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A Bayer, líder mundial no segmento, destacava em seu material promocional a presença das poliuretanas no dia a dia, fazendo um retrocesso desde 1937, quando o Dr. Otto Bayer, cientista que por mais de 30 anos chefiou o departamento de pesquisas da empresa, descobriu o processo de poliadição dos poliisocianatos, princípio básico da fabricação desses produtos.
O engenheiro do departamento de marketing David Minatelli, salientou o crescente uso do polímero em construção civil, onde a espuma rígida de PU é empregada na forma de placas, para isolamento térmico de coberturas, interiores e outras partes da edificação. Segundo ele, a atual necessidade de economizar energia torna bastante atrativo o uso desses isolantes. Além de excepcionais propriedades de isolamento com baixas espessuras, oferecem vantagens como facilidade de montagem e processamento, baixa condutividade, baixo peso e alta resistência mecânica.
Minatelli destacou também os sistemas Bayflex, Baydur e outros de aplicação na indústria automobilística, com vastas possibilidades de uso, quer no chassi ou no motor. Aumento do conforto interno, aliado à segurança em caso de acidentes, redução de peso sem comprometimento das características de desempenho do veículo, e flexibilidade de design são as vantagens das PU nessa aplicação.
A Sintequimis Indústria de Produtos Especiais Ltda. também esteve presente à feira. Constituída em 2000, produz sistemas de poliuretana para as mais distintas aplicações. A empresa foi originária de uma joint-venture entre a Plastquim Indústria de Produtos Químicos, de Colombo-PR, e a Synthesia Española, que transmitiu à sociedade sua experiência internacional, tecnologia e capacidade de produzir insumos básicos na produção de sistemas de PU. De acordo com o gerente comercial Giuseppe Santanchè, a empresa, certificada pelo padrão ISO 9002, comercializa mais de 200 produtos para o atendimento de diversos clientes em todo o Brasil e América Latina. Além da unidade de Colombo, futuramente estará operando outra na Grande São Paulo.
A Dow Química deu ênfase à divulgação de sua linha de pré-polímeros Hypol. São produtos de reação de um poliol e um diisocianato, porém, preparados com excesso deste último para manter o pré-polímero no estado líquido enquanto houver grupos isocianato não reagidos. Para obtenção do produto final, os pré-polímeros necessitam da adição de um composto adequado contendo hidrogênio, como álcoois, aminas primárias e secundárias ou água. O produto resultante é um polímero caracterizado pela alta hidrofilicidade, com amplas possibilidades de aplicação. Dependendo desse uso final, aditivos podem ser adicionados à formulação para propiciar a obtenção da performance adequada. Espumas ultramacias podem ser obtidas, como as usadas em protetores auriculares. Também podem ser produzidos hidrogéis, particularmente atrativos para indústria de embalagens e outras.
Máquinas - Vários fornecedores de maquinário expuseram seus produtos, em maior parte estrangeiros, como as alemãs Hennecke, Fecken-Kirfen e Bäumer Albrecht, e a inglesa Beamech.
| Dentre os nacionais, o destaque foi a Isoflex, de São Bernardo do Campo-SP, com sua dosadora de alta pressão modelo MC 30/60 AP. De acordo com o diretor geral Luís Casellato essas máquinas são equipadas com quadro de comando eletroeletrônico para potência e controle de processo efetuado por controlador lógico programável (CLP), garantindo total confiança, segurança e repetibilidade nos movimentos. O CLP proporciona também o monitoramento de temperatura, nível, vazão, relação e pressão de componentes em tempo real, tornando o equipamento altamente preciso. As máquinas têm cabeçote dosador misturador com haste auto-limpante transversal tipo “L”, equipado com espaçador, permitindo regulagem de pressão nas agulhas. Compõem o equipamento bombas de pistões axiais fabricadas pela Isoflex, exclusivamente projetadas para operar com poliuretana. A bomba é dimensionada para atuar com pressão de admissão de até 7 bar, e pressão de trabalho de até 250 bar. Visando preservar ao máximo a composição na formulação das diversas resinas, a bomba conta com sistema de renovação contínua do material em seu interior. As vedações foram elaboradas para minimizar o impacto de materiais agressivos. |
| Cuca Jorge |
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| Dosadora de alta pressão: processo controlado por CLP |
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Os tanques para armazenamento do material a ser dosado têm controle eletrônico de temperatura e nível, construção robusta dimensionada para trabalho pressurizado, agitador em ambos componentes e possibilidade de reabastecimento automático. Destacou ainda Casellato que o custo bastante inferior ao dos equipamentos similares importados e a qualidade na assistência técnica são outros diferenciais importantes a favor da Isoflex.
A empresa indiana A.S. Enterpreises, sediada em Nova Delhi, também esteve presente à feira para divulgar as máquinas de sua fabricação para processamento e corte de espumas de PU flexível, semi-rígida ou rígida. Dentre os tipos oferecidos, há máquinas para corte vertical e horizontal, com várias dimensões de mesa. A empresa fabrica também máquinas de corte circulares, que utilizam vácuo sob a área cortadora para manter os blocos firmes. O diretor da empresa Ashok Puri informou existir na Índia mais de 125 máquinas de sua fabricação em funcionamento e que a empresa tem procurado exportar seus produtos para países em desenvolvimento, já possuindo clientes no Nepal, Srilanka, Quênia e Gana, dentre outros. Com a presença na feira, pretendia iniciar também as vendas para os países da América Latina.
O grupo italiano OMS, um dos líderes no mercado mundial na produção de máquinas e plantas complementares para indústria de PU, divulgou na feira sua ampla gama de produtos que inclui máquinas de alta e baixa pressão, linhas para fabricação de painéis sanduíches, contínuos e descontínuos, plantas completas para produção de filtros de automóveis, e outras. Segundo Augusto Schmuziger, diretor da Schmuziger Consultoria e Representação Ltda., representante local da OMS, a empresa italiana exporta 80% de sua produção, graças à alta qualidade de seus produtos e à experiência adquirida em 31 anos de existência. Nas injetoras de alta pressão, a capacidade de operar instalações com várias cabeças permite a automação das linhas de produção com conseqüente aumento na produtividade e economia de matéria-prima. A OMS já está presente no mercado brasileiro há vários anos e, segundo Schmuziger, a atual taxa de câmbio tem sido o maior obstáculo para a empresa aumentar essa participação.
Camada de ozônio - Severas regulamentações para agentes de expansão de PU têm sido implementadas visando a proteção da camada de ozônio e a conseqüente redução do risco de aquecimento do globo.
Liderando esse movimento no Brasil está a Abripur (Associação Brasileira da Indústria de Poliuretana) também presente na feira para divulgar seus projetos. De acordo com o diretor executivo Candido Souza Lomba Neto, a associação tem tido atuação marcante na troca de tecnologia para a proteção da camada de ozônio, em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento - PNUD, aprovando e implementando mais de 200 projetos, a fundo perdido, para a eliminação de substâncias destruidoras da camada de ozônio, em atenção ao Fundo Multilateral do Protocolo de Montreal, do qual o Brasil é signatário.
| Cuca Jorge |
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| YeBiao.Dai destaca os gases não lesivos à camada de ozônio |
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Nesta primeira PU Latin America, a Abripur buscou promover o Programa Brasileiro para a Camada de Ozônio (Prozon) por meio da identificação, elaboração, aprovação e implementação de projetos na área. Mostrando que esta preocupação se faz presente em vários países, muitos fornecedores de gases de expansão ou espumação não lesivos à camada de ozônio expuseram na feira. Um deles foi a chinesa Hangzhou Fist Chemical Co. Segundo o assistente de diretoria YeBiao.Dai, a empresa, fundada em 1996, está engajada na pesquisa e manufatura de substâncias não destruidoras da camada de ozônio, produzindo diclorofluoretano (CH3CCl2F), clorodifluoretano (CH3CClF2) e difluoretano (CH3CHF2), mais conhecidos como HCFC-141b, HCFC-142b e HFC-152a, respectivamente. Na planta de 22.000m2, os produtos 152a e 141b são fabricados por processos descritos em patentes requisitadas pela empresa. Certificada pela ISO 9002 em 1999, a First Chemical procura distribuidores no Brasil, ou empresas interessadas em importação direta. |
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