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BRASILPLAST 2001
Primeira feira do século bate todos os recordes

Em sua 8ª edição, mostra reúne mais de 1.050 expositores, reforça a participação estrangeira e promete atrair maior número de visitantes

R O S E    D E    M O R A E  S

A colocação de uma tenda climatizada de 2.750 m² ao ar livre, próxima à área principal de acesso ao Pavilhão de Exposições do Anhembi, em São Paulo, foi a alternativa encontrada pela Alcântara Machado Feiras de Negócios, para abrigar pouco mais de uma dezena de expositores e tentar contornar o velho problema da falta de espaço para acolher a cada dois anos todos os interessados em participar da Brasilplast. 

Cuca Jorge

Tenda abriga pelo menos 10 empresas, mas falta de espaço ainda preocupa

A megaexposição brasileira dedicada ao setor plástico, um dos eventos mais concorridos em seu gênero no mundo, considerada a terceira melhor em oportunidades e a quinta maior em disponibilidade de área, deverá bater recordes de público e de expositores em sua oitava edição. Ou seja, mais de 60 mil visitantes são esperados entre 5 e 10 de março no pavilhão que deve concentrar pelo menos l.059 expositores, contingente formado por 572 empresas nacionais e 487 internacionais, representativas dos setores de máquinas, equipamentos, moldes, insumos, aditivos, matérias-primas, resinas, entre outros.

A iniciativa de ampliar a área para exposição foi bem acolhida. A tenda vinílica, comercializada sob a denominação de anexo, proporcionou um efeito pacificador ao ânimo de quem, do contrário, não teria a chance de participar, ou, na melhor das hipóteses, faria uma apresentação de menor visibilidade em área de menor proporção. Não deixa, contudo, de ser um paliativo, na visão dos próprios organizadores, para enfrentar e administrar a questão do déficit de espaço locável para a instalação de estandes no pavilhão (35 mil m², metragem onde também se incluem os auditórios), mais freqüentado por empresários e com o maior índice de ocupação em toda a América Latina.

Aparício Mesquita Sapage, diretor da AWS, representante de Curitiba-PR, reagiu com bom humor à notícia de que ocuparia 260 m² na tenda: “Nós formamos a comissão de frente da Brasilplast, tal qual nas apresentações das escolas de samba do Carnaval, vamos abrir alas para a exposição”, brincou. 
Para chegar a tal ponto de descontração, a virtude da paciência do expositor foi antes posta à prova: “Imagine o nosso dilema, desculpe-nos o desabafo, mas é um absurdo não termos um local de destaque lá dentro do pavilhão, afinal a Brasilplast é uma mostra internacional”, comentou Sapage. Por pouco, o diretor não acabou montando por conta própria uma exposição paralela em local bem próximo ao Anhembi, para evidenciar tecnologias italianas de empresas representadas, como é o caso da coextrusora Macchi, de três camadas, e da extrusora-recicladora, da PRT. As duas máquinas partiram, respectivamente, das províncias italianas de Venegono Inferior, próxima a Milão, e de Finalli Emília, perto de Bologna, para seguir viagem de mais de 13 mil quilômetros rumo à afamada exposição brasileira.
 

Alberto Kolm, diretor da recém-criada filial brasileira da alemã Arburg, das líderes do segmento de injeção, vivenciou algo semelhante. Teve de aguardar e contentar-se com a alternativa da tenda, pois precisava contar com uma disponibilidade de 300 m² de área, ao invés dos enxutos 50 m² dedicados à empresa, antes uma representação, na feira anterior. “É melhor ficar na tenda do que não ficar”, conforma-se o diretor. Pelo menos dessa forma, a exposição de máquinas de ciclo ultra-rápido, para a produção de peças de parede fina, e outros sistemas de coinjeção dispõe de área mais compatível com o porte e a tecnologia dos equipamentos.
Cuca Jorge
Ambra: Itália exporta 60% da sua produção de máquinas


 A um mês da abertura do grande evento, o diretor ainda faz suspense sobre a novidade a expor ao público brasileiro. Deixa escapar, contudo, que, entre as aplicações mais em voga da atualidade, estão os equipamentos Arburg apropriados às injeções de PET e smart-cards, a nova geração de cartões inteligentes comportando chips de computador, tecnologia que valoriza muito mais a segurança para os usuários, e que está sendo implementada em substituição aos cartões dotados de fitas magnéticas nos países do Primeiro Mundo.

Cuca Jorge
Nascimento: “solução não é definitiva”
Evaristo Nascimento, diretor da Alcântara Machado Feiras de Negócios, foi o primeiro a reconhecer os bons fluidos decorrentes da instalação da tenda, mas observou que a alternativa não representava uma solução definitiva para acabar com o problema da defasagem de espaço, estimada em pelo menos 10 mil metros quadrados, e de conseqüências anti-econômicas para a sua organização, pois é freqüente haver necessidade de negociar reduções de espaço, e mesmo assim acabar deixando fora da Brasilplast entre cinqüenta a cem expositores a cada edição.

 
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