 |
De acordo com os padrões Veka, a fabricação dos perfis é feita com base na norma DIN 16.830, relativamente a “Perfis de janelas altamente resistentes ao impacto” e na norma UNE 53.360 sobre “Perfis de PVC não plastificados para a confecção de portas e janelas suscetíveis de uso em intempéries” , sendo também freqüente a utilização de EPDM (monômero de etileno-propileno-dieno) e do terpolímero acetileno-propileno (APTK), desenvolvidos a partir de borracha sintética, e resistentes aos raios UVA, salitre, ozônio e poluição ambiental, para a confecção das juntas de estanqueidade e envidraçamento.
|
Demanda cresce – As evidências de crescimento estão em toda parte. E a depender da maior produtora de resinas de PVC da América Latina, a participação do PVC no mercado global de janelas deverá mesmo aumentar nos próximos anos. “Nossa meta é disponibilizar as janelas em PVC em todo o território nacional, facilitar o acesso dos especificadores e engenheiros aos produtos e alcançar no prazo de cinco anos 10% de crescimento ao ano”, disse Luciano Nunes, gerente de desenvolvimento da Trikem, subsidiária da OPP Química, e presidente do Cediplac – Centro de Desenvolvimento e Documentação da Indústria de Plástico para Construção Civil. |
| Cuca Jorge |
 |
| Nunes
projeta para o mercado nacional avanço de 10% ao ano |
|
O mercado de perfis consumiu mil toneladas de PVC em 2000. Deverá absorver 1.800 t neste ano, mas o alcance dos propósitos tem outros alicerces, como prestar apoio, suporte financeiro e tecnológico à Associação dos Fabricantes de Perfis de PVC para Construção Civil, inclusive prevendo a continuidade do programa de qualidade de janelas e portas de PVC, do Cediplac. Outra prioridade é estender ao máximo o conhecimento sobre o desempenho desses produtos aos profissionais da construção e usuários.
“A produção no Brasil já pode suportar grandes aumentos da demanda, assim como atender às mais diversas tipologias de janelas para satisfazer qualquer tipo de projeto”, considerou Nunes.
No momento, surgem grandes oportunidades de negócios para empresários que desejam atuar na montagem de esquadrias e, nesse sentido, o Cediplac deverá firmar convênio com escolas técnicas, como cursos do Senai – Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial, visando preparar e qualificar instaladores especializados, para atender às necessidades de instalação e assegurar a manutenção da qualidade do desempenho das esquadrias.
“Janelas cuidadosamente fabricadas por processos industriais, e que atendem às normas e padrões técnicos, não podem sofrer o risco de ter uma deficiente instalação, pois isso pode comprometer todo o trabalho da indústria e a qualidade dos produtos”, afirmou Nunes.
A conformidade das portas e janelas em PVC é assunto que está em pauta desde 1989. Nesse ano foi criado o programa setorial, pela ação conjunta da Associação Brasileira dos Fabricantes de Perfis de PVC para Esquadrias (Afap-PVC), empresas fornecedoras de matéria-prima (Trikem e Solvay), Abivinila – Associação Brasileira dos Produtores de Resina de PVC, Cediplac e Tesis – Tecnologia de Sistemas em Engenharia, sendo esta última a gerenciadora técnica do programa.
Dentro das atividades são elaboradas instruções normativas, especificações de perfis de PVC para caixilhos, instalação, padronização e métodos de ensaio. Os documentos normativos são validados por ensaios realizados em laboratórios externos, laboratórios dos fabricantes de perfis e laboratórios dos fornecedores da resina de PVC.
Os ensaios de qualidade podem verificar a temperatura de amolecimento Vicat, de acordo com a NBR 7139:1980; a densidade; a estabilidade de aspecto ao calor; a estabilidade dimensional; a resistência ao impacto; a energia média de impacto, de acordo com a NBR 9564:1986; a soldabilidade; a estabilidade da cor; a avaliação de durabilidade, entre outros. Há ensaios específicos para checar a qualidade do composto, relativamente à densidade aparente, temperatura de amolecimento Vicat (NBR 7139 - Método B) e teor de cinzas.
Cadastrado junto ao Programa Brasileiro de Qualidade e Produtividade da Construção Habitacional, coordenado pela Secretaria Especial de Desenvolvimento Urbano da Presidência da República, esse programa pode ser consultado no site: http://www.pbqp-h.gov.br e por seu intermédio são realizadas auditorias junto aos fabricantes, verificando-se o atendimento aos requisitos estabelecidos pelas normas, consideradas adicionais ao projeto de Norma 10821/2000, em fase de publicação pela Associação Brasileira de Normas Técnicas–ABNT, e que, em linhas gerais, estabelece parâmetros de comportamento mecânico para os materiais.
O interesse pela filiação à Associação Brasileira dos Fabricantes de Perfis de PVC para Construção Civil (Afap-PVC), entidade sediada em São Paulo-SP, e que congrega oito associados, é crescente, segundo confirmou o presidente da entidade José Carlos Rosa, também diretor comercial da Medabil Tessenderlo, joint venture firmada entre os grupos Medabil e Tessenderlo Chemie (belga), que adquiriu recentemente as instalações industriais do grupo Amanco (Fortilit), no município de Extrema–MG, cuja fábrica, com capacidade para processar 27 mil toneladas anuais de composto de PVC, aliada às produções das unidades de Porto Alegre e de Recife–PE, posicionam o grupo em patamares de gigantesca produção para o mercado brasileiro.
|
TRIKEM PUBLICA OBRA SOBRE O USO DO PVC EM JANELAS |
Para melhor difundir o conhecimento sobre as esquadrias de PVC entre construtores, especificadores de material, projetistas, arquitetos e engenheiros, a Trikem patrocinou recentemente a edição de publicação intitulada “Esquadrias de PVC”.
Em tiragem de 97 mil exemplares, a obra tem distribuição gratuita, é bem ilustrada e reúne vários temas trazendo à tona todas as possibilidades e vantagens relacionadas com a escolha do produto para compor todos os tipos de projeto, envolvendo a criação de fachadas e ambientes internos.
Pontos como baixo índice de propagação de chamas, de acordo com a norma NBR 9.442, capacidade de resistir à luz solar, maresia, fungos, bactérias, brocas, cupins, poluentes atmosféricos etc. são esclarecidos nessa edição.
Em 50 páginas de denso conteúdo, a Trikem reafirma sua postura empresarial de dar prioridade à pesquisa e desenvolvimento de seus produtos. De forma didática, revela-se o que é PVC, como se faz a extrusão dos perfis e a montagem dos caixilhos, informando-se ainda quais são os vários tipos de esquadrias disponíveis no mercado e como proceder à especificação adequada para otimizar ganhos com o isolamento propriciado pelos perfis.
Entre os tópicos há um dedicado a “Solicitações Mecânicas e Segurança Frente às Cargas de Vento”, apresentando tal ocorrência da natureza como a mais importante solicitação mecânica para a análise de qualidade das esquadrias, tendo em vista que uma janela não deve apresentar problemas de funcionamento ou estanqueidade devidos à ação dos ventos.
Um dos capítulos é dedicado aos projetos de instalação de esquadrias de PVC em ambientes agressivos e outro enfatiza as qualidades do material no atendimento das condições de habitabilidade exigidas pela NBR 10.821, no que se refere à estanqueidade, higrotemia (isolamento térmico e condensação), ventilação, iluminação, acústica etc.
Em complemento são intensificados os informes técnicos sobre a resina de PVC Norvic SP 1000, destinada à extrusão de perfis para a composição de janelas. Com controle de qualidade lote a lote, esse homopolímero apresenta elevada porosidade, bem como perfil granulométrico estreito e uniforme, características que visam oferecer maior estabilidade térmica durante o processo de transformação. |
| Cuca Jorge |
 |
| Perfis de PVC garantem isolamento termoacústico |
|
Europa e EUA lideram – as janelas em PVC são líderes de mercado nos Estados Unidos e Europa, superando os produtos fabricados em madeira ou alumínio. Em 2000, a participação desse tipo de produto no mercado norte-americano chegou a 46%, representando 25 milhões de janelas produzidas com o composto vinílico para um mercado total avaliado em 54 milhões de unidades/ano. |
Do remanescente, 41% das aplicações ficaram por conta da madeira e 12% foram atribuídos à cota de participação do alumínio, segundo a EPW Federation of European Plastic Window Producers.
O crescimento do PVC no mercado de janelas dos Estados Unidos já dura pelo menos uma década. Superou a madeira e promoveu o deslocamento do alumínio, conforme observado desde 1991 pela Ducker Research Company, Inc.
Nos países da Europa Ocidental, o consumo do PVC em janelas evolui ao ritmo de 16% ao ano. A cota de participação dessa matéria-prima no mercado de janelas é de 38% e supera qualquer outro material, como a madeira e o alumínio que atingem percentuais de pouco mais de 30% de participação.
Entre os produtores, a Alemanha se destaca por constituir o maior centro de produção de perfis para janelas do mundo, com um total de 320 mil toneladas ao ano de compostos de PVC sendo processadas e revertidas para atender a demanda interna e as exportações.
A tradição alemã no uso do PVC em janelas se espalhou por toda a Europa. Acentuou-se bastante no Reino Unido e Áustria, mercados onde a preferência pelo PVC superou o patamar de 50% de participação. Entre os grandes usuários encontram-se a França, onde o PVC detém 43% de participação, a Dinamarca, com 34%; a Holanda, com 33%; Bélgica, 27%; Suíça, 27%; Itália, 16%; Finlândia, 13%; Espanha, 12%; entre outros, segundo avaliações realizadas pela Fédération des Associations Europeennes des Constructeurs de Fénetres.
investidor europeu – A alemã Kömmerling, pioneira na produção de sistemas de perfis para janelas em PVC na Europa, resolveu expandir a partir deste ano sua presença no mercado brasileiro. Atuando desde 1967 no segmento e desde 1996 no País, por intermédio de fornecimentos feitos à Santa Marina Vitrage, de Curitiba–PR, empresa do grupo francês Saint-Gobain, com a qual mantém parceria, a empresa planeja uma nova forma de operação no País.
“Vamos atuar diretamente no licenciamento de novas fábricas para a produção de janelas com o emprego de nossa tecnologia”, anunciou o diretor de exportações da empresa para a América Latina, José Lorente, que está ultimando negociações para dar andamento a essa finalidade com duas outras empresas, uma delas em São Paulo e outra, em Goiânia–GO. A participação da empresa no País, contudo, deverá estar ainda mais fortalecida quando estiver concluído o plano de oferecer suporte tecnológico a um total de vinte fábricas de janelas em PVC, previstas até 2003. Na Europa Ocidental, a empresa tem licenciados mais de mil fabricantes de janelas.
Paralelamente aos licenciamentos, dois galpões industriais para estocagem dos produtos deverão entrar em operação em áreas em seleção nas regiões de Porto Alegre–RS e de Belo Horizonte–MG. “Dentro de um ano a um ano e meio já teremos estoques locais, com investimentos no valor de US$ 500 mil em cada uma das unidades”, antecipou Lorente. “O mercado brasileiro é muito grande e está pedindo qualidade em esquadrias e janelas”, complementou o diretor.
Um dos pontos fortes para o sucesso das vendas no mercado europeu está na qualidade dos perfis, o qual, segundo orientações do fabricante, deve ser assegurado pelo controle sobre várias etapas. No caso da Kömmerling, os cuidados se iniciam no desenvolvimento do composto, o qual é resultante de modificações feitas na composição molecular do PVC, que visam, entre outros aspectos, conferir ao material maior resistência a choques e outras possibilidades de desempenho, previstas em função dos ingredientes adicionados à fórmula, como o não-envelhecimento do material, amarelamento ou corrosão devidos às intempéries.
Estudos feitos pela empresa evidenciam que as janelas em PVC podem aumentar o grau de isolamento térmico e consequentemente o conforto nos ambientes nos quais foram instaladas em até 75%, evitando a perda do aquecimento interno e a penetração do frio e ruído externos. Entre outros testes, os produtos fabricados pela empresas são submetidos a ensaios de permeabilidade nas juntas, estanqueidade às chuvas e estabilidade em condições extremas.
A soma da qualidade dos perfis, mais as ferragens e vidros especiais conferem às janelas proteção anti-roubo, classificação certificada pela marca EF-2, do Instituts Für Fenstertechnik, de Rosenheim, na Alemanha. A composição química dos compostos faz com que os produtos sejam dificilmente inflamáveis, segundo os padrões da norma DIN 4102, B1, propriedade que não desaparece, segundo o fabricante, com o passar do tempo.
| FABRICANTE MOSTRA OS CUIDADOS NECESSÁRIOS |
A exposição ao sol das esquadrias em PVC exige cuidados especiais na preparação do composto, a despeito de que o produto possa ter conservados seu brilho e cor, sem jamais desbotar ou amarelar com o passar do tempo. “O composto deve conter aditivos que conferem o balanço adequado de resistência ao intemperismo, rigidez e resistência mecânica, necessários durante toda a vida útil do produto”, ensina a arquiteta Beatriz Ferrari.
Antes da extrusão, aconselha, é necessário garantir a perfeita mistura das formulações, mantendo-se a regularidade da resina, a qualidade dos aditivos, a precisão das dosagens e, por fim, a mistura homogênea. Assim, o composto de PVC será conduzido para as extrusoras, que operam sob o princípio de aquecimento e resfriamento, promovendo a moldagem de cada tipo de perfil. Na seqüência, os perfis serão cortados em máquinas acionadas por CLP, nas medidas estipuladas pelo projeto para a confecção da esquadria.
Depois de cortados, são feitas as fresas (rasgos no perfil para encaixe dos acessórios, como roldanas, fechos etc) e a furação para a drenagem das águas de chuva nos marcos. O próximo passo, de acordo com ela, será inserir o reforço em aço galvanizado que dará resistência ao caixilho. Feito isso, as peças serão colocadas numa máquina de solda, de quatro pontos ao mesmo tempo, e também provida de CLP, para a termofusão dos perfis.
Dos componentes, as folhas e os marcos serão soldados para garantir total vedação contra a água e a regularidade nas dimensões. O aquecimento das extremidades dos perfis é feito por meio de uma placa revestida com PTFE e, após aquecidos, a união é realizada e as quatro laterais da folha ou do marco formarão uma peça única.
Após a solda, a folha e o marco passam por máquina que promove a retirada de todas as rebarbas originadas na soldagem, para o acabamento final. Em seguida, são colocadas as escovas de vedação ( no caso das esquadrias de correr) e as gaxetas em EPDM.
Nessa fase, os caixilhos já estarão prontos para receber o vidro, o qual é fixo com um baguete em PVC, que dará a pressão necessária para que a gaxeta proporcione a vedação e a água não penetre os ambientes. O passo seguinte será colocar os limitadores, as peças de regulagem, sendo o caixilho montado e testado e os fechos regulados. A partir desse ponto, é só embalar e estocar as esquadrias. |
|
|