Demanda por segurança – As indústrias de eletroeletrônicos, bem como a construção civil, constituem os principais campos de aplicação dos retardantes de chama, presentes em ampla gama de aplicações, notadamente pelo aspecto de segurança que tem a oferecer aos polímeros, como no caso de instalações de telefonia, gabinetes de TV, aparelhos de som, assentos de estádios de futebol, quadras de esporte, partes internas de automóveis, aeronaves, tanques de combustível, coberturas de telhados, janelas, carpetes, isolamento de fios e cabos, entre uma infinidade de outros campos.

Existem retardantes de chama inorgânicos, orgânicos não-reativos e orgânicos reativos. Entre os inorgânicos, as formulações incluem alumina triidratada, trióxido de antimônio, compostos de boro etc. Os orgânicos não-reativos abrangem os compostos de fósforo, cloro e bromo, os quais são quimicamente ligados à cadeia do polímero, sendo incorporados antes do processamento. Os compostos orgânicos não-reativos da classe dos halogenados (clorados e bromados) são alvo de inúmeras pesquisas promovidas pelas indústrias, visando promover a sua substituição. 
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Antichama não halogenado aditiva cadeiras de estádio

Em inúmeras outras circunstâncias, há uma série de alternativas ao halogenados, tal qual as ofertadas no mercado nacional pela Clariant, fabricante de três grandes famílias de retardantes à chama, para atender à crescente demanda de produtos para construção (edificações, forros, coberturas), transportes (automóveis, metrôs, ônibus, aviões) e eletroeletrônicos.

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Cabos elétricos de PE e PP Incorporam novos antichamas
Direcionadas para aplicações em poliolefinas e termofixos, a empresa oferece formulações à base de polifosfato de amônio, que apresentam baixa emissão de fumaça. Para poliolefinas, poliamidas e termofixos também estão disponíveis fórmulas à base de fósforo vermelho. Para poliuretano, há um terceiro grupo representado por formulações à base de organofosforados reativos, cuja principal vantagem é ter poder anti- fogging.

 

“Com algumas modificações e misturas com agentes de sinergia, o polifosfato de amônio representa excelente alternativa, oferecendo cobertura a um grande espectro de aplicações, melhorando a barreira de proteção ao fogo, com baixa emissão de fumaça, em menores dosagens, para garantir mínimo impacto sobre as propriedades mecânicas, especialmente a resistência ao impacto”, considerou Paulo Novas, gerente de negócios na área da Clariant.
Cuca Jorge
Novas: retardante à base de polifosfato de amônio melhora o processamento

O retardante à chama à base de polifosfato de amônio tem favorecido, segundo comentou Novas, o mercado do polipropileno na Europa, já que a resina apresenta custo mais atraente e é mais utilizada na área de eletroeletrônicos, em substituição aos componentes fabricados em ABS, ABS/PC, PA e PVC.

“Na área dos termofixos, como resinas de poliéster insaturado e epóxi, isentas de halogênios, a ATH (alumina triidratada) tem sido adotada como padrão nas formulações, mas promove um aumento na viscosidade devido às altas concentrações necessárias para se atingir os níveis de retardância à chama exigidos”, reconheceu Novas.

“A linha Exolit, no entanto, à base de polifosfato de amônio, oferece grande vantagem se combinada com a ATH, com melhorias no processamento, diminuição do peso específico e uma conseqüente redução de custos”, complementou.

Os desenvolvimentos da Bayer para o campo dos retardantes à chama são baseados em fosfatos orgânicos líquidos, clorados e não-clorados destinados principalmente para PVC, bem como espumas de poliuretanos, resinas fenólicas e borrachas, em alguns casos com efeito plastificante. Há formulações líquidas, visando facilitar as dispersões no PVC, em se tratando de couro artificial, pisos, forros etc. e para placas de poliuretano, muito demandadas em aplicações visando a isolação termoacústica.

A Ciba também desenvolveu o novo aditivo Flamestab nor 116, com ação anti-chama, não derivado de substâncias halógenas, pertencente ao grupo dos HALS (amina modificada), focado inicialmente no mercado de fibras de PP, especialmente carpetes, mas que evoluiu para aplicações em filmes em PE, envolvendo o mercado de embalagens industriais, em especial o segmento de embalagens de produtos e componentes eletroeletrônicos.

Cuca Jorge
Recoules procura parceiro no Mercosul para fortalecer mercado de adipatos
Investindo em plastificantes – O peso das alíquotas incindindo sobre a importação de aditivos para polímeros, girando em torno de 16,5%, deverá trazer conseqüências positivas para o mercado brasileiro, sob o ponto de vista da maior oferta de alguns produtos. Esse é o caso da Bayer que pretende intensificar a comercialização de plastificantes adipatos e poliméricos, firmando, até o final deste ano, parceria com produtor estabelecido na região do Mercosul. “Estamos estudando várias possibilidades em busca de parceiros no Chile, Argentina, Uuruguai e Colômbia”, informou o gerente de marketing da área de aditivos para polímeros, Gilles Recoules.

O fortalecimento do mercado dos adipatos na região é uma proposta que vem amadurecendo incrementada pela possibilidade de surgimento de novas regulamentações envolvendo aditivos para a produção de filmes de PVC para embalagens de alimentos.

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