Em 2000, a empresa vendeu 16 sopradoras da série Exact Line. A meta para este ano, com o lançamento da nova linha, é de 25 a 30 máquinas. “Só na Brasilplast foram comercializadas seis unidades”, conta Lopes. A fábrica, com capacidade para montar até cinco equipamentos por mês, atende também ao segmento de injeção de alumínio e metal. Mais focada à produção de equipamentos novos, a Tecnoinjet não abandonou o mercado de retroffiting, que passou por reestruturação. Também os departamentos técnico e comercial ganharam reforço. “Investimos na capacitação tecnológica e operacional da empresa.”

Nova série — A J.A.C, de Americana-SP, também apresentou novidades recentes. A Compacta 8ts série 2001, de extrusão contínua (sopro por cima), possui saída lateral, programador Moog de dez pontos, nova unidade hidráulica com válvulas proporcionais Bosh, no fechamento, além de transferência do carro e rebarbador de bocal e fundo, entre outras características. “Sopra até 1.500 frascos de 1 litro por hora em PEAD, PEBD e PP, e pode receber cabeçote sêxtuplo”, afirma o gerente de vendas Cristiano Cava.

A série Compacta possui três modelos – a 3ts, 5ts e 8ts –, e entre as novidades apresentadas na versão 2001, Cava destaca a redução de 25% a 30% no consumo de energia, quando comparada ao modelo anterior, e a maior produtividade por meio do aumento no número de cavidades. “Produz o dobro com menor consumo de energia elétrica”, ressalta. A empresa pretende lançar ainda neste ano dois modelos de mesa dupla, a 5td e 8td, além de estrear no mercado de PET.
Cuca Jorge
Tecnoblow garante 400 ciclos por hora

 

Cuca Jorge
Cava: nova versão reduz consumo de energia
Outra linha de sopradoras fabricada pela J.A.C., a Maxtec (sopro por baixo), destina-se à fabricação de brinquedos, bombonas, peças técnicas e frascos com capacidade de até 5 litros, confeccionados em PEAD, PEBD e PP. “A versão 5000 apresenta novo cabeçote para até 12 cavidades.” O equipamento possui ainda microprocessador Atos com memória para 20 moldes, podendo ser equipada com programador de parison de 10 a 128 pontos, extrator de peças com dois estágios, rebarbador de fundo e recalque hidráulico. De acordo com Cava, a Maxtec 5000 destina-se a altas produções. 

Além da linha de extrusão continua, a J.A.C fabrica o modelo Maxtec de sopro por acumulação, desde 10 a 50 litros, para a produção de peças técnicas automotivas e bombonas em geral. O modelo 2001 vem equipado com microprocessador Atos incorporado ao CLP, estabilizador de temperatura de extrusão e sistema hidráulico para amortecimento nos fins de curso de abertura e fechamento. O cabeçote acumulador comporta, segundo o fabricante, desde 1.550 cm³ (1,2 kg) até 6.900 cm³ (5,5 kg), com sopro auxiliar no centro do cabeçote. “Permite a incorporação de acessórios, tais como programador e alargador de parison, extrator de peças, desrosqueador de um ou dois estágios e gavetas hidráulicas”, diz Cava.

Em 13 anos de mercado, a J.A.C já instalou 130 máquinas no País, das quais 120 são da linha Maxtec. No ano passado, a empresa vendeu perto de 30 sopradoras. Resultado comercial que, segundo Cava, deve se repetir neste ano. Entre as metas da empresa estão o desenvolvimento das exportações, por meio de representações, cujos contatos já foram firmados nos países do Mercosul, Uruguai, Venezuela e Equador. A empresa está ampliando também a equipe de vendas com representantes no Sul e Nordeste do País. Aliás, não fosse a crise energética, Cava acredita que teria ampliado ainda mais as vendas no Nordeste, um dos mercados alvo, principalmente para o segmento de água mineral. “Fizemos alguns negócios com empresas daquela região e temos outros em andamento”, afirma.

União com sopro — Há dez meses, a Uniloy Milacron, divisão de máquinas sopradoras do grupo Milacron, iniciou as operações comerciais no Brasil. Instalada há quatro anos em São Bernardo do Campo-SP, a Milacron; conglomerado com atuação nas áreas de injeção, extrusão e sopro; operava apenas com a importação de injetoras. Com a inclusão dos negócios de sopro, a extrusão passa a ser a única divisão sem atuação no Brasil. “A companhia tem planos também para a divisão de extrusão, porém sem prazos definidos”, informa o gerente geral de vendas Armando C. Cristelli.

O início das operações para a área de sopro demandou a criação de novo departamento técnico-comercial, com três vendedores em São Paulo, e estrutura de assistência técnica, reposição de peças e serviços. “O quadro operacional foi reforçado com dois técnicos para a manutenção”, explica o gerente de vendas de sopro, Fernando Del Sole. Segundo ele, a empresa possui ainda representantes em outros estados brasileiros.
Cuca Jorge
Del Sole: 7 sopradoras vendidas em 10 meses

Velhas conhecidas do mercado nacional, algumas linhas de sopradoras Uniloy foram produzidas no País até o ano passado por meio de acordo tecnológico com a Semeraro. Finda a parceria, a Semeraro passou a fabricar só componentes para sopradoras e injetoras, e as máquinas Uniloy, a entrar no País via importação. Fazem parte da linha da Uniloy as sopradoras com roscas reciprocantes, máquinas rotativas, de extrusão contínua (com ênfase em carros horizontais – shuttle), com cabeçote acumulador, espuma estrutural e para o processamento de PET em um e dois estágios. Segundo Del Sole, as capacidades variam de 5 ml até 1.000 litros.

Cuca Jorge
Série com mesa simples terá versão dupla em 2001
Em dez meses, a empresa vendeu sete máquinas de sopro e pretende encerrar o ano com outras 15 comercializadas. “Apesar do momento delicado, estamos otimistas com o avanço das operações da companhia no País”, avalia. De acordo com ele, a Milacron oferece linha de crédito junto a bancos americanos que financiam 85% do valor FOB da máquina.

Apesar da variada gama de equipamentos, incluindo o processamento de PET, a Uniloy Milacron foca suas ações em especial para o segmento de extrusão contínua em carro horizontal. “O sistema gera economia de movimentos hidráulicos, com isso reduz o desgaste da máquina e o consumo de energia”, explica. A série de sopradoras B&W, fabricadas na Alemanha, comporta 20 cavidades com entrecentros de 85 mm, garantindo melhor controle de espessura de parede e de peso da peça. 

“Possibilita ainda o sopro de bombonas de 60 litros em extrusão contínua, sem acumulação.”

De acordo com Del Sole, no Brasil a empresa está voltada para o segmento de máquinas especiais para itens de alta produtividade e qualidade. Dentro desse contexto, destaca ainda a coextrusão de até sete camadas. “Algo em torno de 70% dos itens soprados em coextrusão no País é feito em equipamentos da Uniloy”, estima. Destaca ainda as linhas para injeção/sopro com fechamento na parte inferior “Elimina o risco de contaminação dos frascos por óleo.” Na Brasilplast 2001, Uniloy Milacron expôs o modelo IBS-70 para sopro desde 5 até 250 ml, destinada aos segmentos de cosméticos e produtos farmacêuticos. Entre as principais características, Del Sole ressalta o sistema de fechamento isolado, a precisão e qualidade conferidas ao gargalo dos frascos e ausência de rebarbas. De acordo com o gerente, a empresa possui 90% de participação no mercado de injeção/sopro da Europa e 60% nos Estados Unidos.
Cuca Jorge
IBS-70 sopra em um estágio frascos desde 5 até 250 ml

Entre os nichos com potencial de crescimento no País, Del Sole cita o segmento de leite. “Estamos visitando diversas usinas na tentativa de desenvolver o mercado de frascos com alça e capacidade para 2 litros fabricados em sopradoras reciprocantes.” Em janeiro a empresa lançou a Uniloy 750, máquina de um estágio (injeção, estiramento e sopro) para o processamento de PET. “Trata-se de equipamento de grande porte com capacidade para até 14 cavidades de 400 ml cada.”


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