EXTRUSORAS 

MERCADO REAGE E VOLTA A INVESTIR AOS POUCOS

Depois de um ano fraco, o setor mostra sinais de recuperção, com boas perspectivas de vendas em 2002, com destaque para laminados e perfis.

Maria A. de Sino Reto

O testemunho da maioria dos fabricantes de extrusoras para filmes, chapas, tubos e perfis, entre outros segmentos, expressa um quadro de pouco crescimento em 2001, porém confiante em dias melhores. Segundo esses especialistas, a indústria de transformação absorveu aos poucos os choques do apagão e dos outros problemas que afetaram a economia nacional e está retomando os investimentos devagar, apontando perspectivas de bons negócios em 2002.

"As empresas já voltaram a investir e a partir do início do ano deve haver substituição de equipamentos e também expansão, com a entrada de várias empresas novas no mercado, principalmente nas áreas de laminados e perfilados", acredita Carlos Renato Borges, diretor comercial da Imacom, de São Bernardo do Campo-SP. Fabricante de extrusoras para tubos, perfis, compostos e outros, a empresa fecha o ano com a venda de cerca de 50 linhas neste ano, contra 45 em 2000.

Cuca Jorge Seus principais mercados foram os de compostos, blendas, tingimento, masterbatch, perfis em geral e laminados.O tão propalado setor de fibras ópticas foi forte no primeiro semestre, mas despencou no segundo. "Os investimentos em telecomunicações frearam", informa Borges.
Borges aposta na substituição de máquinas e em expansões

Os modelos da linha DRC, de dupla rosca corrotante, projetados para produção de compostos, blendas, masterbatches e granulação foram os mais procurados, com destaque para os máquinas DRC-40 e DRC-58, de produção média, estimada em 500 kg/h; e DRC-70, para processar entre 700 e 800 kg/h.

Lançada neste ano na Brasilplast e levada para a K, a série DRC destaca-se pelo seu projeto de rosca e canhão com segmentos e secções desenvolvidos com tratamentos especiais de superfície.  Divulgação
Linha DRC da Imacom traz roscas especiais

De acordo com Borges, essas peças suportam a abrasão e corrosão das cargas e reforços dos compostos, com maior vida útil. Além dessas vantagens, as extrusoras de dupla rosca corrotante oferecem ao transformador homogeneização e plastificação superior a outro tipo de extrusora, garante o diretor. Também a incorporação de cargas é melhor.
A linha DRC fez sucesso também na K. A empresa vendeu duas máquinas para a Colômbia e está negociando outras duas na Bélgica. Já a linha monorrosca atraiu interesse de uma empresa mexicana. Trata-se de equipamento com rosca de 120 mm, para laminação. Com cerca de cem propostas em mãos, as perspectivas para o próximo ano são realmente boas.

De volta ao mercado nacional, também as extrusoras de dupla rosca corrotante específicas para PVC fizeram sucesso. Nesta família, o destaque ficou com o modelo 67, extrusora bastante versátil para produção de tubos e perfilados, como forros, divisórias e portas sanfonadas. Nas linhas monorroscas, as mais comercializadas foram as extrusoras de 60, 90 e 120 mm, destinadas aos mercados de chapas e laminados de PS e PET. Essas máquinas processam espessuras desde 25 até 150 mm.

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