Dólar alto não atrapalha – Instalada há cerca de um ano, a filial brasileira da Krauss Maffei não tem motivos para queixas. Seu diretor superintendente Luiz Hellbrügge comemora vendas acima das previsões, mas não revela números. Só diz que ainda neste ano será instalada uma primeira linha de fabricação de preformas de PET. “O otimismo e a flexibilidade das empresas brasileiras parecem ser o antídoto contra as inúmeras crises conjunturais, e reações criativas têm resultado em crescimento econômico sustentável”, comenta.

Em 2001, a indústria automotiva gerou a maioria dos negócios fechados por Hellbrügge. Já no próximo ano, o diretor pretende atacar também o atraente mercado de embalagens, ofertando injetoras híbridas (com acionamento elétrico na plastificação).

O setor de embalagens, aliás, favoreceu, e muito, os fabricantes estrangeiros. Foi ele o maior consumidor das injetoras da Husky, de Jundiaí-SP. Nas contas do gerente geral Fabio Seabra, as vendas da empresas cresceram 50% no seu ano fiscal (de agosto a julho), puxadas pela conquista de novos clientes, sobretudo na área de PET. A indústria automotiva também reforçou os negócios, porém com menor impacto. Apesar do bom desempenho, Seabra ressente os resultados abaixo da meta, que era dobrar as vendas. Mas ele aguarda dias melhores no próximo ano, a julgar pela visitação de brasileiros na K, em Düsseldorf, Alemanha. Ele estima crescimento da ordem de 20% no próximo período fiscal (agosto de 2001/julho de 2002).

O desempenho em 2001 da Arburg, de São Paulo, empatou com o de 2000 em número de máquinas vendidas e faturamento, informa o gerente Albert Kolm. A empresa adotou como estratégia neste ano o estreitamento de laços com seus clientes: fortaleceu a assistência técnica e repôs peças de estoque. “Em 2002, sinalizamos um modesto crescimento.”

Embalagens lideram – Para não fugir à regra, o segmento de embalagens também sustentou boa parte das vendas da Battenfeld e da Demag, ambas de Barueri-SP, além da Milacron, de São Bernardo do Campo-SP. A primeira ainda destaca os setores de peças técnicas e de telecomunicações. Nas estimativas do supervisor de vendas Marcos Cardenal, a Battenfeld deve fechar o ano com cerca de 120 máquinas vendidas, quantidade equivalente a 10% de aumento em relação ao ano passado.  Cuca Jorge
Para Cardenal, duas placas reduzem tempo de set up

Ele destaca as máquinas de 50 a 450 t de fechamento entre as mais procuradas. “As principais características desses modelos são economia de energia, confiabilidade, robustez e precisão”, diz.

Na opinião do gerente geral da Demag Udo Löhken o setor de embalagens ainda apresenta grande potencial de crescimento. Além deste, também a indústria automotiva refletiu nos resultados positivos da empresa em 2001. Nas contas do gerente, a Demag cresceu cerca de 15% em relação ao número de máquinas vendidas e de faturamento em 2000, com destaque para os modelos Viva, System e El-Exis. Os primeiros consistem de injetoras com força de fechamento até 100 t. A linha System, destinada à produção de peças técnicas, permite ao cliente elevada integração de acessórios e automação. Já a série El-Exis sobressai graças à combinação de tecnologia hidráulica com elétrica, para aplicações tanto na fabricação de peças técnicas como de ciclo rápido.

Cuca Jorge A Milacron também segurou os negócios com as embalagens, mas admite perdas. A meta de comercializar 52 injetoras em 2001 foi reduzida a 40. “Em relação a 2000, representa queda da ordem de 20%”, compara Armando Cristelli, gerente geral de vendas. 
Cristelli acredita que a fase difícil já passou

As injetoras de operação totalmente elétrica de até 330 t de fechamento e as hidráulicas de até 275 t para ciclos ultra-rápidos lideraram os negócios. Na opinião dele, a fase difícil já passou e 2002 promete boas perspectivas.

Sua opinião tem o respaldo de Marcio Ribaldo, diretor da MIR, de Barueri-SP. “Neste fim de ano, o mercado reagiu e voltou a investir.” Exceção à regra, a MIR obteve seus melhores resultados nos segmentos de utilidades domésticas, brinquedos e peças técnicas. De acordo com Ribaldo, esses setores consumiram 45% mais máquinas em relação aos anos anteriores.  Cuca Jorge
Ribaldo: mercado reagiu e recomeçou a investir

Quanto aos modelos mais procurados, ele destaca os de maior porte, situados entre 520 e 1.100 t de força de fechamento.

<<< Anterior

Próxima >>>