representa uma síntese de ácidos graxos com alto peso molecular, desenvolvida para melhorar a fluidez da borracha natural em processos de injeção e extrusão.
Especialmente para as aplicações em EVA, a empresa também acaba de desenvolver um aditivo (Regener), que possibilita a reciclagem de aparas. O produto consiste em uma síntese de sabões sintéticos, para promover o aumento no volume dos scraps dispersos no composto, permitindo o total reaproveitamento do material.
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