











|
Custo cai – Apesar da quase unanimidade em apontar as máquinas elétricas como o futuro da injeção, o preço de 40% a 60% maior do que as hidráulicas ainda pode ser um inibidor no investimento. Mas provavelmente por pouco tempo, pois na medida em que aumentam as vendas das elétricas, os preços dos servomotores, os principais fatores de custo, devem cair.
|
Algumas iniciativas, em exposição na K, adiantaram um pouco a tendência de queda nos preços das elétricas. Pelo menos dois grandes fabricantes apresentaram injetoras elétricas com um gap menor em comparação ao valor pago pelas hidráulicas: a americana Ferromatik Milacron, com a linha Elektra Evolution, e a italiana Negri Bossi, com a série Elma. |
Divulgação |
 |
| Elma da Negri Bossi: 15% mais barata e em 2002
no Brasil |
Vale destacar a empresa italiana, sobretudo porque em janeiro de 2002 vai inaugurar filial em São Paulo. Em seu estande, a Negri Bossi destacava duas novas elétricas com forças de fechamento de 1600 e 2100 kN, já comercializadas mundialmente. Dois modelos de 900 e 1200 kN serão colocados à venda em abril de 2002 e, na seqüência, mais versões de menor e maior porte completarão a linha.
De acordo com o diretor da Negri Bossi, Antonio Rampone, há várias razões para a redução de preço da Elma, até 15% mais econômicas, por exemplo, do que as máquinas elétricas alemãs. Em primeiro lugar, um grande número de partes do fechamento por joelhos da linha hidráulica da empresa (Canbio) foi adaptado para o sistema elétrico. Outro motivo foi um trabalho conjunto com seus numerosos fornecedores de componentes, no qual cada um minimizou os custos como pôde. Por fim, Rampone cita a tecnologia do sistema de acionamento, que se vale da mesma placa ejetora da linha hidráulica, economizando em custo de manufatura.
A Elma, porém, não é uma máquina para aplicações especiais. De acordo com Rampone, trata-se de uma injetora para uso geral, para aplicações um pouco mais específicas e que justifiquem um investimento inicial ligeiramente mais elevado, se comparado às hidráulicas. Em comparação com uma Canbio (de 1600 kN), a pressão de injeção da linha Elma foi elevada de 1.700 para 2.000 bar, a velocidade máxima de injeção passou para 200 mm/s, contra 100 mm/s da hidráulica, e a velocidade da rosca passou de 320 para 440 rpm.
A linha Elma também estará disponível no Brasil a partir de 2002 na filial a ser inaugurada. Aliás, segundo explica o futuro diretor-administrativo da Negri Bossi do Brasil, Hamilton Cerioni, a intenção é expandir no País todas as três linhas da Negri Bossi: a Vector, de injetoras hidráulicas convencionais, e também a Canbio, de hidráulicas com comunicação digital dos componentes. “Vamos ter preço competitivo para enfrentar tanto os fabricantes internacionais como os locais”, diz.
Cerioni estima que no Brasil existam cerca de 30 injetoras Negri Bossi em operação, todas elas comercializadas direto com a matriz por clientes de origem italiana. A Oriente era a antiga representante local, até 1998 quando foi rescindido o contrato. “A estratégia da Oriente não vingou porque eles queriam vender apenas as máquinas italianas acima de 400 t, para não competir com os modelos próprios”, explica Cerioni. “Eles queriam vender as máquinas Negri Bossi para um mercado que eles sequer conheciam.”
Hamilton Cerioni foi convidado para comandar o escritório brasileiro por já ter um contrato de assistência técnica com a Negri Bossi no País. Isso porque Cerioni é proprietário da Help Inject, empresa de manutenção de injetoras, que cuida das máquinas italianas. “Entrei como sócio-operacional da filial”, diz. Além da linha Canbio de 40 t até 350 t; da Vector, de 580 t até 1.400 t; e dos modelos da Elma, a empresa vai comercializar no Brasil máquinas Canbio para injeção bicolor e tricolor de até 320 t.
Aperfeiçoadas – Outra elétrica mais em conta e em apresentação foi a linha Elektra Evolution, da americana Ferromatik Milacron, que também conta com filial no Brasil, em São Bernardo do Campo-SP. Com 60% menos componentes do que sua linha anterior elétrica (Elektra Classic), a nova máquina usa um controle inteligente único para todos os acionamentos, o que reduz o custo total da injetora.
De acordo com o diretor para Europa da Ferromatik Milacron, Michael Koch, em razão do seu baixo preço, a receptividade da linha foi das melhores. Segundo ele, a empresa vendeu na feira o mesmo comercializado nos últimos três meses. Para uso geral, a procura pela linha elétrica, também incluindo a convencional Classic, foi tão grande que a empresa sequer consegue atender a demanda de imediato.
Mais outras empresas mostraram elétricas reformuladas ou em versões definitivas comerciais.
| Divulgação |
Para começar pelo último caso, a austríaca Engel apresentou três modelos da linha E-Motion, lançada pela primeira vez como protótipo na K’98. São disponíveis em forças de fechamento de 550, 1.000 e 1.500 kN (50, 100 e 150 t). |
 |
| A E-motion da Engel: a primeira sem colunas |
A empresa garante que a máquina tem alta precisão e repetibilidade de todos os movimentos (+/- 0,015 mm); e possibilidade de movimentos paralelos em razão dos acionamentos eletromecânicos separados.
As injetoras E-Motion são as primeiras com tecnologia de fechamento de moldes sem colunas, baseada na linha tradicional da empresa, com um trilho que liga firmemente a placa estacionária com a engrenagem do joelho e a placa móvel. Isso, segundo a empresa, mantém o controle de fluxo balanceado e o molde devidamente firme, independente das condições operacionais.
A E-Motion 80/55, de força de fechamento de 550 kN, estava produzindo um componente para controlador de CD. Essa máquina operava com um robô para transportar insertos metálicos até um molde de quatro cavidades no qual a resina era injetada. O mesmo robô levava a peça final para uma correia transportadora. Na máquina de 1.500 kN, eram injetadas tampas de PP, com ciclo de 8 segundos, em um molde de 16 cavidades que operava com machos hidráulicos. Isso foi possível graças a uma unidade móvel hidráulica.
| Divulgação |
A Battenfeld também mostrava um aperfeiçoamento de máquina elétrica lançada na K’98: a EM-1600/350, modelo mais avançado que a anterior CDK-SE. |
 |
| A EM-1600/350 da Battenfeld: mais veloz |
| Marcelo Furtado |
A injetora, nessa primeira versão com 1.600 kN, possui seis servomotres e tem fechamento por joelhos. Segundo o gerente de assistência técnica da empresa, Peter Matz, a máquina possui mais velocidade de abertura e fechamento, ao mesmo tempo em que continua a proporcionar economia de 50% no consumo de energia. |
 |
| Matz: economia de energia chega a 50% |
Híbridas evoluem – Não só de novidades elétricas viveu a K no campo das injetoras. Outras tecnologias modernas e modelos maiores de máquinas hidráulicas ou híbridas também chamaram a atenção dos milhares de visitantes. Uma tour pelos estandes dos principais fabricantes comprovava essa tese.
|
No universo das híbridas, que normalmente apenas possuem servomotores elétricos para algumas funções, como no acionamento da rosca, a principal tendência entre os expositores foram os aprimoramentos técnicos em linhas existentes. A canadense Husky foi um dos destaques. Da sua linha Hyletric, lançada na NPE’2000, em Chicago-EUA, a empresa divulgou três novos modelos. |
Divulgação |
 |
| A Husky mostrou novas versões híbridas |
A aposta da Husky nas máquinas híbridas, segundo explicou o gerente geral da filial brasileira, Fabio Seabra, tem a ver com a velocidade obtida com a tecnologia. “As combinadas (ou híbridas) por não eletrificarem o fechamento ganham em rapidez”, disse. Isso é conseguido em razão do acionamento por acumulador hidráulico, que ao contrário dos motores elétricos não possui limitações para movimentar com rapidez a rosca. “E isso acontece ao mesmo tempo em que se consome menos energia.”
A primeira delas, a H90, capaz de operar a ciclo seco de 0,9 segundo, com força de fechamento de 90 t, tem plastificação elétrica. Conforme explicou o gerente de área da Husky do Brasil, Paulo Carmo, em relação aos modelos anteriores essa máquina possui sistema de controle denominado Polaxis via PC. “Ao invés de usar CLP, com a interface Windows e um modem pode-se controlar os comandos da máquina do escritório”, afirmou.
A segunda máquina, a H-160, realizava injeção bicomponente, com dois cilindros injetores paralelos, com PP e santoprene. A terceira híbrida era a H-800, para 800 t, a qual injetava pela primeira vez um balde industrial de 20 litros em molde de duas cavidades. “Isso foi possível porque as placas e colunas são bem distantes, garantindo a proteção do molde”, explicou Paulo Carmo.
A ítalo-americana Sandretto (a empresa tem como controladora a Cannon) também destacou um modelo híbrido, a Mach 3 270/1630.
| Marcelo Furtado |
Da mesma forma, a divulgação enfatizava a velocidade de injeção da injetora, superior a 1 metro por segundo. O motor elétrico da Mach 3 aciona a dosagem, enquanto os demais movimentos ficam a cargo de acumulador hidráulico. “O conceito ultra-rápido faz a Mach 3 ser indicada para a produção de embalagens”, ressaltou seu diretor comercial, Hugo Camisotti. |
 |
| Camisotti: Mach 3 é híbrida ultra-rápida |
|
|