PLÁSTICO BOLHA GANHA NOVAS APLICAÇÕES

O mercado de plástico bolha está em crescente ascensão. Prova disso é o desempenho apresentado pela Pronatec, empresa que lançou em 1997 o protótipo da primeira máquina para confecção de filmes plásticos com bolhas de ar desenvolvido com tecnologia nacional. Em apenas sete meses, Arildo M. Teixeira e Aroldo M. Teixeira Filho, seus proprietários comercializaram cinco máquinas formadoras de bolhas, modelo MBPR 1300, e esperam fechar o ano de 2001 com pelo menos mais quatro máquinas vendidas.

Para justificar o otimismo, Arildo conta que o mercado em questão é bastante promissor, pois o plástico bolha tornou-se um produto extremamente versátil na sua aplicação. “Hoje todo tipo de indústria vem usando o plástico bolha, porque além de ser um produto prático e útil, teve seu custo barateado em função da produção da máquina nacional, em detrimento do uso da tecnologia importada. Isso fez com que aumentasse a concorrência e o preço do plástico bolha caísse”, explica. 

São diversas as aplicações do produto. “À medida que esse tipo de embalagem vai ficando mais acessível, o pessoal vai diversificando seu uso. Encontramos o plástico bolha como isolante térmico para coberturas de residências e empresas, ou dentro de envelopes para acondicionamento de materiais frágeis como disquetes, bem como em sacolas de feira e até mesmo como proteção de calçados, substituindo o tradicional papel de seda”, comenta Aroldo. Segundo o empresário, trata-se de um produto de fácil manuseio que permite ao industrial um leque variado de opções de uso. 
Considerado o produto substituto do papelão ondulado, o plástico bolha, segundo Aroldo, só apresenta uma desvantagem em relação ao seu concorrente direto: o fato de não ser biodegradável. No entanto, ele defende o produto ressaltando que se trata de uma embalagem mais resistente e econômica, além, é claro, de ser reciclável. 
Formadora MBPR 1300 produz bolhas de 8 a 25 mm

Outra particularidade do produto refere-se ao peso. O plástico bolha é muito leve. Uma bobina de 100 metros pesa cerca de 5 quilos. Sendo assim, o seu fornecimento torna-se de caráter regional, pois como se trabalha com pouco peso e grandes volumes, a contratação de frete para seu transporte passa a ser caro. Daí a tendência à produção local. 

Em função dessa característica, Arildo faz um alerta: “os fabricantes brasileiros desse produto estão concentrados em sua maioria na região Sul e Sudeste do País”. Ou seja, ainda há muito mercado a ser explorado, principalmente nas regiões Centro-Oeste e Nordeste e no estado de Minas Gerais, onde, apesar da demanda, não existem produtores de plástico bolha.

Renata B. Pachione

 

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