NOVOS DESENVOLVIMENTOS
PARA CONSTRUÇÃO CIVIL
CONSOLIDAM O USO DO PVC


ROSE DE MORAES

Um novo e mais incisivo posicionamento sobre o segmento da construção deverá marcar a trajetória brasileira do PVC no novo milênio, a resina mais demandada no mundo depois do polietileno, com consumo estimado em 25 milhões de toneladas ao ano, distribuídas pelos ramos da construção (58%), embalagens (9%), automobilístico (4%), mobiliário (3%), elétrico (2%) e outros (24%).
Francisco de Assis Esmeraldo, presidente do Instituto do PVC

Alvo preferido do ataque ambientalista nas últimas décadas, em razão do cloro presente em sua composição, na dosagem de 56,8%, a resina deverá ter seu emprego expandido, em especial nos setores essenciais para a vida humana, como habitacional, edificações industriais e comerciais, escolas, saneamento, obras de infra-estrutura e outros.

A chegada do novo tempo é sinalizada pelo comportamento dos produtores, entidades setoriais, especialistas e técnicos. Eles estão mais coesos e se associam no mundo inteiro, visando alargar as possibilidades para além dos tubos e conexões, a plataforma de sustentação do PVC há décadas, intensificando as possibilidades de uso em perfis, janelas, pisos, revestimentos, laminados, fios e cabos, portas sanfonadas, divisórias, forros, decks, coberturas de piscinas etc., seja como componente decorativo e/ou construtivo.

Prova da importância do PVC para a atividade da construção, e de uma recíproca também verdadeira, está consubstanciada no estudo “O PVC na Indústria de Construção”, realizado pelo Instituto do PVC, com a finalidade de oferecer uma ferramenta de trabalho aos associados, para que possam aquilatar, por intermédio de análises estatísticas retrospectivas e prospectivas, o grau de participação do produto em vários setores da construção. Ao promover tal estudo, o Instituto também visou apontar grandes oportunidades para a transformação, as quais, podendo ser seguidas pelos transformadores, propiciariam crescimento não só vegetativo para a resina, como ainda fariam sua produção crescer, fomentada por aplicações em novos nichos de mercado, a exemplo dos tubos para redes de água acima de 300 mm de diâmetro, onde o PVC tem índice de participação igual a zero, e tubulações em PVC de até 3 m de diâmetro, que viriam suprir os sistemas de drenagem de águas tão precários nas grandes cidades.

Plataforma de consumo – As indústrias da construção absorvem 64% da produção de PVC. Juntos, os fabricantes do setor têm fôlego para produzir 720 mil toneladas ao ano, volume que indica a capacidade instalada, detendo, segundo avaliação do Instituto do PVC, índice operacional de 95%, enquanto no resto do mundo a taxa de operação é de 81%.

A principal demanda do PVC está concentrada na fabricação de tubos e conexões, mas para se ter idéia mais aproximada da sua participação em alguns setores, basta lembrar que, em se tratando de tubos para redes de água, em diâmetros normais e de até 300 mm, o produto detém 80% das aplicações, enquanto tubos fabricados a partir de outros materiais, como cobre, ferro fundido ou PE, dividiriam o remanescente. Nas redes de esgoto prediais, sua utilização é ainda maior, atingindo 95% das instalações.

No passado, a posição de liderança do PVC em alguns setores já estava clara. Uma análise apontando a evolução da demanda brasileira de tubos e conexões de PVC, no período de 1989 a 1998, revelou uma taxa média de crescimento de 8,1% ao ano, bem como maiores probabilidades de expansão daqui por diante, sendo direcionadas às redes de água e esgoto sanitário. É claro que, dependendo do volume das iniciativas que possam ser tomadas em direção ao combate do déficit habitacional ou à conquista ao direito de ter saneamento básico, os quais podem decorrer dos programas de privatização já iniciados pelo governo, o potencial da demanda expandido indicará o consumo mais intenso dos produtos em PVC.

“A criação de programas de combate ao déficit habitacional e as privatizações do saneamento básico e ambiental podem, sem dúvida, atuar como alavancas de crescimento para o PVC”, destaca o presidente do Instituto do PVC, Francisco de Assis Esmeraldo, personalidade reconhecida no setor por seu empenho na difusão da imagem do PVC, considerando-o o plástico incomparavelmente versátil, e grande incentivador de novas aplicações para o produto.

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