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PVC CONQUISTA MERCADO DE PORTAS E JANELAS |
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Propriedades termoacústicas, leveza e resistência à intempérie, entre outras, convencem arquitetos e engenheiros a empregar as esquadrias plásticas
ROSE DE MORAES
Não há intempérie capaz de deter o crescimento planificado para o uso do PVC no segmento de portas e janelas. Com base na lei da maior oferta e na fabricação de produtos com alto grau de qualidade, durabilidade e conforto termoacústico, esse tipo de esquadria deverá se impor mais no mercado da construção, como a opção capaz de agregar resistência, funcionalidade e beleza na composição e decoração das edificações residenciais, comerciais e industriais.
Há vários indicadores sugerindo tais deduções. Um deles foi obtido junto à unidade de fabricação de perfis e esquadrias da Tigre – Tubos e Conexões, de Indaiatuba–SP, uma das mais novas empresas a entrar no ramo, e confirma a existência de campo bastante fértil para a efetivação dos negócios nesse setor. Inaugurada há pouco mais de dois anos, a fábrica gerou 160 postos de trabalho, dedicados à produção e à manutenção das operações em dois turnos.
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Os perfis e as esquadrias produzidos por essa unidade integram-se a qualquer tipo de projeto construtivo. Mas foram as parcerias firmadas no segmento da hotelaria as que mais mobilizaram os esforços da produção nos últimos tempos. Em especial envolvendo fornecimentos para os hotéis do Grupo Accor, como os da Rede Ibis, de São Carlos, São José do Rio Preto e Piracicaba, no estado de São Paulo; da Rede Formule 1, em São Paulo; além de projetos grandiosos, que consagraram o emprego do PVC em esquadrias, como Sauípe-BA; Sofitel - Hotel Quatro Rodas, de Salvador-BA; NovoHotel, de Manaus-AM; e outros.
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| Engenheiros do Hotel Ibis aprovaram o uso do PVC |
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Na opinião da arquiteta Beatriz Ferrari, responsável pela área de desenvolvimento de mercado dessa unidade da Tigre, os construtores brasileiros descobriram a qualidade anti-corrosão do PVC, que propicia aos perfis e esquadrias a capacidade de resistir à maresia nas zonas litorâneas, bem como grau de conforto incomparável, propiciado pelo fato de que esses materiais promovem o isolamento termoacústico aos ambientes nos quais estão instalados.
Tanto para executar novos projetos, como para reformar construções que apresentam materiais com falhas de funcionalidade, os profissionais têm recorrido ao emprego do PVC, em muitos casos também prevendo ter de renovar estruturas já instaladas de caixilhos e esquadrias que apresentam desempenho deficitário.
“A credibilidade das esquadrias em PVC quebrou a resistência cultural dos profissionais da área de construção e promoveu a entrada de empresas de grande porte no segmento”, reconhece Silvino Hannauer, gerente comercial da Irmãos Petroll, de São Leopoldo-RS, considerada a pioneira do setor.
Fundada há 50 anos, inicialmente como fábrica de esquadrias metálicas, há duas décadas a empresa começou a operar com o PVC, empregando-o como principal insumo na elaboração do composto a ser utilizado na produção de esquadrias para janelas e portas, fabricadas com tecnologias européias, representadas por linhas de extrusão de origem austríaca e alemã.
“Nosso foco se dirige à produção como um todo, envolvendo desde a preparação do composto até a comercialização e instalação das janelas, que são providas de persianas e vidros. Com isso, temos controle sobre todas as etapas, e encontramos grande aceitação para a compra de nossos produtos, conseguindo elevar nosso desempenho de vendas para percentuais de crescimento em torno de 60%, obtidos só nos últimos dois anos”, período em que observou acentuada procura pelos produtos em PVC, informa Hannauer.
Com longa experiência no ramo de esquadrias metálicas, ele pode testemunhar inúmeras vantagens comparativas de uso do PVC em relação a materiais metálicos ou madeira: “A necessidade de manutenção com esquadrias em PVC é eliminada; a colocação é fácil, a estanqueidade é perfeita e não há custos indiretos”, garante o gerente da Petroll.
Até o final deste ano, Hannauer planeja promover a expansão da fábrica, investindo em novas tecnologias, para colher os frutos decorrentes do interesse crescente pelo emprego desses materiais.
A opinião da arquiteta Ivana Falvo, da Multiplast, indústria de esquadrias em PVC, sediada em São Paulo, há 17 anos no ramo, é congruente: “Fornecer o produto acabado continua sendo uma necessidade para assegurar a manutenção da qualidade oferecida pelos fabricantes”.
A baixa condutibilidade térmica do PVC, o conforto térmico associado à vedação, entre outros cuidados adotados para o fornecimento integral de janelas e portas ajudam a posicionar bem o produto como alternativa das mais interessantes para o mercado global. “Para se ter idéia dos níveis de crescimento, o volume de consultas quintuplicou e estamos atendendo entre 200 a 300 orçamentos ao mês”, informou Ivana.
Além das vantagens inerentes à solda dos cantos das janelas e portas, feita por termofusão, segundo a arquiteta, preparar os compostos em casa, aditivá-los de forma correta, e acrescentar novos ganhos ao produto aliados à configuração dos perfis, posição das reentrâncias e design são pontos que também podem contribuir para a qualidade dos produtos.
As esquadrias com perfis em câmaras múltiplas, associadas ao sistema de vidros duplos com câmara de ar hermeticamene fechada, podem proporcionar níveis de atenuação de ruído entre 32 a 48 dB (decibéis), segundo os parâmetros de produção da Bellevue, instalada em Blumenau–SC.
Esses sistemas também podem poupar até 75% da energia do ambiente, perdida em janelas dotadas de uma simples vidraça, podendo ainda, se for o caso, ser instalados pelo lado interno das paredes, para não alterar construções mais antigas, projetos arquitetônicos de fachadas que não previram as possibilidades das esquadrias em PVC. A completa vedação entre a parede e o perfil das esquadrias em PVC pode ainda ser favorecida pelo emprego de espuma de poliuretano expandido, considerado um auxiliar no isolamento termoacústico.
Os sistemas fabricados pela empresa alemã Veka também permitem a troca de esquadrias já existentes sem a necessidade de executar obras de alvenaria. Com filial em Pomerode–SC, a empresa está planejando instalar depósito local para abastecer o mercado brasileiro, como parte de estratégia de crescimento prevista para a região.
| Cuca Jorge |
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| Polistchuck: formulação exige diversos cuidados |
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Irradiação solar preocupa – Os compostos de PVC precisam estar perfeitamente ajustados às finalidades da aplicação. A afirmação é do gerente de marketing da Solvay Benvic, Edson Polistchuck. Garantir a permanência da cor no produto não significa, segundo ele, simplesmente adicionar um aditivo anti-UV, e sim formulá-lo com um conjunto de ingredientes (estabilizantes térmicos, lubrificantes, modificadores de impacto e de fluxo, pigmentos etc.), levando-se em conta as variações na irradiação solar incidentes sobre as localidades, as quais são avaliadas em kiloLangley/ano (kly/ano), onde 1 Langley corresponde a 1 caloria/cm2, afirmou Polistchuck. |
Como exemplos de diferentes faixas, as cidades de Natal, RN e do Rio de Janeiro apresentam os mesmos níveis de irradiação (160 kly/ano), os quais estão bem próximos do nível encontrado em Miami, EUA ( 150 kly/ano), mas representam, contudo, quase o dobro do nível incidente sobre Bruxelas (80 kly/ano).
Compostos desenvolvidos de acordo com parâmetros de irradiação solar há muitos anos são produzidos e comercializados na Europa pela Solvay. Mas só no decorrer de 1999 e 2000 tornaram-se disponíveis para o mercado brasileiro, uma vez que a empresa resolveu atuar mais diretamente junto ao mercado de fabricação de perfis e janelas, e vem fornecendo garantia de dez anos de permanência da cor para seus produtos.
Além de oferecê-lo na cor branca, há uma nova fórmula que imita a madeira, e uma combinação especial para as linhas de coextrusão de perfis coloridos, formada por um composto-base e laminados de PVC.
Sem barulho e calor – Conforto termoacústico e estanqueidade são aspectos hoje muito requisitados para esquadrias e considerados determinantes para as escolhas. Para Beatriz Ferrari, o poder de absorção dos sons das esquadrias em PVC é inegável. “A onda sonora é retida por atrito ao atingir o PVC, o que faz com que perca parte da sua energia.” Mas, explica, a barreira acústica promovida pela janela dependerá também do tipo de vidro a ser utilizado e do modo correto de sua colocação e fixação, devendo-se promover a estanqueidade entre os marcos e as folhas, bem como entre o marco ou contramarco e a alvenaria.
“Termicamente, podemos afirmar que as esquadrias em PVC possuem baixo coeficiente global de transmissão de calor, o que garante a maior capacidade de isolamento térmico da janela”, afirmou Beatriz. A solda dos perfis feita por termofusão garante estanqueidade às janelas. Mas a colocação de componentes, como escovas de vedação e gaxetas de EPDM, também contribuem para assegurar a perfeita vedação contra ventos e chuvas.
Para maior benefício acústico, o mercado brasileiro já pedia pelo menos há cinco anos soluções em esquadrias que admitissem a colocação de vidros duplos, segundo observou Flávia Rocha, coordenadora de produto da Santa Marina Vitrage, de Curitiba-PR, empresa do grupo Saint-Gobain e parceira nesse segmento da Kömmerling.
“O conforto acústico tornou-se uma necessidade; é aspecto que contribui muito para a qualidade das obras da construção civil e cada vez mais aumenta o número de interessados nesse tipo de benefício”, considerou Flávia.
As exigências pelo maior padrão de conforto surgem em todos os tipos de obra. Mas as maiores demandas pelas soluções em PVC, de acordo com a atuação da Santa Marina Vitrage, aparecem em novas construções residenciais, que absorvem cerca de 70% do volume de produção da empresa, além de consideráveis vendas nos mercados de renovação (15%) e comercial (15%), principalmente envolvendo hotéis e indústrias que adotam as soluções em PVC para isolar ou proteger áreas, como salas de controle informatizado da produção, ambientes nos quais se requer a proteção contra ruídos ou agentes químicos etc.
A instalação das esquadrias em PVC fabricadas pela Weiku Fenstern und Tueren, de Weissenfels, Alemanha, não necessitam de contramarco, pois a colocação é feita nos próprios tijolos e a fixação se dá por parabolt, ou seja, parafuso bicromatado com bucha de metal, segundo informou Dietmar Schaldach, diretor de marketing da Weiku do Brasil, instalada no País há três anos, em Pomerode.
Com perfis importados da matriz, a filial confecciona as esquadrias de acordo com projetos desenvolvidos por construtores, arquitetos e projetistas, participando inclusive de concorrências públicas, como a do projeto-piloto de construção do edifício Obra Prima, em Curitiba-PR, desenvolvido entre 27 construtoras, obra finalizada em novembro de 2000 e que contou com o fornecimento de 225 esquadrias da empresa.
“Fomos selecionados entre um grupo de sete empresas por termos apresentado esquadrias com o melhor isolamento termoacústico”, comentou Dietmar.
Para haver estanqueidade ao ar e à água, os perfis com os quais são montadas as esquadrias contam com paredes externas de 3 mm de espessura, sistema de multicâmaras e reforços internos em aço galvanizado, seguindo os padrões das normas DIN e ISO.
Segundo o diretor da Weiku, o mercado está bastante propenso a adotar as esquadrias em PVC, principalmente nas regiões Sul e Sudeste, mas por enquanto não há perspectiva de trazer linhas de extrusão para o mercado local.
A tecnologia da PaVec Windows também é alemã, importada da Veka, e dispensa contramarcos. Os vãos devem ser rebocados e pintados antes da colocação das esquadrias fabricadas na unidade de Ferraz de Vasconcelos–SP.
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