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As novas poliamidas – Poliamidas modificadas ao impacto, ou que dispensam hidratação e pintura, cujo emprego vem associado a reduções de até 25% nos ciclos de fabricação de vários produtos, são algumas possibilidades inerentes à nova família de produtos (Technyl 700) fabricada pela Rhodia Engineering Plastics. Reunidos em 35 grades, esses produtos foram lançados na última Brasilplast como fruto de pesquisas envolvendo as equipes de desenvolvimento do Brasil, Itália e França.
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Até poder ser implantado no País, o projeto, segundo informou o gerente comercial da empresa, Marcos Curti da Silva, teve de cumprir várias etapas de nacionalização, entre testes e try-outs realizados no decorrer de mais de um ano. Para Curti, o desempenho das novas poliamidas na produção de calotas superou as expectativas dos fabricantes, pois gerou redução de 5% no peso do produto e ganhos de produtividade por reduções de 25% nos tempos da produção. Também as produções de componentes para tomadas e interruptores foram acompanhadas de reduções no ciclo de até 25%, geradas pelo melhor desempenho das poliamidas nos sistemas de injeção.
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| Cuca Jorge |
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| Curti: nova família de poliamidas |
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Com propriedades balanceadas e constantes em todas as opções – 66, 66/6 e 6 –, as poliamidas da linha Technyl estão contando ainda com perspectivas de maior emprego em razão de novas exigências de segurança, aguardadas no setor de instalações elétricas, e que viriam a reforçar ainda mais o emprego de novos materiais em tomadas, interruptores, disjuntores, comandos elétricos etc.
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BLENDA RESISTE MELHOR AO IMPACTO |
Pesquisa em desenvolvimento na Universidade Federal de São Carlos, sob a coordenação do Departamento de Engenharia de Materiais, pretende contribuir para o campo dos plásticos de engenharia, aumentando sua resistência ao impacto.
Para o coordenador, professor Elias Hage, o politereftalato de etileno (PET), o politereftalato de butileno (PBT) e a poliamida 6 (náilon 6) são plásticos de engenharia com excelentes propriedades mecânicas e, por isso, largamente utilizados no desenvolvimento de peças estruturais para aplicações nas indústrias automotiva e eletroeletrônica.“Mas apresentam limitações devidas à baixa resistência ao impacto, principalmente quando testados com o uso de entalhes (cortes padrões), conforme as normas nacionais da ABNT, e internacionais, como ASTM, ISO, DIN etc”, considerou.
Assim, por meio da incorporação de blendas, pretende-se modificar a resistência ao impacto do PET, PBT, náilon 6 e até do polipropileno.
Em geral, segundo considerou o professor Hage, os melhores polímeros modificadores de impacto são as borrachas do tipo polibutadieno, EPDM, SBS, SEBS etc. Outros plásticos já modificados com borracha durante sua síntese química, como ABS e AES (é semelhante ao ABS, com a única diferença de que a borracha utilizada como modificadora de impacto é EPDM, e não polibutadieno, como no caso do ABS) são também utilizados como modificadores. E a vantagem de uso dos plásticos já modificados, segundo assinalou, é que sua viscosidade é inferior à das borrachas, o que facilita a dispersão do modificador na mistura com o plástico de engenharia a ser modificado. Há também o aspecto de que as borrachas exigem equipamentos de mistura mais sofisticados e de maior custo, como extrusoras especiais.
“Apesar do uso de ABS como modificador de impacto ser mais conveniente tanto do ponto de vista tecnológico, como econômico, o seu desempenho só pode ser otimizado por meio do emprego de aditivos para melhorar sua compatibilidade, ou seja, a interação molecular com os plásticos do tipo náilon 6, PET e PBT. Por isso, foi utilizado um copolímero acrílico reativo, à base de metacrilato de metila (MMA), desenvolvido nos próprios laboratórios da UFSCar, para melhorar o desempenho do ABS e AES, como modificadores de impacto.
“As misturas do plástico de engenharia com ABS ou AES são realizadas via extrusão, obtendo-se compostos, como blendas poliméricas, a partir de náilon 6/ABS, náilon 6/AES, PBT/ABS, PBT/AES, PET/ABS e PET/AES. Os compostos são compatibilizados com a adição de pequena quantidade de copolímeros acrílicos, do tipo metacrilato de metila-co-metacrilato de glicicidila (MMA-GMA).”
“A resistência ao impacto do PBT testado com entalhe (ensaio tipo IZOD) aumentou de 50 J/m, em seu estado puro, para valores em torno de 900 J/m, quando composto com ABS ou AES. Em termos comparativos, o ABS e o AES, considerados plásticos extremamente resistentes ao impacto IZOD, não atingem valores superiores a 500 J/m. O náilon 6 apresentou desempenho ainda melhor quando modificado com ABS ou AES, ou seja, sua resistência ao impacto foi aumentada de 40 – 50 J/m, para valores superiores a 1.000 J/m. Naílons comerciais com esse nível de resistêcncia ao impacto são conhecidos como super tough (super tenazes). O PET apresentou desempenho semelhante ao do PBT quando testado a partir de corpos-de-prova injetados. Enfim, considerou o professor Elias Hage, os resultados tecnológicos têm-se revelado excelentes. |
Dessa forma, especialmente para abastecer o mercado de tomadas e interruptores, a Rhodia desenvolveu cinco diferentes grades.
Em comum, todas as formulações resistem a temperaturas de fio incandescente de até 850 ° C, podendo sofrer variações nos percentuais de adição de fibras de vidro, e ser especificadas em novas nuances de cor ou em composições híbridas, envolvendo fibras de vidro e cargas minerais.
Para quem fabrica disjuntores, também há um grade específico, desenvolvido para resistir a temperaturas de até 960°C. Todos os produtos foram concebidos dentro do princípio de atender com maior segurança as instalações elétricas. Como se sabe, de acordo com os padrões atuais, tomadas, interruptores e plugs devem resistir a temperaturas de até 650°C, enquanto disjuntores, até 850°C, mas normas mais recentes em preparo junto à Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), deverão elevar os requisitos de segurança desses produtos, tal qual já ocorre em países da Europa. Segundo Curti, a preocupação em desenvolver componentes mais seguros é constante em todos os centros de desenvolvimento da Rhodia que também trabalham na preparação de novos produtos para o segmento dos eletroeletrônicos.
“A partir de setembro, traremos da França uma gama de produtos retardantes de chama (V-0), composta por três grades com cargas de fibra de vidro diferenciadas, e com novos patamares de desempenho para a fabricação de motores elétricos para compressores, bombas, etc.”, antecipou Curti.
Entre os projetos reservados para a fábrica de São Bernardo do Campo-SP, considerada uma das mais importantes plataformas de exportação da empresa, em virtude de contratos firmados com produtores de Taiwan, China, Coréia e EUA, também se destaca a ampliação da gama de produtos contendo 50% de carga de fibra de vidro, para oferecer melhor desempenho na injeção dos materiais. “Essas poliamidas resultam em melhor acabamento superficial e têm melhor processabilidade, não apresentando riscos de afloramento das fibras de vidro”, informou Curti.
Considerando, porém, que os reciclados de engenharia deverão ocupar função mais relevante na produção deste século, a Rhodia se prepara para atender a maiores demandas com suas especialidades, ampliando para oito o número de produtos da linha de poliamidas industriais (Oromid), além de introduzir no País a sua mais nova linha de reciclados, representada pela Technyl R, constituída por poliamida 6, lançada em meados de 2000 no mercado europeu.
As poliamidas recicladas da linha Oromid são direcionadas aos mercados intermediários, ou seja, aqueles cujas necessidades técnicas ficam entre as poliamidas convencionais das linhas 200 e 700 e as commodities, como PEAD, PP, PS, ABS etc. Essa linha comporta produtos com diferentes cargas de fibra de vidro, além de grade em tonalidade natural, na cor bege. Já as poliamidas recicladas 6, da linha Technyl R, contam com homologações aprovadas no mercado europeu para aplicações em calotas, coberturas de motor, defletores (componentes do sistema de refrigeração dos automóveis), entre outras peças.
No rol das vantagens associadas ao emprego dos reciclados de engenharia, Israel Barreira Motta, gerente de pesquisa e desenvolvimento da empresa, destaca a importância dos reciclados com tecnologia, pela viscosidade sempre estável do material e regularidade das propriedades durante o processamento.
Enquanto as poliamidas convencionais têm capacidade de resistir ao impacto entre 11 a 15 kJ/m², as poliamidas recicladas não ultrapassam 5 kJ/m². Mas se o termo de comparação for feito com commodities, as poliamidas recicladas resistem a temperaturas de trabalho contínuo de até 120°C, e sustentam picos de trabalho de 180° C, residindo, nesse último aspecto, o seu grande diferencial em relação às commodities.
Mercados explosivos – Os níveis de desempenho observados em alguns mercados, como telecomunicações, mídia, em especial as aplicações de injeção de CDs (Compact Discs), ou na extrusão e sopro de garrafões de água de 20 litros, motivados pelo maior consumo de água mineral, foram excepcionais, de acordo com as avaliações dos especialistas . A demanda de PC para o mercado de CDs foi estimada em 6 mil toneladas e as blendas à base de PC para a confecção de carcaças de celulares tiveram consumo estimado em torno de 2,5 mil toneladas. Além disso, a telefonia móvel cresceu 37% nos últimos doze meses, passando dos 19,1 milhões de celulares registrados em julho do ano passado, para 26,1 milhões em julho deste ano. A telefonia fixa também não ficou para trás, totalizando 43 milhões de linhas. Em decorrência desse aquecimento, as vendas de termoplásticos de engenharia acompanham o ritmo das expansões tanto em fornecimentos para a fabricação de aparelhos terminais quanto para infra-estrutura – antenas, caixas, cabos ópticos etc.
No âmbito dos desenvolvimentos da GE Plastics, há cinco produtos direcionados ao mercado de telecomunicações: Cycolac, copolímeros formados por acrilonitrila, butadieno, estireno (ABS); Cycoloy, blenda de policarbonato (PC) e ABS; Noryl, blenda de polióxido de fenileno (PPO) e poliestireno (PS); Geloy, acrilonitrila estireno acrílico (ASA), com elevada resistência à radiação UV, além do PBT direcionado para a produção de cabos ópticos. Ao ritmo de crescimento de 16% ao mês, e com patamares de fabricação de 250 milhões de unidades, as vendas para mídia óptica impulsionam o mercado do policarbonato para CDs, CD-Rom e DVDs (Digital Versatile Discs). “O perfil desse setor está mudando, os aparelhos estão se popularizando e elevando a produção”, comentou Marcelo Yano, da GE Plastics.
Em comparação com a disponibilidade de oferta de pouco mais de dois anos atrás, os grades não só foram aprimorados no grau de pureza, fluidez, resistência ao impacto e estabilização, mas estão prestes a vencer a pirataria, com maior suporte da tecnologia.
Dentro dessa linha de trabalho, o PPDC, centro de pesquisas e laboratório de desenvolvimentos para mídia da GE Plastics, de Pittsfield, nos EUA, promove uma série de estudos para impedir a reprodução desses meios, envolvendo matérias-primas, aditivos e pigmentos, também com o objetivo de encontrar novas formas de processamento para os materiais.
As vendas de polímeros estirênicos, como ABS, SAN, PC/ABS e especialidades na América Latina também se incluem entre os setores de bom desempenho, apresentando crescimento estimado em 10% no período de julho de 2000 a junho deste ano.
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Na avaliação de Ingo Lipkau, executivo da Bayer, esses resultados positivos se devem à recuperação da produção automotiva, e às vendas para o setor de equipamentos para escritórios e para refrigeração, onde o ABS ocupa posição de destaque, em especial nos projetos de substituição de outros polímeros, a exemplo da produção de in-liners de refrigeradores.
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| Cuca Jorge |
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| Lipkau: estirênicos crescem na região |
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| Cuca Jorge |
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| Ventilação de motores conta com poliamida reciclada |
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TPU no consumo – A participação dos termoplásticos de engenharia numa série de aplicações e desenvolvimentos inusitados revela o quanto essa categoria de polímeros ainda pode avançar em outros segmentos também de forte consumo, como peças do vestuário íntimo feminino, ou utensílios de uso doméstico e para escritórios.
O destaque nesses casos fica para os novos desenvolvimentos em TPU (poliuretano termoplástico), como o Desmopan, da Bayer, e também para as novas famílias com uma série de efeitos visuais da GE Plastics, em PC (Lexan), PBT (Valox), ABS (Cycolac), ABS + PC (Cycoloy) e PPO + PS (Noryl).
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No primeiro caso, os poliuretanos termoplásticos já consagrados no revestimento de cabos elétricos para mineração, fios, mangueiras de combate a incêndios, ou filmes para blindagem, também alcançaram significativo consumo em se tratando de nicho– em média, 10 toneladas/mês – somente nas aplicações de extrusão para a confecção de alças de sutiãs. Lançado em 2000, o produto atingiu o auge da moda, e vem contando com usos em enchimentos de corpetes, expandindo-se ainda para emprego em roupas de segurança de uso hospitalar, lençóis de uso na área médica e outras aplicações similares.
“O desenvolvimento em TPU (Desmopan) é um projeto totalmente brasileiro da Bayer, e se inclui na vanguarda mundial das inovações para o setor têxtil”, comentou Ingo Lipkau.
Para o engenheiro de assistência técnica e desenvolvimento de mercado da Bayer, Fernando A.Ribeiro, várias características contribuiram para o sucesso e desempenho do produto: “O TPU é inerte ao contato com a pele, agradável ao tato, de durabilidade incomparável enquanto produto de alta resistência à hidrólise, capaz de suportar lavagens sucessivas, e apresenta elevada capacidade de elongação, estirando sem deixar deformações residuais”. Essas qualidades fazem com que o TPU seja cogitado para o mercado de brinquedos injetados.
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| TPU renova a moda íntima |
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| Cuca Jorge |
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| Ribeiro: automóveis usam mais TPU |
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Sua potencialidade está sendo redimensionada no setor automobilístico onde já há várias aplicações para injeção homologadas, no caso de retentores, vedantes, membranas, gaxetas, componentes do sistema de câmbio e amortecedores. “O material apresenta desempenho excepcional em peças que entram em contato com produtos químicos (óleos, graxas, lubrificantes), e são submetidas a temperaturas elevadas (110° C), e a esforços contínuos de abrasão e desgaste”, explicou Ribeiro.
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Em muitos casos ainda, o especialista considera que o TPU possa substituir as borrachas nitrílicas e hidrogenadas, as NBR e as HNBR, com ganhos de processabilidade, produtividade e reciclagem.
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Já a escolha do policarbonato em cores e com efeitos especiais (cromado, translúcido e prismático) para depósito de resíduos (LixTop), em lançamento pela Interstyle, se deu pela busca de diferenciação em vários aspectos. “Procurávamos um material resistente para garantir a funcionalidade do produto e que pudesse valorizar a decoração dos ambientes pelo design e pelas várias opções de cor e efeitos ”, afirmou o diretor da Interstyle, Willy Adisaka.
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| Cuca Jorge |
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| Policarbonato colorido guarda resíduos e decora ambiente |
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Para Marcelo Yano, da GE Plastics, fornecedor do grade para a fabricação do porta-resíduos, a gama de cores e efeitos especiais, incorporada em várias plataformas de produtos da empresa, ajuda a indústria a vender e, por isso, vem sendo bastante explorada em eletrodomésticos, computadores e telefones.
PC amplia leque – O volume das aplicações em policarbonato no mercado brasileiro foi estimado em 18 mil t/ano, e ainda está longe de ser comparado ao dos Estados Unidos (500 mil t/ano), ou do Japão (200 mil t/ano). Em compensação, seu emprego segue além das projeções. Em lentes de faróis de automóveis, ou em caixas de medidores elétricos, o material superou as expectativas pelos consumos de 1,3 t/ano e 300 t/ano, respectivamente.
| Cuca Jorge |
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| Machado: PC especificado para controle de tráfego |
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Novos desenvolvimentos no rumo das substituições do vidro, deverão atestar o alto desempenho do PC. Mas, por enquanto, há várias exigências imediatas e de vários mercados a atender.
A Policarbonatos do Brasil, único fabricante nacional da resina, está em vias de homologar novos desenvolvimentos em várias indústrias, em fase de nacionalização de componentes, segundo antecipou o gerente comercial da empresa, Antonio Pedro M. Machado. |
Para concorrer com os produtos importados, vários investimentos foram
feitos no desenvolvimento de grades com maior estabilidade térmica (20°
C a mais), maior estabilidade a UV, e que permitem temperaturas mais
elevadas de processamento, da ordem de 330°C. Além disso, segundo
informou o gerente da Policarbonatos, a fluidez do produto aumentou de 3 a
25 gramas por 10 minutos, para 3 a 30 gramas por 10 minutos. Dessa forma,
os produtos tornaram-se mais compatíveis com a injeção de peças mais
complexas e constituídas de paredes finas (1,5 mm), exigências presentes
para componentes do setor de telecomunicações.
No total, a empresa produz 33 grades em PC cristal e 180 formulações em cores translúcidas e opacas. Mas, numa primeira fase, deu prioridade a seis grades. Para Machado, as melhorias atingiram vários aspectos, como proteção anti-UV, maiores facilidades na moldagem evitando a formação de bolhas, fácil desmoldagem em paredes mais complexas, e visam atingir novos mercados, como o de medidores elétricos, peças e componentes para eletroeletrônicos e eletrodomésticos, além de acentuar a participação da empresa no setor de calçados, ou de filtros de óleo para instalações industriais.
Até meados de 2003, segundo as expectativas da empresa, o PC deverá figurar na lista das especificações de material do setor público, compondo luminárias de vias públicas, em decorrência dos benefícios e economia associados ao seu emprego. Das concorrências públicas para a implantação de semáforos inteligentes, o PC já participa com emprego especificado para uso nas carcaças, contando com o suporte de vários argumentos favoráveis à tomada de lugar do vidro e de resinas acrílicas, tipo SAN. “Um deles é poder ser conformado em qualquer geometria, e ser 200 vezes mais resistente à quebra do que o vidro, ou a impactos (1.000 J/m). O PC tem comportamento de tração muito semelhante ao do alumínio ou do cobre (700 kg/cm2) e, por isso, conquista cada vez mais posições em lentes de faróis, lanternas traseiras de off-roads, mamadeiras etc.”, ilustrou Machado.
Mas é para o mercado de blindagem – óculos de segurança, capacetes, escudos utilizados pela polícia, composições de lâminas (sanduíches) entre vidro e PC em automóveis, portas de segurança de bancos e de estabelecimentos em geral – que se concentram os maiores esforços de vendas.
No campo das inovações, a Policarbonatos pretende lançar até o final deste ano novos grades de PC mais resistentes ainda e busca soluções mais práticas e econômicas para dotar o PC de maior resistência à abrasão, visando conquistar as aplicações em janelas, vitrais e divisórias.“Tecnologias caras já existem, para o emprego de verniz em ambientes com pressão positiva e com controle de partículas e de umidade do ar, mas estamos testando novos métodos, mais acessíveis aos processadores da resina, prevendo a aplicação de camada de verniz nas peças finais, entre outros, para acessar os mercados da construção civil”, informou Machado.
“Pretendemos ainda avaliar outras possibilidades a partir de nossa participação na próxima K, na Alemanha”, acrescentou.
No lastro dos metais – Compostos de engenharia com propriedades potencializadas em matéria de resistência e durabilidade serão cada vez mais demandados por todos os setores da produção industrial. Mas é dentro do enfoque metal replacement, no rumo do lastro dos metais que a era dos plásticos de engenharia continuará se caracterizando cada vez mais no decorrer dos próximos anos.
No rol das recentes aplicações no mercado brasileiro, destacam-se os desenvolvimentos no emprego da linha de compostos Verton. Fabricados pela LNP-Mixcim Engineering Plastics, de São Carlos-SP, os materiais são aplicados em engrenagens e bases do câmbio de automóveis, ingressando também mais recentemente no ramo de acessórios do setor elétrico. Esse é o caso dos tensionadores de cabos elétricos, até então fabricados em alumínio, e que estarão sendo lançados dentro dos próximos dois meses em plástico de engenharia, abrindo importante campo para maiores conquistas a serem feitas pelo segmento da transformação que opera com as companhias de energia.
Carregados com fibras longas, para maior reforço estrutural, os compostos dessa linha, de acordo com o diretor executivo e comercial da empresa, Glauco Ricardo de Moraes, são altamente resistentes à tração e ao impacto, possuindo propriedades mecânicas superiores em relação aos compostos reforçados com fibras curtas. A linha Verton envolve-se desde com as estruturas dos automóveis e hélices até com peças para bicicletas, apresentando produtos também na forma de concentrados, cujos atributos associam a sua resistência ao baixo peso específico.
Em relação ao alumínio, as vantagens de emprego desses compostos aparecem no processamento e na reciclagem do material a custos energéticos bem menores. Enquanto o alumínio requer temperaturas em torno de 800°C, esses compostos Verton são processados entre 180 e 200° C.
Outra vantagem é poder adicionar aditivos especiais, como absorvedores de luz UV, e outros para assegurar lubrificação externa. “Compostos lubrificados agregam maior funcionalidade aos produtos finais, oferecem excelente resistência ao atrito e à corrosão, sendo muito requisitados para a fabricação de engrenagens de eletrodomésticos, como lavadoras, e motores que irão integrar os sistemas de acionamento de vidros dos automóveis”, comentou Moraes.
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Entre os materiais modificados por adição de lubrificantes internos, como PTFE, silicone e fibra aramida, é de se destacar a linha Lubricomp, constituída por ampla gama de resinas-base. A empresa também fabrica compostos carregados com fibras de vidro e de carbono, reconhecidos por suas propriedades mecânicas, térmicas e químicas. Há ainda resinas termoplásticas de engenharia pré-coloridas, disponíveis nas formas opaca, translúcida, transparente e com efeitos especiais de cor, além de compostos de poliamida 6/6 e 6, baseados em tecnologia de retardantes de chama, destituídos de fósforo ou halogênios.
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| PA avança na eletricidade |
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POM cresce – De largo emprego na indústria automobilística, desde bombas e sistemas de envio de combustível, até componentes do limpador de pára-brisa, ou do sistema de controle de aquecimento e ar condicionado, passando por maçanetas e cintos de segurança, o acetal copolímero (POM) também desempenha papel de destaque na indústria como parte integrante de diversos produtos. Entre eles os mais lembrados são os componentes de bombas, torneiras, válvulas de irrigação, esteiras transportadoras, engrenagens, além de peças de eletrodomésticos.
Na lista dos mais recentes desenvolvimentos em POM, fabricados pela Ticona, estão os materiais de mais elevada resistência química da linha Hostaform X. Suas aplicações mais típicas são em sistemas de envio de combustível para diesel, telas de alto-falantes, para as quais são especificados baixo teor de resíduos e odor, peças que entram em contato com água clorada, como componentes de bebedouros, acessórios sanitários e outros.
Para os setores eletroeletrônicos e telecomunicações, a Ticona também têm novas formulações em poliéster termoplástico. Agrupados na linha Celanex, os produtos têm aditivação anti-chama (UL 94, VO, 5VA) e são destituídos de agentes halogenados, apresentando a vantagem de não exsudar à superfície (no blooming).
Segundo o coordenador do departamento técnico da Ticona, Carlos Coutinho,as aplicações que mais demandam os poliésteres dessa linha são para conectores. Peças que não podem sofrer qualquer variação dimensional são acionadas sob altas temperaturas, ou submetdias à esterilização, como no caso dos componentes médico-hospitalares, ferramentas odontológicas e instrumentos cirúrgicos, contam com as formulações da linha Vectra, constituídas de polímero de cristal líquido (LCP).
Em substituição aos metais em peças estruturais, como suportes dos sistemas de arrefecimento, bateria, moldura de vidro e outros, a empresa especifica os componentes da linha Celstran. Para a área de compartimento dos motores dos automóveis, emprega-se desde o náilon 6/6, da linha Celanese, em componentes do radiador, transmissão, reservatório de fluidos, até os materiais da linha Fortron, especificados para componentes com solicitação mecânica a altas temperaturas, como peças de trocadores de calor e de sistemas de transmissão automática e de freio.
A Ticona também fornece ao mercado brasileiro os copolímeros ciclolefínicos da família Topas, os quais podem ser moldados por processos convencionais de injeção, extrusão e injeção-sopro. “São materiais que combinam a transparência do vidro, alta barreira à umidade, excelentes propriedades elétricas e boa resistência a solventes polares, além de baixa densidade, alto módulo de rigidez e dimensional estável”, explicou Coutinho.
Suas propriedades, no entanto, permitem grande versatilidade nas aplicações, envolvendo desde lentes de precisão para copiadoras, impressoras, filmadoras, projetores de TV, refletores, até capacitores; equipamentos para diagnósticos, utensílios e equipamentos médicos; sendo ainda utilizados em embalagens com estrutura em multicamada, pois atuam como elemento de alta barreira, característica importante para a fabricação de blisters farmacêuticos, embalagens flexíveis e do tipo stand-up pouchers.
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TREINAMENTO ESPECÍFICO |
| A Rhodia Engineering Plastics, de São Bernardo-SP, oferece treinamento técnico gratuito, direcionado ao campo dos plásticos de engenharia, com o objetivo de apresentar aos seus clientes, entre outros profissionais ligados às universidades, ou entidades de classe, novas soluções tecnológicas, produtos e aplicações. Organizado em módulos, o treinamento abrange informações sobre o processo de transformação, tipos de molde, roscas, tempos de injeção, temperaturas, diagnóstico de problemas e soluções. São também ministrados ensinamentos para a concepção de peças, técnicas de montagem, soldagem, cálculo de espessura e nervuras, destacando-se o módulo por meio do qual são fornecidas orientações sobre os vários serviços disponíveis aos clientes, como CAD/CAE, prototipagem e desenvolvimento de cores. |
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