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DOW INAUGURA NOVO
TREM DE POLIESTIRENO
A Dow comemorou os trinta anos de existência do seu complexo industrial no Guarujá-SP, com a inauguração, em novembro, de um novo trem de produção de poliestireno, com capacidade para 130 mil t/ano. O investimento, da ordem de US$ 50 milhões, permitiu ao fabricante elevar a capacidade instalada da resina de 120 mil para 200 mil toneladas anuais. Outra novidade consiste na tecnologia introduzida na nova fábrica.
O knowhow implantado permitirá a produção das resinas estirênicas avançadas A-Tech, lançadas no mercado mundial há cerca de dois anos, com propriedades mecânicas, de brilho, resistência ao impacto e fluidez em combinações até então impossíveis com PS de alto impacto convencional.
| Cuca Jorge |
A Dow operava duas unidades, uma de 50 t e outra de 70 t anuais. A primeira foi desativada e a outra está sendo modernizada. “Deve estar pronta em janeiro de 2002”, informa Gonzalo Barquero, diretor comercial do negócio de poliestireno da Dow na América Latina. Essa fábrica só fará poliestireno do tipo cristal. Já a recém-inaugurada, por se tratar de planta swing, poderá produzir tanto o tipo cristal quanto o de alto impacto. |
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| Para Barquero, nova tecnologia será
diferencial de mercado |
“Daremos prioridade à produção da família Styron A-Tech”, afirma o diretor. A nova série incorpora quatro grades e todos serão produzidos no País. A intenção da empresa é de oferecê-los a preços competitivos com as variedades de PS disponíveis no mercado. “Acreditamos que a nova tecnologia nos dará um diferencial e permitirá à Dow produzir acima da concorrência”, opinou Barquero.
A preocupação não é à toa. Desde o ano passado o mercado nacional de poliestireno sofreu mudança radical, revertendo o quadro de falta para excesso de oferta. As três produtoras locais (Dow, Basf e Innova) somam capacidade em torno de 500 mil t anuais, contra demanda estimada em 350 mil t. Desse montante, a Dow estima abastecer cerca de 35%.
Líder no mercado internacional de poliestireno, a capacidade instalada global da Dow totaliza cerca de 2,1 milhões de tonelada anuais. No terceiro trimestre do próximo ano, o fabricante inaugura sua 20a unidade, instalada na China. Até 2003, planeja atingir 2,3 milhões de t/ano.
Parceria – A Dow e a Basf estudam a possibilidade de se unir para instalar uma fábrica de 500 mil t anuais de monômero de estireno no País. Com escala de produção mundial, a unidade requer investimentos da ordem de US$ 250 milhões. Se sair do papel, será inaugurada no segundo semestre de 2004, com o único objetivo de suprir às necessidades de ambas.
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O tamanho do mercado brasileiro e o investimento bastante elevado em uma fábrica de escala mundial justificam a parceria, diz Rubens Marcílio, diretor comercial para hidrocarbonetos e energia da Dow. “É preciso ter custos bastante competitivos para viabilizar a implantação”, informa. Daí a decisão de se unirem. |
Cuca Jorge |
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| Marcílio: fábrica com a Basf depende de
custos competidores |
Mas para isso acontecer será preciso que sejam cumpridas duas condições básicas, informa Marcílio. A primeira é a disponibilidade de matéria-prima. A outra, é que a Dow e a Basf tenham necessidade de demanda desses monômeros. Segundo ele, hoje não há matéria-prima disponível. M.A. S. R.
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