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A Miotto mostrou sua gama de extrusoras com alto nível de acabamento em opções monorrosca e dupla rosca das séries EM03 e EM 2R para extrusão de perfis, bem como completa linha de roscas e peças usinadas. No final da feira pelo menos quatro máquinas do fabricante paulista haviam sido compradas pelos transformadores gaúchos.
Entre os sistemas de impressão destacou-se a linha de flexografia, com opção de quatro a oito cores da Fevaflex. A máquina impressionou os visitantes pela qualidade do ciclo de produção, combinada com a rapidez e o acabamento impecável do equipamento.
| Carlos Silva |
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| Injetora opera com baixo nível de emissão de ruídos |
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Também chamaram a atenção os modelos de cilindros laminadores, revestidos com níquel químico aplicado na área interna das peças, apresentados pela Dornbusch, de Guarulhos-SP. De acordo com a empresa, o processo desenvolvido nos Estados Unidos e Europa está entrando no Brasil com boa aceitação no mercado. O representante garante ainda que os cilindros oferecem uma série de vantagens, como a substituição dos tratamentos térmicos convencionais, que costumam produzir microfissuras em materiais laminados, adequando-se muito bem na manufatura de peças em PVC.
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A Primotécnica, um dos maiores fabricantes brasileiros de moinhos, apresentou uma linha completa com os modelos P2, P3 e o moinho granulador P4. Mostrou ainda os modelos PR e PTR, além dos aglutinadores APC.
Satisfação geral – Para o presidente do Simplas, João Francisco Müller, a feira surpreendeu em razão do número de visitantes. “De maneira geral os expositores ficaram satisfeitos com as vendas e o público com o que viu.” Conforme o presidente, apesar de ser a primeira, demonstrou qualidade das máquinas e equipamentos que estavam expostos. “Cabe-nos a tarefa de representar um setor cujo faturamento registrou um crescimento na ordem de 22% no último ano e que deverá superar os US$ 400 milhões neste ano, além de ter a responsabilidade por mais de sete mil empregos diretos.”
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Müller destacou o dinamismo do empresariado regional, com a introdução de modernos processos de produção que, integrados à qualificação da mão-de-obra, pesquisa e desenvolvimento de novos produtos com conceitos de qualidade, proporcionam melhores condições de competir e disputar mercados cada vez mais exigentes. Ele acrescentou que a região nordeste do Rio Grande do Sul é um grande pólo regional de transformação termoplástica, o que exigia a criação de um evento do porte da Tecnoplast. Para ele, o fato de os associados freqüentarem as feiras nacionais e internacionais é a prova de que havia uma demanda reprimida desse tipo de empreendimento no nordeste gaúcho.
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| Carlos Silva |
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| Müller: região carecia de um evento desse porte |
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Além disso, ressaltou que o sindicato tem compromisso firmado de promover a atividade econômica de Caxias do Sul. Müller destacou ainda a participação do Simplas em feiras internacionais do segmento, como a Brasilplast, em São Paulo; a K, na Alemanha; e a Plast, de Milão, na Itália, sem contar as diversas feiras de metal-mecânica, que também interessam pela larga oferta de máquinas e equipamentos. Segundo ele, pelo menos cem empresários do nordeste gaúcho se deslocam da região para conhecer as novidades tecnológicas e a atualização das matérias-primas mostradas nesses eventos, que posteriormente são incorporadas às suas indústrias.
O presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs), Renan Proença, saudou a realização da Tecnoplast, ressaltando a importância das indústrias de plástico, borracha, moldes e matrizes, na economia desta região do Rio Grande do Sul. “Isto acontece num momento de grandes desafios para o Brasil, quando torna-se imperioso contabilizar o necessário crescimento da economia com as restrições determinadas por fatores externos às empresas privadas.” Proença enfatizou que a atividade empresarial no País tem sido uma corrida de obstáculos. “A realização da Tecnoplast é a demonstração inequívoca da pujança desse setor industrial.” No entender de Proença, a contribuição deste setor, que cresceu 23% no ano passado e espera evoluir mais 10% no decorrer de 2001, tem uma relevante expressão social. “Em paralelo, a realização da Embaplast mostra a diversidade de segmentos, como a indústria de embalagens, e a Ecomundi demonstra a responsabilidade do empresariado, nem sempre percebida pela sociedade, no sentido da preservação e recriação ambiental.”
O presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Plástico(Abiplast), Merheg Cachum, aproveitou a ocasião para tratar dos problemas causados pelo corte de energia nas regiões Sudeste, Nordeste e Centro-Oeste que, “por irresponsabilidade das autoridades, ao invés de estarmos numa fase de crescimento, como vinha sendo registrado no início do ano, passamos a ter uma previsão pessimista para os próximos dois anos.” Cachum destacou que apesar dos esforços, sem energia é impossível fazer milagres. Por outro lado observou o passo importante na realização da feira em Caxias do Sul para o setor e a oportunidade da realização de bons negócios.
Como todo evento que envolve a participação de entidades sindicais, a Tecnoplast serviu também para levantar as bandeiras do segmento. No mesmo dia em que era inaugurada a feira, a cúpula nacional da Abiplast esteve reunida na capital da serra gaúcha. Reivindicações setoriais importantíssimas saíram dali. O aumento da alíquota de IPI de 5% para 15% para empresas optantes do Simples, isto é, micros e pequenas, revoltou os empresários. Eles se queixaram de não ter condições de competir com países como a Itália, onde tarifas diferenciadas foram adotadas para conceder padrão de competitividade a todos dentro do princípio da igualdade de oportunidades. Os empresários calculam que o impacto do novo IPI nos custos de produção já é de 11,5%. Por isso, da reunião da Abiplast, a principal reivindicação que será levada para Brasília será a aceleração da reforma tributária. Os representantes da indústria do plástico reclamaram que o governo federal acena com metas arrojadas de exportação, mas dita políticas que são um contra-senso em impostos.
Diante disso, a indústria de plástico brasileira tem sofrido com a concorrência de países como a Coréia do Sul e Taiwan, que facilitam a saída de seus bens de capital e de consumo para o mercado exterior, por intermédio de generosos subsídios. A outra queixa dos empreendedores refere-se aos financiamentos. Enquanto na Europa e nos EUA, uma máquina pode ser adquirida em prestações de até 20 anos, por aqui, os financiamentos oficiais ficam em cinco ou seis anos.
| Carlos Silva |
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| Para Madeira, segunda edição será 30% maior |
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Projeções para 2003 - Para 2003, quando for realizada a segunda edição, já se projeta um crescimento de 30% na área destinada aos expositores. Na avaliação do diretor da Fcem Feiras, Hélvio Pompêo Madeira, “o bom resultado de comercialização das diversas empresas que estiveram expondo e o número de visitantes até 30% acima do esperado, nos dá a certeza de ter feito um bom trabalho e a possibilidade de projetarmos uma feira maior que esta para daqui a dois anos”. Além da Tecnoplast, as duas feiras paralelas, a Embaplast e a Ecomundi, revelaram aos participantes a necessidade de aprimorar técnicas e conceitos com relação ao mercado de embalagens e os procedimentos anti-poluentes. Madeira revelou que a Tecnoplast foi a porta de entrada da Fcem no mercado de plástico. No ano passado, ele conheceu a diretoria do Simplas e da Associação Comercial de Caxias do Sul em eventos do segmento metal-mecânico. Madeira justificou o investimento, afirmando que a viabilidade econômica da Tecnoplast ficou evidente em uma pesquisa de mercado, mostrando que 70% da transformação termoplástica no Rio Grande do Sul estava localizada na região nordeste do Estado, cuja cidade-pólo é Caxias do Sul.
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A sinalização positiva de empresários brasileiros motivou os organizadores da Tecnoplast a projetarem vôos mais ousados. Eles planejam o lançamento internacional da edição 2003 durante a 15ª edição da K 2001, no final de outubro deste ano. Estão também recebendo sugestões para melhorar os pavilhões da Festa da Uva, ampliando o número de expositores. “Sem dúvida vamos ter muitos melhoramentos”. Ele já começou a planejar a próxima feira, ouvindo todos os expositores para saber onde deve mudar. Madeira projeta aumento de 30% no tamanho da II Tecnoplast.
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