 |
No entanto, as perspectivas para 2001 são as melhores da última década. Sendo assim, Miotto projeta um crescimento da ordem de 20% a 30% na produção para diversos segmentos. “A Brasilplast vai contribuir muito, pois amplia o contato com os clientes nacionais e internacionais, além de promover negócios a curto, médio e longo prazo.” Miotto observa ainda outra tendência: no ano passado, aumentaram as solicitações de extrusoras com diâmetro de rosca maior. “Essa tendência vai continuar.”
De acordo com os fabricantes, as extrusoras monorrosca para subdutos de fibra óptica e tubos para gás puxaram as vendas. Para atender a essa aplicação, a Miotto desenvolveu novas roscas e cilindros para PEAD destinadas a altas produções. “Uma rosca de 90 mm pode produzir até 500 kg/h.”
|
Segundo o gerente da Ferrostal, Christoph D. Rieker, responsável pela representação no Brasil das extrusoras para tubos, perfis e chapas da alemã Battenfeld, um bom indicativo de que o segmento caminha a passos largos, além de atrair um número cada vez maior de investidores, refere-se ao volume de máquinas comercializadas. Só neste ano foram vendidas 15 máquinas Battenfeld para a confecção de tubos de polietileno, contra 2 unidades em 1999. |
Cuca Jorge
|
 |
|
Rieker: cresce o número de fabricantes de tubos
|
Calcula-se que há três anos quatro transformadores atuavam na área. “Hoje são cerca de 30 em todo o Brasil”, estima Rieker, da Ferrostaal. O mesmo ocorre com o segmento de gás, disputado durante algum tempo apenas pela Brastubos e Transtubos. Recentemente, tradicionais moldadores como a Tigre, Weebn e Polierg também investiram no novo filão e existem ainda outras empresas em processo de transição. Na avaliação de Rieker, o Brasil importa em média 150 extrusoras por ano, para as mais diversas aplicações, incluindo filmes, tubos, chapas e perfis.
|
Cuca Jorge
|
A Imacom, fabricante nacional com sede em São Bernardo do Campo-SP, vendeu 50 linhas completas de extrusão e espera crescer ainda mais em 2001. “Pelo menos 15%”, afirma o diretor comercial, Carlos Renato Borges. A empresa destina de 7% a 10% da produção para a exportação, principalmente para América Latina. De acordo com Borges, a empresa fechou o ano com um crescimento superior a 20% nas vendas. |
 |
| Borges: investimentos para ampliar a produção |
Entre os mercados que mais se destacaram inclui também o de perfis de PVC para construção civil, eletrodomésticos e autopeças entre outras aplicações. “Vendemos 15 linhas de extrusoras dupla-rosca para esse segmento”, informa. A Imacon terminou o ano de 2000 com uma ampliação em torno de 15% nos investimentos em máquinas operatrizes, como centros de usinagem,resas CNC, tornos CNC e outros.
Entre os investimentos estrangeiros no setor, vale citar a inauguração da filial da Krauss Maffei, fabricante alemão de injetoras, máquinas para reação de poliuretano (PU) e extrusoras para chapas, tubos e perfis. A empresa também apostou no avanço do mercado de tubos de PE e de PVC, entre outros, e, depois de seis anos de atuação via representação comercial, decidiu aumentar a participação no mercado nacional, além de ampliar a prestação de serviços e o suporte técnico aos clientes do País e de outras nações da América Latina. “Respondemos pelas vendas no Brasil, porém a estrutura de assistência técnica se estende aos países vizinhos”, informa o diretor de vendas e marketing, Luiz H. Hellbrügge.
|
Filmes – O mercado de embalagens sinalizou e os fabricantes nacionais de extrusoras acompanharam a evolução. No ano passado, o avanço do mercado de filmes de múltiplas camadas e propriedades de barreira, além das coextrudadas ou laminadas do tipo stand up pouch (sacos plásticos com base),mpulsionou as vendas de equipamentos de alto desempenho e maior valor agregado. À frente das principais inovações e exigências, a indústria alimentícia lançou o desafio tecnológico e passou a cobrar dos transformadores filmes cada vez mais finos, porém com elevadas propriedades mecânicas e de barreira à passagem de gases e de vapor, não só para aprimorar o desempenho da embalagem como também para melhorar aparência e aumentar a velocidade nas linhas de empacotamento. |
Cuca Jorge
|
 |
|
Filmes multicamadas conquistam embalagem de alimentos
|
| Cuca Jorge |
De acordo com os fabricantes de extrusoras e respectivos usuários, a coextrusão apresentou melhor desempenho na área de embalagens flexíveis, seguidada laminação. No campo das monocamadas, deslancham os filmes do tipo stretch, com grande potencial na paletização. Segundo informações divulgadas pela Associação Brasileira das Indústrias de Embalagens Flexíveis (Abief), o crescimento das coextrudadas é da ordem de 20% ao ano. |
 |
| Rulli vai entrar nas 5 camadas ainda em 2001 |
|
 |