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CRISE ENCOLHE METAS DE CRESCIMENTO
A equipe de Plástico Moderno foi a campo averiguar o desempenho das principais máquinas para transformação de plástico e o resultado pode ser conferido nas próximas páginas. A reportagem mostra que o racionamento de energia elétrica, a alta do dólar, a derrocada da economia Argentina e a guerra no Afeganistão afetaram profundamente os negócios desses bens de capital. Menos prejudicado, o segmento de injeção ainda conseguiu crescer, embora bem abaixo das metas previstas no início do ano, a partir dos negócios engatilhados na melhor Brasilplast dos últimos tempos, realizada em março deste ano.
Salvo algumas exceções, a maioria dos fornecedores conseguiu elevar o faturamento acima dos 10% em relação ao ano passado, graças à urgência dos transformadores em substituir máquinas antigas, antiprodutivas e dispendiosas no consumo de energia elétrica. Enquanto isso, os fabricantes criaram ampla variedade tecnológica, a fim de atender todas as necessidades da indústria.
O segmento de extrusão fecha o ano com quadro semelhante, porém com índices menores de crescimento. O destaque ficou com as áreas de coextrusão, laminados e perfilados, que ainda tiveram fôlego para investir e ajudaram a segurar os negócios dos seus fabricantes de máquinas.
Graças à conquista de novos nichos de mercado, também a termoformagem conseguiu manter as vendas neste ano, a despeito dos problemas que assolaram a economia. Especialista do mercado estima que a demanda nacional dessas máquinas cresceu cerca de 35% em relação ao ano passado.
O sopro, no entanto, não teve fôlego suficiente para fechar o ano no azul. Com forte potencial de crescimento, o setor absorveu menos de cem máquinas. Como resultado, as vendas nacionais despencaram em pelo menos 50% nas contas do vice-presidente da Câmara Setorial de Máquinas e Acessórios para a Indústria do Plástico Fernando Moraes.
Mas para alívio de todos, a indústria de transformação está superando as dificuldades e retomando os investimentos devagar, com expectativas de melhores negócios em 2002. Afinal, o parque brasileiro de máquinas ainda carece muito de atualização tecnológica para reduzir custos e se tornar mais produtivo para ganhar competitividade no mercado globalizado.
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