A Himaco estima faturar US$ 24 milhões em 2001, com crescimento de 30% de sua linha de injetoras convencionais. Hoje a empresa acredita ocupar cerca de 33% do mercado brasileiro de injetoras. A empresa deve passar neste ano pela segunda auditoria ISO 9001, necessária para a manutenção do certificado.

Além da ISO, a Himaco também está certificada com o selo Arisi-RAB para exportação aos países da futura Alca, contando ainda com a Tüne Essen, certificação para comercialização dentro da Comunidade Européia. Hoje a Himaco exporta para o México, Arábia Saudita e Egito. Para aumentar as vendas para o mercado externo, o fabricante gaúcho tem investido pesado na participação em feiras internacionais nos Estados Unidos, Europa e Oriente Médio. A próxima parada será a K, na Alemanha, em outubro, onde a Elétrica poderá ser vista por transformadores dos quatro cantos do Planeta.

Cuca Jorge
Cristelli: próximo passo é injetar a 2 m/s
Pioneirismo – Reconhecida no mundo pela introdução das máquinas elétricas, a Milacron, de São Bernardo do Campo-SP, aproveita o momento de crise energética para ressaltar o potencial de economia desses modelos, além de outros benefícios. Para o gerente geral de vendas da empresa, Armando C. Cristelli, as injetoras elétricas não só economizam energia como também operam quase sem ruído, são isentas de óleo e propiciam precisão de um centésimo de milímetro em todos os seus movimentos. “A máquina também pode executar movimentos simultâneos, como fazer a função de plastificação no mesmo tempo de abertura, extração e fechamento do molde”, assegura.

O fabricante oferece três famílias com essa tecnologia: a Roboshot, de 15 a 300 t de força de fechamento; a Electra, de 50 a 300 t para ciclos ultra-rápidos; e a Powerline, com modelos de maior porte, desde 150 t até 850 t.

O fabricante promete novo desenvolvimento para o próximo ano. Trata-se de nova série Supershot, de máquinas elétricas com servomotores lineares, que possibilitam velocidade de injeção de até 2 metros por segundo. Isso significa o preenchimento da cavidade do molde com material plástico a uma velocidade muito rápida, assevera Cristelli. Na elétrica convencional, com servomotores rotativos, a velocidade atinge 0,6 m/s. A novidade destina-se à produção de peças de parede muito finas, da ordem de 0,15 mm.

Além das elétricas, a Milacron dispõe também de máquinas com sistema de fechamento de duas placas, a chamada Série Máxima, com força de fechamento desde 170 t até 4.500 t. As injetoras fabricadas com duas placas (nas convencionais são três) são mais compactas e, portanto, ocupam menos espaço. “Chegam a ser até 30% menores que as convencionais”, compara Cristelli. O novo conceito, informa ele também propicia velocidade de movimentação de placa móvel e travamento de molde superior. O travamento é feito pelo sistema de articulações.

Sem muito alarde, também a Battenfeld, com unidades fabris na Alemanha e Áustria, e subsidiária em Barueri-SP, produz injetoras elétricas desde 1992, informa o supervisor de vendas Marcos Cardenal. A linha CDK-SE, fabricada até hoje, deverá ser substituída em breve pela nova série EM, com modelos desde 50 t até 160 t de força de fechamento. De acordo com Cardenal, as novas máquinas devem aliar preços mais baixos e comandos mais harmoniosos com os motores. Os primeiros modelos serão lançados na K e, até 2002, a linha deve ser ampliada até 270 t de força de fechamento.
Cuca Jorge
Cardenal: série EM chega sem fazer barulho

Na opinião do supervisor, os principais benefícios das injetoras elétricas consistem em reduzir à metade o consumo de energia, garantir precisão superior à das hidráulicas e operar com menos ruído (inferior a 75 decibéis). Além disso, eliminam o uso de óleo, tornando-as ideais para operação em salas limpas (como a fabricação de CDs e DVDs, bem como produtos para as indústrias alimentícia e farmacêutica, entre outras).

Cuca Jorge
Pelizzari promete linha nova para 2002
Elétrica expande – A disputa pelo novo filão das máquinas elétricas promete se acirrar com a entrada das italianas Sandretto e MIR, e também da austríaca Engel. Sem entrar em pormenores, Guido Pelizzari, diretor geral da Sandretto do Brasil, informa que a empresa pretende ter a nova linha em produção no próximo ano, com modelos desde 60 t até 400 t de força de fechamento. Antecipa apenas que as máquinas apresentarão algumas características inovadoras em relação ao mercado mundial. A MIR também informa apenas que pretende lançar nova família de máquinas elétricas na K, com a apresentação de um modelo de 200 t de força de fechamento.

 

Já a Engel anuncia o lançamento da primeira série de máquinas elétricas sem colunas. A novidade, denominada e-motion também será apresentada na K. Na opinião de Herbert Buschle, diretor da HDB, de São Paulo, seu representante exclusivo no País, o fabricante austríaco integrou duas tecnologias de ponta: o fechamento sem colunas e o acionamento elétrico. Como resultado, “o usuário ganha alta precisão e possibilidade de usar moldes maiores em máquinas menores, com baixo consumo de energia”. A nova série dispõe de modelos de 50, 100 e 150 t de fechamento. Dentro da linha convencional, a Engel dispõe de modelos sem colunas desde 25 até 600 t de força de fechamento; e de duas placas, desde 800 até 5.500 t.
Cuca Jorge
Buschle: hidráulicas também evoluíram

Ressalvas – Que as injetoras elétricas consomem bem menos energia é fato. Porém, tanto Buschle, como Pelizzari e Cardenal, entre outros fabricantes de injetoras ressaltam que é preciso cuidado na comparação, pois houve grande avanço nos equipamentos hidráulicos. “A comparação só pode ser válida com máquinas hidráulicas equipadas com bombas constantes, ou seja, as de modelos mais antigos”, assegura Buschle. Para ele, uma injetora Engel nova consome em média 40 - 45% menos energia elétrica que a maioria das máquinas instaladas no País, com mais de dez anos de uso.

Já Pelizzari destaca o lançamento na Brasilplast de duas novas linhas de máquinas cuja principal característica é a economia de energia elétrica. “Em alguns casos, chega a reduzir até 70% por quilo de plástico transformado, em comparação a modelos mais antigos, e 50% em relação às máquinas novas”, justifica. Cardenal compartilha da mesma opinião: “As máquinas hidráulicas evoluíram e hoje consomem menos energia em relação aos projetos de cinco anos atrás.”
Além dos aperfeiçoamentos na hidráulica, a Battenfeld adotou o conceito de modularidade em todos os seus equipamentos, garantindo ao transformador facilidade na reposição de peças, e ainda investiu no desenvolvimento de duas novas famílias de máquinas: a série TMS, de ciclo rápido, e a HM, de duas placas. Em cooperação com o instituto alemão IKW ainda desenvolveu novo processo de injeção auxiliada por água, denominado Aquamould.

ELÉTRICAS SATISFAZEM USUÁRIOS

As injetoras elétricas passaram pelo crivo exigente de pelo menos duas grandes indústrias: a Tyco Electronics e a Johnson & Johnson. Produtora de conectores elétricos e eletrônicos, relés automotivos, entre outras peças técnicas, a Tyco dispõe de 47 injetoras em seu parque industrial, em Bragança Paulista-SP. As primeiras injetoras elétricas estrearam na empresa há três anos e o resultado foi tão satisfatório que hoje já somam doze: nove de 150 t e três de 50 t.

De acordo com o engenheiro de manufatura Eduardo Vinicius Berti, as injetoras elétricas garantem à sua produção repetibilidade, melhor qualidade no processo e precisão nas especificações dimensionais, requisitos indispensáveis para injetar os conectores técnicos, de parede fina, moldados com polímeros de engenharia, em moldes de múltiplas cavidades.
Cuca Jorge
Berti: energia e ruídos sob controle

Além disso, diz Berti, as injetoras elétricas consomem entre 50% e 60% menos energia que as hidráulicas antigas substituídas e quase sem fazer ruídos. “As máquinas elétricas têm número de componentes bem inferior, são fáceis de regular e silenciosas”, declara.

Cuca Jorge
Ferreira: injetora suporta oscilações
O racionamento de energia elétrica não prejudicou a produção da empresa, garante. Medidas de contenção na iluminação, no ar condicionado, nos bebedouros, entre outros, foram suficientes. O maior problema, informa, são as dificuldades para investir em novas tecnologias globais, oneradas com taxas de importação e outros encargos, reduzindo a competitividade da indústria nacional.

A Johnson, de São José dos Campos-SP, decidiu experimentar a nova tecnologia há cerca de dois anos, quando instalou sua única injetora elétrica, até o momento. As outras nove injetoras contam cerca de 25 anos de idade e entraram em processo de renovação. “Já definimos que as próximas máquinas a serem adquiridas serão elétricas”, declara Amarildo José Pereira, da área de engenharia de produtos de higiene. A empresa produz cabos de escovas de dente, estojos, suportes e roletes internos de embalagens de fio dental, além de tampas de frascos.

Antes de decidir pela máquina elétrica, Pereira visitou outras indústrias usuárias da tecnologia para se certificar das vantagens. “Percebemos que essas injetoras oferecem mais confiabilidade e repetibilidade, consomem menos energia, apresentam baixo nível de ruído e são limpas”, comenta.

Pereira também informa não ter sofrido prejuízos no funcionamento das máquinas com possíveis oscilações na voltagem da energia elétrica. “Era um dos nossos receios, mas comprovamos que o equipamento é feito para suportar oscilações e não tivemos qualquer problema.”
Cuca Jorge
Tyco já conta com doze máquinas elétricas

Também a produção da Johnson passou ilesa pelo racionamento energético. De acordo com Pereira, programas de redução de energia fazem parte da política da empresa e algumas poucas medidas mais o aluguel de dois geradores foram suficientes para manter a produção no mesmo ritmo.

Cardenal indica este sistema para altas escalas de produção de peças de formatos tubular ou cilíndrico e de paredes grossas, com espessura acima de 20 mm. Segundo ele, além de reduzir a espessura de parede, a injeção auxiliada por água possibilita resfriamento 70% mais rápido em relação ao processo a gás.

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