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Para o setor de moinhos, a lei é exportar e moer
favorecidos pela alta do dólar, fabricantes investem no mercado externo e consolidam o uso dos modelos de baixa rotação no país
Simone Ferro
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Os moinhos de baixa rotação, usados “ao pé da máquina”, como se diz no mercado, têm substituído aos poucos as centrais de moagem nas indústrias de transformação. A tendência, consolidada no setor de autopeças, começa a avançar também em outros nichos, tanto no sopro quanto na injeção. O equipamento, carro-chefe de vendas dos principais fabricantes com atuação no País, oferece série de vantagens quando comparado aos grandes moinhos, porém hoje um dos principais apelos refere-se à economia de energia elétrica, em especial por reaproveitar rebarbas e refugos tão logo sejam gerados, evitando a desumidificação da resina moída, além de aumentar a produtividade.
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| Cuca Jorge |
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| Cresce o uso de moinhos ao pé da máquina |
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Na Brasilplast 2001, realizada de 5 a 10 de março em São Paulo, as novidades apresentadas pelos fabricantes de moinhos privilegiaram a redução do ruído e do pó gerado no processo, além de aumentar o nível de segurança do operador. Mais silenciosos, seguros e econômicos, os equipamentos nacionais disputam o mercado local com diversas marcas estrangeiras, cujos fabricantes operam via representação comercial, ou por intermédio de filiais estabelecidas no País.
Talvez por isso a crise de energia elétrica não tenha apagado o brilho dos resultados comerciais alcançados em 2001. Ao contrário, aumentou o número de consultas de transformadores interessados em automatizar suas fábricas, visando melhorias na produtividade, além da redução de mão-de-obra e do consumo energético. Bastante aquecido, de modo especial no primeiro semestre, o mercado só apresentou pequeno sinal de retração com o início da guerra no Afeganistão.
Os fabricantes nacionais temem ainda que o conflito afete as exportações, que voltaram a crescer com a alta do dólar. As indústrias, porém, são unânimes em afirmar que o ano foi bem favorável, apesar das adversidades. O dólar complicou as importações, mas incentivou as empresas multinacionais a concretizar seus investimentos no País e a ampliar as exportações. Tanto as indústrias estrangeiras com fabricação local, quanto as nacionais, reforçaram a participação no mercado internacional.
Fabricação local – Prejudicados pela alta do dólar e de olho no potencial de crescimento do mercado de periféricos, indústrias estrangeiras anunciaram investimentos no Brasil (ver PM no 318, março de 2001, pág. 62). A italiana Moretto já instalou galpão para assistência técnica e reposição de peças em Louveira-SP. A partir de 2002 pretende iniciar a produção local de alimentadores e desumidificadores, equipamentos cujas vendas no País alcançam maior volume.
| Cuca Jorge |
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| Beduschi: “atingimos a meta anual de vendas em setembro” |
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Segundo o responsável pelo departamento comercial técnico da filial brasileira Mauricio Beduschi, a empresa registrou bons resultados também no segmento de moinhos em 2001, mais em função do aumento da demanda da reciclagem direta. “Atingimos a meta anual de vendas já em setembro”, afirma.
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Reunida na K´2001, de 25 de outubro a 1o de novembro, em Düsseldorf, Alemanha, a diretoria da empresa pretende avaliar os resultados da filial brasileira e decidir quando iniciam a construção da fábrica em Valinhos-SP, em terreno de 8 mil m². A primeira fase, que prevê investimentos da ordem de US$ 1 milhão, inclui a edificação de 1.500 m². A segunda etapa amplia a sede em mais 1.500 m². Com base nos bons resultados alcançados neste ano, Beduschi estima que as obras comecem no início de 2002.
Também na grande feira alemã a matriz apresenta algumas novidades, como os novos alimentadores, marca Venturi, que aproveitam o ar comprimido da fábrica. “Trata-se de linha econômica que visa atender inclusive o mercado brasileiro.” Traz ainda o Supervisor Geral Integrado, software capaz de supervisionar todo o sistema centralizado. “Possibilita o gerenciamento total da fábrica por meio de PC”, explica Beduschi. (Ver PM no 322, julho de 2001, pág. 46).
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Outra novidade é a inédita série DGM de dosadores gravimétricos. “O equipamento complementa a linha de produtos da Moretto que até então revendia os dosadores da Maguire.” Beduschi destaca ainda o lançamento dos moinhos série Castor de baixíssima rotação, nas versões de 10,5 rpm e 21 rpm, só para galhos. “Garantem nível de ruído abaixo de 60 decibéis e isenção de pó no processo”, antecipa. Entre as vantagens da reciclagem direta com moinhos de baixa rotação, o responsável cita a redução no nível de ruído e da contaminação do material, além do reaproveitamento imediato do moído, evitando o transporte pela fábrica e a manutenção de estoque, bem como a economia de energia elétrica ao evitar a desumidificação de alguns materiais após a moagem.
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| Divulgação |
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| Moretto lança dosador gravimétrico na feira K |
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Muito empregada no setor de autopeças, a reciclagem “ao pé da máquina” começa a conquistar novos adeptos também no mercado de embalagens. A Moretto, segundo Benduschi, já participa de alguns projetos. Dentre eles, cita o uso da resina Surlyn, etileno copolímero fabricado pela Du Pont, cujos galhos e refugos moídos retornam ao processo sem necessidade de desumidificação. A Moretto fabrica moinhos a partir de 20 kg/hora.
| Cuca Jorge |
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| Moinhos da Primotécnica serão expostos na feira K |
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A brasileira Primotécnica, de Mauá-SP, também participa da próxima K´2001. A empresa, com estande de 100 m² no pavilhão 11 / G 40, expõe 13 moinhos selecionados para promover a linha de produtos com capacidade de processar desde 30 kg/hora até 5 toneladas/hora. Segundo o diretor da empresa Primo Casarotti os equipamentos passam por constantes modificações tecnológicas que visam a redução do ruído e do pó gerado no processo, além de melhorias no sistema de segurança. A empresa ampliou as exportações para a América do Sul, Europa e Estados Unidos após a alta do dólar. “As vendas externas estavam praticamente paradas em 1999, sendo retomadas com excelentes resultados este ano”, afirma Casarotti.
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Exportação – Dessa opinião compartilha Ronaldo Cerri, diretor da Rone, fabricante de moinhos de Osasco-SP. Depois intensificar as vendas para a Venezuela, México, Colômbia e Bolívia, a empresa prepara-se para conquistar o mercado norte-americano. “A expansão das fronteiras trará inclusive benefícios técnicos com a adequação dos equipamentos às normas de segurança dos Estados Unidos, mais rígidas”, avalia Cerri. A estratégia de investir no mercado externo inclui a participação em feiras internacionais e ampliação da rede de representação no exterior.
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| Cuca Jorge |
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| Cerri: “primeiro semestre foi atípico” |
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| Cuca Jorge |
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| Rone exporta moinhos de baixa rotação |
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Capacitada para fabricar 60 moinhos por mês, a Rone possui 180 modelos padronizados, além dos equipamentos especiais, montados de acordo com as necessidades dos clientes, com variações de tamanhos e de configuração. A empresa apresentou série de novidades na Brasilplast 2001 (ver PM no 317, fevereiro de 2001, pág. 134), com destaque para três novos desenvolvimentos destinados à descarga de moinhos de baixa rotação por transporte pneumático, por rosca transportadora ou ar comprimido. De acordo com Cerri, as vendas no primeiro semestre aumentaram 80% em relação ao ano anterior, com destaque para os moinhos de baixa rotação. “Foi um resultado atípico”, considera.
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