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EXPORTAÇÕES SALVAM
FABRICANTES NACIONAIS
Demanda retraída obriga as indústrias a investir
no mercado externo para escoar a produção
e igualar o faturamento ao do ano passado
SIMONE FERRO
Um dos segmentos mais ativos e expressivos do mercado de plástico, o sopro transforma cerca de 18% das resinas consumidas no País, contra pouco mais de 15% da injeção e por volta de 21% da extrusão, segundo dados da Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast). Apesar da pujança e forte potencial de crescimento, principalmente em embalagens, os investimentos em máquinas tanto para expansão quanto para modernização do pólo transformador ficaram muito aquém das expectativas dos fabricantes de máquinas em 2001.
Os resultados comerciais registrados até o final de novembro confirmaram as previsões mais pessimistas divulgadas no início do segundo semestre. Na avaliação do gerente nacional de vendas da Bekum Fernando Moraes, também vice-presidente da Câmara Setorial de Máquinas e Acessórios para a Indústria do Plástico (CSMAIP), vinculada à Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), as vendas nacionais caíram pelo menos 50%. “O mercado não demandou mais do que cem unidades”, informa.
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Para muitos fabricantes a alternativa realmente foi “exportar ou morrer”. Nesse aspecto, ao menos, os resultados mostraram-se mais positivos, embora pudessem ser superiores não fosse a crise argentina e a guerra no Afeganistão. |
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| Pelo menos 20% da produção nacional foi
exportada |
“Entre 20% e 25% da produção nacional seguiram para o mercado externo.” Depois de um início de ano extremamente promissor, impulsionado pelas perspectivas de aumento de consumo e pela realização da Brasilplast, importante alavanca para as vendas, empatar os resultados aos de 2000 já seria um bom negócio.
| Cuca Jorge |
Na avaliação de Moraes, poucos conseguiram. O panorama atual, no entanto, ainda é menos crítico do que a crise vivida desde 1996 até 1999, quando foram registrados os piores resultados da história, inclusive em relação às exportações. |
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| Moraes: a demanda caiu 50% em 2001 |
No ano passado, a demanda nacional, próxima dos índices alcançados em 1995, um dos melhores do setor, gerou expectativas bastante otimistas para 2001.
Os dados reforçam ainda as previsões feitas a partir da análise do Desempenho da Indústria de Máquinas e Equipamentos Mecânicos, entre janeiro e julho, elaborada pela Abimaq. O relatório registra, entre outras informações, a elevação no faturamento e redução no nível de ociosidade a partir de dados coletados junto às indústrias de máquinas de 26 sub-setores. Porém, atribui a alguns mercados, entre eles o de equipamentos na área de energia e petróleo, os resultados positivos, capazes de influenciar o balanço dos primeiros sete meses.
Nos demais setores, inclusive o de máquinas para o processamento de plástico, houve significativa queda de atividade a partir de maio. Na avaliação de Moraes, a tendência de baixa se manteve no decorrer do período. Um dos segmentos mais afetados foi o de polietileno tereftalato (PET). “Trata-se de um mercado que investiu muito nos últimos anos, contando com uma superoferta de máquinas instaladas.”
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