Setor vendeu mais e modernizou linhas

Com a demanda em alta no início do ano, 2001
prometia mais do que cumpriu. Mesmo assim, o
mercado cresceu e conseguiu consolidar projetos

Reduto das embalagens descartáveis, em especial copos, pratos e bandejas, entre outros artigos, a termoformagem (moldagem por calor) também apresenta forte atuação em peças técnicas em diversos segmentos, de autopeças ao moveleiro. A cada ano, o processo e suas variações, que moldam chapas e filmes por pressão positiva (pressure forming) ou negativa (vacuum forming), conquistam novos mercados ou consolidam sua eficiência em nichos específicos. Dentre eles, destacam-se a fabricação de paletes, portas de geladeira, peças de banheiro, bebedouros etc.

Divulgação
Série HF da HECE para produção de descartáveis

Contrariando algumas previsões, a consolidação do processo de injeção de parede fina e ciclo rápido interferiu pouco nos tradicionais redutos da termoformagem. “A injeção abriu novos nichos de mercado. Há espaço para todos”, afirma o gerente industrial da Hece Máquinas e Acessórios Indústria e Comércio Ltda., de São Carlos-SP, Luiz Fernando do Valle Sverzut. Com máquinas e moldes mais baratos, que facilitam ainda a execução de pequenas alterações, a termoformagem adequa-se a grandes produções de itens de paredes extremamente reduzidas, como os copos descartáveis (entre 0,2 mm e 0,3 mm) ou peças de tiragem limitada e grande massa como as cadeiras de dentistas (de 5mm a 6 mm) e outros. A injeção, por sua vez, conquistou os segmentos de descartáveis para aviação (copos, pratos, talheres), potes de sorvete, copos promocionais etc., na maioria das vezes concorrendo com a injeção convencional. O acirrado mercado de margarinas também continua no alvo.

Sverzut defende ainda que a demanda nacional de termoformados tem muito espaço para crescer, principalmente quando comparado aos índices registrados em outros países. Só para se ter uma idéia, basta analisar o consumo per capita de plástico, estimado em 25 kg no Brasil, mais de 70 kg na Europa e aproximadamente 100 kg nos Estados Unidos. O País perde inclusive para a Argentina, com em média um terço do consumo per capita daquela nação. “Basta melhorar a distribuição de renda para aumentar a demanda por embalagens e, conseqüentemente, os investimentos em novas máquinas, processos e tecnologias.”

A participação da termoformagem cresceu ainda no segmento de reciclagem. No último ano, os recicladores de polietileno tereftalato (PET) ressaltaram o aumento da produção de bandejas descartáveis para frutas e ovos a partir da resina revalorizada, e anunciam outras novidades (ver PM nº 324, edição de setembro de 2001, pág. 10). De acordo com Sverzut, o PET reciclado prepara-se para ingressar também no mercado de vasos termoformados para plantas.

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