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SETOR MODERNIZA PARQUE INDUSTRIAL E DIVERSIFICA A PRODUÇÃO
Sem medo de investir em atualização tecnológica, fabricantes ganham produtividade e oferecem famílias de produtos mais diversificadas
ROSE DE MORAES
Amodernização do parque industrial responsável pela produção de masterbatches no País foi retomada, antes mesmo de poder-se resolver os reveses da crise de energia, cujos efeitos ainda serão avaliados. Mesmo suscetível à desvalorização no câmbio e à conseqüente elevação de custos de insumos quando importados, o segmento promoveu investimentos para elevar sua capacitação tecnológica, fato que já começa a se refletir sobre a oferta, mais ampla e diversificada, envolvendo concentrados em grânulos e microesferas, além de formulações líquidas.
Mesmo sob o prognóstico de que haverá menor rentabilidade, detectam-se vários planos promissores incidindo sobre a produção. Graças à compra de novas linhas de extrusão de dupla rosca, bem como de periféricos, os fabricantes de masterbatches contam com aumentos de escala e estimam que o consumo possa chegar neste ano ao volume de 75 mil toneladas.
Assim, o nível de atividade projetado para 2001 repercutiu positivamente para o desenvolvimento de novas fórmulas que pudessem atender às demandas dos setores de embalagens, calçadista, automotivo, fios e cabos etc.,entre outras aplicações onde a cor se alia à qualidade e é considerada elemento-chave para oferecer personalidade às marcas, aos filmes e moldados, sejam injetados ou soprados.
Segundo a avaliação de técnicos do setor, os masterbatches direcionados aos mercados das poliolefinas continuam imbatíveis em vendas, observando-se grandes volumes na demanda do setor de embalagens. Não obstante venham aumentando as aplicações de masterbatches líquidos em segmentos como o do PET e, mais recentemente, registrem-se avanços em setores do PVC, os grânulos sólidos cilíndricos são os mais comercializados nos mercados das commodities em PE, PP e PVC.
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Para arriscar alguns números, a demanda total brasileira por masterbatches neste ano, segundo avaliações de mercado feitas pela Termocolor, estaria distribuída entre 30.750 toneladas para as aplicações em PE; 14.250 toneladas, para emprego no PVC; 10.250 toneladas, para o consumo do PP; 7.500 toneladas sendo destinadas ao PET; e 6 mil toneladas seguindo para o PS.
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| Cuca Jorge |
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| Consumo de concentrados deve atingir 75 mil t neste ano |
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Cabos na mira – Um dos campos mais promissores para a efetivação de novos negócios na área das cores é sinalizado por novo desenvolvimento da Basf, que está lançando no País a linha de masterbatches para cabos de fibras ópticas, bem como para os tubos condutores desses cabos. “Os novos masterbatches tiveram comprovados em testes elevado desempenho quanto à solidez, intemperismo e processamento”, afirmou Michael Hepp, diretor regional da Basf para os negócios com masterbatches e outras áreas de mercado.
| Divulgação |
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| Hepp aposta nos cabos para fibras ópticas |
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Considerada líder no fornecimento global de masterbatches para multifilamentos e fibras e das aplicações de alta tecnologia, até porque fabrica suas próprias matérias-primas, como os pigmentos, a Basf desde 1999 incorporou à área de negócios com masterbatches os segmentos de sopro, injeção e filmes, passando a atuar tanto no campo das especialidades como no das commodities, com maior força de produção e vendas locais pela atuação de duas unidades de fabricação. Uma delas está instalada no complexo industrial da empresa, em Guaratinguetá-SP, e a outra opera terceirizada em Jandira-SP.
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Outro indicador de que os negócios tendem a frutificar é observado na Clariant. A líder mundial no campo das especialidades químicas investiu mais de um milhão de dólares na compra de máquinas e equipamentos e deverá ativar a partir deste ano a produção local de masterbatches para elastômeros.
A fabricação do novo produto será implementada na unidade da empresa em São Paulo, somando-se à linha convencional de granulados fabricados no País, compatíveis com ampla diversidade de resinas commodities, à base de PP, PS, PE, PVC, EVA e PET.
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“O mercado brasileiro está requerendo masterbatches para borrachas”, considerou o gerente de negócios da área, Rogério Zerino. O novo produto encontra-se em fase de testes junto a uma grande empresa do setor calçadista, para aplicações em solados e tênis coloridos feitos com o uso desse tipo de componentes de grande aceitação nos mercados interno e externo.
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| Cuca Jorge |
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| Zerino vê crescimento no setor de borrachas |
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Para o diretor da divisão masterbatches da Clariant, Sérgio Mastrorosa, a linha de produtos se ajusta perfeitamente às necessidades de coloração e qualidade técnica dos diferentes segmentos em que a empresa atua, como embalagens, fibras, fios e cabos e calçados.
Segundo ressalta, porém, 70% das vendas são geradas por pedidos de formulações específicas, feitas sob medida para os clientes. “Graças a uma base tecnológica de última geração e à larga experiência no mercado e a uma rede global integrada para o atendimento, podemos desenvolver rapidamente produtos para quaisquer necessidades, esteja o cliente onde estiver e seja qual for a singularidade da aplicação”, afirmou o diretor.
Presente em mais de 60 países e com sede na Suíça, a produção de masterbatches na Clariant abrange quaisquer polímeros, envolvendo todo o vasto campo das poliolefinas até os fluorelastômeros. Só a unidade brasileira tem catalogadas mais de 10 mil cores e são preparadas cerca de 200 novas nuances a cada mês, mantendo-se sob registro para os clientes sobre toda a gama de formulações desenvolvidas nos últimos quatro anos.
Desde 1997, o crescimento local vem sendo fomentado. Mas, nos últimos dois anos, maiores esforços foram concentrados na compra de cinco novas extrusoras de dupla rosca, visando aprimorar os recursos da fábrica e subsidiar o desenvolvimento de novos produtos em laboratório. O propósito, conforme revelado na Brasilplast 2001 pelo vice-presidente para as Américas da Clariant, John Clarke, é unificar as tecnologias em todas as unidades de produção.
Acordo para crescer – O comportamento da Cromex Brancolor, líder nacional do mercado de masterbatches, também sinaliza aumentos de escala e novos patamares tecnológicos advindos da parceria recém-firmada com a Chroma Corporation, dos EUA., e a Lifocolor Farben, da Alemanha.
“Atenderemos ao mercado com o fornecimento de masterbatches para as empresas que possuem unidades de produção em diversos países, aumentando a velocidade do intercâmbio de tecnologias e apoio regional, possibilitando a eficácia no atendimento da demanda de produtos, serviços e desenvolvimentos globalizados”, afirmou o diretor presidente da empresa, Sérgio Wajsbrot.
A confiança no desempenho do mercado brasileiro é grande também ao Sul do País, em empresas como a Beplast. Em São Leopoldo-RS, onde tem planta industrial instalada em área de 1.600 m² há dez anos, foi acertada neste ano a compra de três novas extrusoras de dupla rosca. “Nossa intenção é tornar mais ágil a produção e obter ganhos de operacionalidade”, informou Corinto Debem, diretor comercial da Beplast.
Os equipamentos importados deverão chegar em agosto. Entre eles há duas extrusoras, uma com capacidade de produção para 50 kg/hora e outra para 350 kg/hora, as quais serão instaladas em São Leopoldo. O maior equipamento, no entanto, uma extrusora com capacidade para até 500 kg/hora, terá como destino o município de Sobral, no Ceará, onde a empresa instalou filial há três anos, e deposita as maiores e melhores perspectivas de crescimento da demanda, seguindo a clássica estratégia de ir ao encontro dos clientes, no caso, poder abranger todos os clientes do Nordeste do País, tendo como ponto de partida os fornecimentos feitos para uma das maiores empresas do setor calçadista, a Grandene.
“Um dos nossos maiores motivadores para desenvolver a linha de masterbatches color rubber foi, sem dúvida, o setor calçadista, mas as possibilidades podem ser ampliadas para outras aplicações, como a coloração de artefatos e peças técnicas do setor automotivo”, considerou Debem.
Detentora de moderna tecnologia de produção de masterbatches em grânulos para PP, PE, PS e ABS, mercado que abraçou há pouco mais de dez anos, a Macroplast destina boa parte do que produz para as indústrias de eletrodomésticos, envolvendo principalmente os fornecimentos para a linha branca e para embalagens em geral, com aplicações mais intensas nos setores de copos descartáveis e sacolas plásticas.
Para expandir os negócios nos campos dos masterbatches e compostos, a Macroplast firmou parcerias com fabricantes de resinas e matérias-primas locais e importadas. A empresa opera duas unidades posicionadas bem próximas dos grandes centros de transformação do País. Uma delas está instalada em São Bernardo do Campo-SP e opera com extrusoras de dupla rosca, mas, até o final deste ano, deverá ser inaugurada a nova unidade fabril de Indaial-SC, há quase dois anos servindo de centro de distribuição para Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul, uma vez que a empresa, além de fabricante, é responsável exclusiva pela distribuição de produtos da Basf e revendedora do polipropileno da Polibrasil, sendo considerada uma das pioneiras em serviços de tingimento de materiais plásticos, pela atuação ao longo de mais de 30 anos.
| Cuca Jorge |
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| Hungaro aposta no aumento das vendas para o Mercosul |
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“A unidade de Indaial abrigará equipamentos de última geração importados da Alemanha e que já se encontram no Brasil, além do Centro Tecnológico de Pesquisa e Desenvolvimento de Compostos e Masterbatches, colocando-nos mais próximos dos países do Mercosul, para a efetivação de exportações”, informou o gerente comercial da Macroplast, Moacir Hungaro.
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Com os aumentos de escala de produção previstos a partir da entrada em operação dos novos equipamentos, a empresa deverá crescer em participação no mercado de masterbatches para commodities. “As parcerias firmadas com fornecedores e os ganhos de produtividade permitirão que nossos produtos sejam oferecidos a preços extremamente competitivos”, complementou Hungaro.
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Os países do Mercosul também estão na mira da Termocolor. O fabricante sediado em Diadema-SP, por ora, estuda a aquisição de periféricos de ponta, para equipar melhor a fábrica e dar continuidade à produção de masterbatches de PP, PE, ABS, EVA e SAN, além de compostos de PP e PE, ABS e PC, com cargas minerais, fibras de vidro, proteção UV, retardantes à chama, antiestáticos e antifibrilantes. Na opinião da diretora Emanuela M.Bottasso, “qualquer ampliação dependerá da disponibilidade atual e futura de energia elétrica”.
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| Cuca Jorge |
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| Emanuela: racionamento de energia emperra expansão |
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PERIFÉRICOS GARANTEM PRECISÃO
ÀS DOSAGENS |
As aplicações de masterbatches na forma de microesferas, também conhecidas como micropellets ou micro-grânulos, são facilitadas pelo emprego de dosadores, que visam, sobretudo, garantir alta precisão e confiabilidade aos processos, contribuindo para a homogeneidade da cor apresentada no produto final.
A Rax Representações, coligada à Rax Service, de Diadema-SP, introduziu recentemente no mercado brasileiro o dosador volumétrico da marca Plast-Equip, modelo RDV. Com acionamento pneumático, o equipamento promove as dosagens em volumes padrão de masterbatches em relação a uma quantidade fixa de material principal. Na opinião do representante, esse tipo de dosador, de fabricação nacional, representa alternativa entre os dosadores gravimétricos de custo mais elevado e os dosadores volumétricos convencionais com sistema de rosca.
O equipamento não requer conexão elétrica com a máquina de processo. Na câmara de mistura, o masterbatch e/ou o aditivo e o material principal são dosados individualmente. Possui ainda um misturador mecânico para garantir a homogeneidade da mistura e evitar a eventual separação entre os componentes após a dosagem.
Como todos os equipamentos congêneres, esse tipo de dosador requer calibração, mas pode ser empregado sobre máquinas de produção variável, sem que sejam necessários ajustes ou conexões com a rosca da máquina. A nova linha dispõe de dois modelos: RDV-180, com capacidade de mistura para até 180 kg/hora e RDV-360, para até 360 kg/hora. As porcentagens de aditivos e/ou masterbatches variam entre 0,5 e 9,5%. Em conjunto com alimentador automático e válvula proporcional, também podem constituir opção para automação.
Outra novidade para esse mercado vem da By Engenharia, com fábrica em São Bernardo do Campo-SP. Em parceria com a norte-americana Gala Industries, a empresa está fabricando localmente um sistema de peletização imerso em água, conhecido como corte na cabeça, para aplicações em polímeros, compostos e masterbatches.
Com o emprego de diferentes opcionais, a tecnologia permite a produção de grande variedade de tamanhos de pellets, desde micropellets de 0,5 mm e menores, até pellets convencionais de 3,21 mm e maiores em diferentes bases termoplásticas. Pelo acordo estabelecido com a Gala, os equipamentos com capacidade de até 1.000 kg/hora são fabricados no País e acima dessa faixa, importados dos Estados Unidos.
Entre as etapas envolvidas na operação, o polímero fundido é forçado atravessar matriz de precisão, com furação circular, onde é cortado por um conjunto de facas rotativas e solidificados pela água que passa pela câmara de corte. Transportados até um secador centrífugo, grãos e água são separados, sendo que a água retorna ao tanque onde será filtrada, pressurizada, resfriada ou aquecida, para retorno ao sistema.
A By Engenharia já é bem conhecida do mercado brasileiro pela representação das camisas e roscas bimetálicas para extrusoras e injetoras fabricadas pela norte-americana Xaloy Inc. Para resistir ao desgaste, os componentes podem ser confeccionados com uma liga à base de carbetos de tungstênio, aconselhada para casos extremos, como o processamento de PA com fibras, baquelite, PVC, masterbatches, compostos, entre outros. |
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