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INDÚSTRIA DO PLÁSTICO TEM NOVA FEIRA NO SUL
Estréia reuniu 152 expositores, com nomes de peso de toda a cadeia fornecedora do transformador
e surpreendeu com visitação acima das expectativas
FERNANDO DE CASTRO
O Sindicato da Indústria de Material Plástico do Nordeste Gaúcho (Simplas) conseguiu a proeza de conceber o projeto e montar a primeira edição da Feira de Tecnologias para a Indústria do Plástico, Borracha, Moldes e Matrizes – a Tecnoplast – em apenas 70 dias. O resultado, segundo a organização do evento, a cargo da Fcem-Feiras, foi a presença de aproximadamente 13 mil espectadores, a grande maioria empresários, superando a expectativa inicial de 10 mil visitantes, entre 27 e 30 de julho, período de realização da feira. A Tecnoplast contou com 152 expositores, acomodados em 110 estandes, ocupando 4 mil m² do Pavilhão da Festa da Uva, em Caxias do Sul, berço da terceira geração termoplástica no Rio Grande do Sul e referência nacional na fabricação de moldes e peças de engenharia.
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Uma amostra expressiva da produção de máquinas, equipamentos, periféricos, componentes, resinas, pigmentos e reforços se fez presente e algumas empresas apresentaram sua última geração de produtos, como foi o caso da Polimarketing, que calcula responder por 25% do mercado distribuidor de resinas termoplásticas nos três estados do Sul (Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul), com previsão de comercialização para aproximadamente 30 mil toneladas, neste ano, já adicionados os 5% de crescimento projetados e descontados os prejuízos previstos pelo apagão na economia.
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| Carlos Silva |
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| Cerca de 13 mil pessoas circularam pela feira |
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A Polimarketing levou para a feira amostras de materiais produzidos pela Dow Química, Bayer, OPP e Unigel. Mas a estrela do estande foi a linha verde, denominada Green Plastics, que opera com resinas recicladas de alto desempenho. Segundo Luiz Henrique Hartmann, diretor da Polimarketing, a reciclagem mobilizou investimentos de mais de R$ 4 milhões, incluindo a importação de equipamentos da marca Erema, fabricados na Áustria.
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De acordo com Hartmann, os processos provenientes desse sistema permitem o reaproveitamento das resinas resultantes de refugo de material virgem em linhas de produção ou na segunda geração petroquímica. Ele garante que o polipropileno reaproveitado em seu sistema, excetuando uma pequena modificação de pigmentação, tem as mesmas propriedades da resina virgem. Atualmente, a Polimarketing movimenta 5 mil toneladas em resinas recicladas/ano.
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| Carlos Silva |
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| Hartmann: resina reciclada não perde as propriedades |
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Outra novidade apresentada pela empresa foi a resina micronizada em diversas cores. O material é utilizado em linhas de produção por rotomoldagem, empregada na fabricação de manufaturados plásticos em escalas maiores e ciclo de produção baixo, como caixas de água, carrocerias, brinquedos, entre outras aplicações, em que o consumo de resina gira ao redor das 80 até 2,5 mil toneladas/ano. Também a Coplasul exibiu um catálogo completo de commodities, uma demonstração de que os transformadores do Sul contam com um competente sistema de fornecimento das diversas matérias-primas.
| Carlos Silva |
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| Injetora chinesa incorpora PLC avançado |
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De qualquer forma, as principais estrelas da Primeira Tecnoplast foram as máquinas, equipamentos e periféricos. A Avanteplas, distribuidora das injetoras chinesas marca Haitian, só teve o que comemorar. O representante montou na feira um equipamento que está chegando ao Brasil e, em quatro dias, vendeu seis unidades a um preço médio de R$ 170 mil, cada uma. A Haitian monta injetoras na faixa das 300 kN de força de fechamento, com garantia total de dois anos para todos os componentes, inclusive o PLC de última geração com tecnologia Pentium, incorporado ao equipamento.
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A Himaco levou uma injetora de 1.300 kN de força de fechamento, a mesma lançada na Brasilplast 2001. Com acionamento hidráulico, o equipamento incorpora cabeçote de ciclo rápido, bomba dentro do tanque de óleo, cinco pontos de fechamento, sendo considerado um modelo muito rápido com baixo nível de emissão de ruídos.
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No segmento de extrusão destacaram-se as máquinas apresentadas pela Oryzon, de Joinville-SC, e pela Miotto, de São Bernardo do Campo-SP. A empresa catarinense aproveitou a Tecnoplast para mostrar em primeira mão uma extrusora impecavelmente construída com tecnologia de ponta alemã. De acordo com o sócio diretor da empresa, Carlos Ribeiro, a máquina adapta-se ao processamento de qualquer tipo de resina, empregada na fabricação de tubos, perfis e filmes, podendo utilizar sistemas de monorrosca e as diversas variações de dupla rosca. A Oryzon oferece ainda uma linha completa de periféricos, como mesa de calibração, puxador, cortador e mesa de tiragem. Equipamentos da marca Oryzon são encontrados em linhas de produção da Fortilit, Tubos e Conexões Tigre, Akros, entre outros gigantes da indústria termoplástica nacional, garante o empresário. O equipamento agradou tanto que foi vendido por R$ 190 mil, no segundo dia da feira, a um transformador do Sul do País, que preferiu permanecer no anonimato.
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| Carlos Silva |
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| Ribeiro (esq.) investe com tecnologia de extrusão alemã |
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