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PREÇO DA NAFTA AMEAÇA A INDÚSTRIA DO PLÁSTICO
O aumento de 18% anunciado pela Petrobrás elevou para R$ 604,00 a tonelada da nafta a partir de primeiro de 1º de outubro. A notícia repercutiu como uma bomba no setor de plástico. Em uníssono, Merheg Cachum, presidente da Abiplast, Jean Daniel Peter, presidente do Siresp, e Alexandrino de Alencar, diretor do INP e da Abiquim, afirmaram que a indústria não tem mais condições de assumir os aumentos sucessivos impostos pela Petrobrás, sempre atrelados ao valor do dólar.
“O setor está desmantelado, muitas empresas vão parar”, declarou Cachum. A pressão do dólar sobre o preço da nafta e, por conseqüência no custo das resinas, provocou queda de 8% na produção dos transformadores no primeiro semestre do ano. Pelas projeções do presidente da Abiplast, a redução pode atingir 16% no ano.
A situação da segunda geração não é muito melhor. De acordo com Alencar, as petroquímicas estão operando com capacidade ociosa elevada e não conseguem exportar. “Existe produção nacional, a dolarização dessa produção não é adequada para o mercado nacional”, alega Peter. Ele concorda que deve haver uma relação com os preços internacionais, porém, sugere um valor negociado entre as partes, mais condizente com as condições reais do mercado nacional. Em outubro, a tonelada da nafta vale 220 dólares. As projeções para novembro apontam para U$ 184,00 por tonelada. A queda em dólar, no entanto, não significa redução de preço, visto a ascendente desvalorização do real perante a moeda americana.
Ainda no mês de outubro, os representantes da indústria plástica levam para os ministérios do desenvolvimento e das minas e energia propostas para minimizar os problemas, entre as quais a fixação de um valor para o dólar por período a ser definido. “Os aumentos mensais inviabilizam as negociações com os clientes”, desabafa Cachum. A pauta também inclui programa especial de exportação de resina (VIP na cadeia), a fim de ocupar a capacidade ociosa e agregar valor ao País.
M.A.S.R.
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