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Novas tecnologias – A atratividade do mercado brasileiro para os investimentos internacionais em masterbatches constitui aspecto inegável. A atuação da Holland Colours, considerada líder mundial no mercado de concentrados de cor para a indústria do PVC rígido, com matriz instalada na Holanda e unidades produtivas nos Estados Unidos, Hungria, México e no Brasil, em Pinhais, na região metropolitana de Curitiba-PR, revela o grande interesse da empresa em fincar raízes em solo brasileiro e participar das novas demandas, com desenvolvimentos específicos para aplicações em tubos, conexões, perfis, calhas, cercas, revestimentos externos, entre outros produtos destinados ao mercado da construção civil. “Atuamos há muito tempo no País e viemos para ficar”, informou com entusiasmo Rudy Groot, gerente geral da subsidiária brasileira, a Holland Colours Sudamérica.
Para acentuar a participação da empresa nos mercados do PVC e do PET, em acompanhamento à tendência de busca de novas alternativas que possam promover a substituição dos estabilizantes à base de chumbo por estabilizantes à base de estanho ou cálcio/zinco, foi desenvolvida uma linha de produtos especiais, isentos de metais pesados, nas formas de microesferas (Holcobatch) e de grânulos (Holcoprill), sendo estes últimos bastante demandados na produção de garrafas opacas, bem como de chapas de PET.
Muito utilizadas na produção de frascos para o setor farmacêutico, de acordo com as normas da United States Pharmacopeia (USP), as microesferas desenvolvidas pela empresa apresentam pontos de fusão adaptados às necessidades dos clientes.
Entre os concentrados que visam atender ao mercado de embalagens do setor cosmético, destacam-se as cores com efeitos especiais, como as peroladas, além de uma gama de aditivos, como absorvedores de UV, desenvolvidos na forma de microesferas, para aplicações em garrafas para bebidas e óleos comestíveis. Há ainda microesferas de alta concentração de pigmentos e que possibilitam baixas dosagens, como as da linha Holcomax, especialmente indicadas para aplicações na indústria de reciclagem.
O compromisso de inovar na área de coloração do PET resultou no desenvolvimento de novo sistema (Holcolíquido) que vem apresentando grande aceitação no setor de embalagens, e forte consumo em garrafas e frascos. Trata-se de linha colocada no mercado em comodato e que abrange tanto o produto, de consistência pastosa, como os equipamentos destinados à dosagem, ou seja bomba e pré-misturador, sendo este último um recurso opcional. “Temos ainda como o nosso mais novo desenvolvimento o pigmento líquido na cor âmbar, para garrafas de cerveja, o qual é considerado o sistema de pigmentação mais confiável e com o melhor custo de coloração”, afirmou Groot.
Embora as principais linhas de produtos estejam concentradas em dispersões de pigmentos em forma líquida (pastas), para PET, poliuretano, PVC flexível, entre outras resinas, e em pigmentações sólidas para aplicações em PVC rígido, PET, náilon etc., a empresa ainda oferece produtos para selantes de silicone e policarbonatos.
A aquisição de novos equipamentos também deverá propiciar significativos aumentos na capacidade produtiva da unidade brasileira. “Estamos expandindo nossa capacidade ainda neste ano, principalmente para atender à demanda das aplicações em PVC”, informou Groot. Por enquanto a fábrica brasileira é responsável pela produção da linha de microesferas para aplicações em PVC. No futuro, novas linhas poderão ser introduzidas na produção nacional.
A Daicolor do Brasil, empresa do grupo Dainichiseika, com sede em Tóquio, detentor de 19 fábricas no Japão, além de 22 escritórios comerciais e 26 filiais instaladas em várias parte do mundo, também já traçou planos de expansão para a unidade brasileira, prevendo aumentos de capacidade e diversificação na linha de produtos.
A fábrica local, instalada em Diadema-SP desde 1980, opera com masterbatches em pó, pellets e microesferas, abrangendo uma linha de concentrados especialmente desenvolvida para o segmento de fios e cabos. Segundo a gerente de marketing da empresa, Toshiko Yokote, o mercado brasileiro pode ser estimado em torno de 35 mil toneladas/ano e está apresentando maior demanda para o emprego de masterbatches líquidos, em especial nos setores da transformação que operam com grandes volumes, equipamentos de altíssima velocidade, e que não requerem variações de cor. Em setores nos quais se requer diversificação de cor, a demanda, porém, continua se impondo pelos produtos granulados.
| Cuca Jorge |
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| Marcondes acha os líquidos mais eficientes |
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Produtividade com líquidos – Inclinado a empregar masterbatches líquidos para dar início a partir de setembro à produção local de revestimentos externos em PVC, o gerente de produção da Madex, Marcello Caio Marcondes, associa a esse tipo de produto a vantagem de poder ser dosado diretamente na própria extrusora, além dos ganhos de maior eficiência que serão obtidos na padronização da cor e que se iniciam com a homogeneidade da mistura, tendo prosseguimento com a maior garantia de reprodução das tonalidades, seja qual for o lote.
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As linhas atuais em operação na fábrica de Diadema-SP, projetadas para a produção de perfis, calhas, rufos e forros em PVC, empregam masterbatches em pó e em pellets. Mas a produção da nova linha de revestimentos externos contará com equipamentos novos, inclusive uma linha de extrusão de dupla rosca recém-importada.
De grande aceitação no mercado norte-americano, onde alcançam participação de 44%, desempenho bem superior ao da madeira (39%), ou da alvenaria (14%), os revestimentos externos para paredes e fachadas, só agora começam a despertar maior interesse no mercado local, perante a possibilidade desses materiais ficarem expostos ao sol sem sofrer variações quanto à cor ou qualidade.
Quanto às possibilidades das várias tecnologias voltadas à coloração de compostos para extrusão de PVC, Marcondes considera como ocorrência das mais comuns o fato de os transformadores tradicionalmente pigmentarem os compostos no próprio mixer.
“Essa é a forma que encontram para obter a melhor absorção do pigmento em pó pela resina. Porém, como a dosagem do pigmento tem de ser uma constante na formulação do composto, e se não houver uniformidade na cor entre os diferentes lotes, as peças e produtos transformados também não apresentarão cores exatamente iguais entre diferentes lotes”, considerou o gerente.
Outra forma de pigmentar os compostos é utilizar dosadores para masterbatches em pó, acoplando-se os equipamentos na extrusora. “Com o uso de dosadores, podem ser efetuadas correções nas dosagens e, dessa forma, obter-se a uniformidade de cor”, afirmou.
O emprego desses equipamentos é especialmente indicado, segundo ele, para os casos em que se torna absolutamente necessário respeitar padrões e especificações relativas a cor, para evitar problemas futuros com os clientes ou a necessidade de “retrabalhos”. Além disso, explica Marcondes, com seu uso evitam-se também as paradas de máquina para limpeza do mixer durante as trocas de cor para a produção a partir de outro lote de composto, fabricando-se basicamente compostos sem pigmentos, os quais poderão receber as cores necessárias durante o processo de fabricação do produto.
Segundo lembra Marcondes, esse sistema somente não é recomendado quando forem adicionados masterbatches brancos, com alto teor de dióxido de titânio, pelas dificuldades de absorção. “Nesses casos podem ser utilizadas as microesferas que se liquefazem em baixa temperatura, bem como os pigmentos líquidos que possuem as mesmas características”, considerou ele. Essas tecnologias permitem ao transformador trabalhar com variações de tonalidade inferiores a 5%, e que, em geral, não serão captadas pelho olhar humano.
Preferência por microesferas – A substituição de masterbatches em grânulos por microesferas ocorrida há cerca de três anos junto ao setor de produção de frascos em PET, destinados às indústrias cosmética e farmacêutica da Alusuisse, empresa do grupo Alcan Packaging, de Diadema-SP, é avaliada como bastante positiva.
“Dosamos as microesferas em conjunto com os grânulos de PET, empregando menores percentagens do produto e não incorremos em qualquer tipo de variação quanto à cor”, opinou Rui Gonçalves Vicente, responsável pela área de desenvolvimento de matérias-primas e decoração da empresa.
Os custos decorrentes do emprego dessa tecnologia, segundo ele, são maiores, mas há compensação pelo menor consumo em relação aos masterbatches convencionais. Por enquanto, a mudança está restrita ao processamento do PET, mas são estudadas novas possibilidades tecnológicas para a coloração de PEABD, PEAD e PP, as quais estariam associadas à melhor produtividade.
Em se tratando de frascos para acondicionar produtos da indústria farmacêutica, explicou Vicente, qualquer tipo de alteração demanda um certo tempo e tem de ser submetida à aprovação dos clientes. “Estamos de modo geral sempre abertos às inovações formuladas pelos fabricantes de masterbatches”, acrescentou ele, antecipando que no próximo mês deverá colocar em teste masterbatches na forma líquida e avaliar seus resultados.
ESCOLHA REQUER DIVERSOS CUIDADOS
O transformador pode escolher masterbatches em cores padronizadas, ou optar por uma nuance personalizada, desenvolvida e ajustada ao seu produto. Mas, para melhor embasar suas compras, fazer escolhas adequadas às suas reais necessidades, é importante não só conhecer os vários tipos de concentrados, como poder testá-los nos seus próprios equipamentos e condições de processamento, pois tanto os concentrados de cor, como os aditivos, são projetados pelos fabricantes para condições determinadas, não se podendo ultrapassar os limites de resistência térmica. Também é desanconselhável realizarem-se mudanças no fornecimento das resinas, sem que o transformador antes verifique se o processo estará isento do indesejável risco de que ocorram alterações na tonalidade da cor do material transformado. Assim, adotar cuidados para melhor proceder à escolha do masterbatch apropriado à cada condição é mais do que uma necessidade, em virtude das várias possibilidades oferecidas por esses insumos.
Existem no mercado concentrados granulados, em pó, e universais, entre outras formulações mais recentes, como os masterbatches líquidos e/ou de constituição pastosa. Segundo orientações técnicas divulgadas pela Cromex Brancolor, os concentrados granulados contam com várias etapas de fabricação. Sendo formulados a partir de corantes, veículo polimérico e aditivos auxiliares de processo, são pesados em balanças de alta precisão, misturados à resina, e dosados manualmente ou por intermédio de dosadores especiais, para que possam ser incorporados ao polímero por fusão, ocorrendo a plastificação e o cisalhamento (atrito) da mistura, de modo a se obter uma perfeita homogeneização e dispersão dos corantes e aditivos.
Para o cumprimento de todas essas etapas, responsáveis pela fabricação dos masterbatches na forma de grânulos, são necessários equipamentos como bamburys, misturadores contínuos, extrusoras de dupla rosca, incorporadores de alta rotação, entre outros, promovendo-se a extrusão/granulação diretamente no equipamento de incorporação ou numa extrusora convencional.
Os masterbatches granulados são associados à fácil dosagem e manuseio, contando ainda com elevado poder de tingimento, permitem trocas de cores rápidas e carregam consigo a vantagem de não interferir nas propriedades do produto final. Os concentrados em pó, ou dry-blends, constituem-se de corantes, veículo dispersante e não-aglomerantes, além de aditivos, sendo pesados, misturados e submetidos à dispersão efetuada a seco e por atrito mecânico em equipamentos especiais.
Projetados para envolver e aderir uniformemente ao polímero de aplicação, esses masterbatches são indicados para aplicações em resinas também na forma de pó, permitindo que sejam agregados altos teores de corantes, porém, apresentando menor capacidade de dispersão de corante com relação aos concentrados granulados.
Já os concentrados denominados universais, são formados por corantes, veículo dispersante/aglomerante, aditivos e, após pesagem e mistura, são submetidos à fusão, plastificação e cisalhamento da mistura por atrito, sendo aglomerados por resfriamento e atrito da mistura. São compatíveis com várias resinas, mas, de acordo com observações da Cromex Brancolor, a cor natural das resinas poderá eventualmente interferir na cor do produto final, podendo também o veículo aglomerante causar interferências nas propriedades do produto final.
Aspecto igualmente importante para o transformador está relacionado com os recursos oferecidos pelos equipamentos e às condições do processo de transformação. Conforme orientado pela área técnica da Cromex Brancolor, máquinas com poucos recursos, tais como injetoras de pistão, exigirão masterbatches mais específicos, com forma física mais favorável para a mistura e a distribuição da cor. Além disso, cada processo de transformação tem suas próprias características e exige concentrados de cor com propriedades específicas.
Assim, a extrusão de multifilamentos para a produção de carpetes, por exemplo, exige que o concentrado apresente excelente dispersão dos corantes, e elevada fluidez, superando a elevada fluidez da própria resina comumente utilizada nesse tipo de processo.
O sopro de frascos em máquinas com cabeçotes não-universais poderá apresentar a possibilidade de acúmulo de material em determinadas áreas do molde, podendo acarretar a degradação dos corantes, caso não estejam termicamente estabilizados. Em linhas gerais, o fabricante recomenda ao transformador o conhecimento da temperatura máxima alcançada no processo.
Em se tratando de injeção em processo intermitente, o moldador também deverá apresentar a informação sobre o tempo de permanência da mistura sob determinada temperatura, visando ter a possibilidade de empregar um concentrado de cor com estabilidade térmica apropriada às suas condições de processo.
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