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Além de participar da próxima edição da JEC, em março, a Asplar
pretende promover um programa de visitação às indústrias de
transformação francesas. “A receptividade tem sido muito
positiva”, avalia. Trata-se de uma via de mão dupla, já que os
organizadores da JEC também prestigiaram o retorno do setor brasileiro
às exposições e marcaram presença na Feiplar 2000 – Feira e
Congresso Internacionais de Materiais Compostos, realizada nos dias 28 e
29 de novembro, no Palácio das Convenções do Anhembi, em São Paulo
(ver PM, edição 315, novembro de 2000).
A entidade vai trabalhar também na reestruturação da próxima edição
da Feiplar, prevista para 2002. “A diretoria da associação está
avaliando os resultados obtidos e, provavelmente, deve desvincular a
feira do congresso que será transformado em jornadas técnicas”,
estima Alves. Com isso, pretende beneficiar um número maior de
transformadores. “As palestras seriam realizadas em diversos estados
brasileiros, atendendo às necessidades de cada pólo produtivo.”
Outra iniciativa em prol da divulgação dos materiais compostos
refere-se à inauguração, em setembro de 2000, do site da associação
(www.asplar.org.br), em caráter experimental. Ainda neste ano, pretende
colocar no ar a página reformulada, visando a interação com o
associado e demais representantes do setor, além prestar serviços nas
áreas técnica, contábil e jurídica. “O objetivo é facilitar e
agilizar a troca de informações, usando a rede mundial de computadores
para colocar à disposição dos associados os recursos disponíveis, até
então, apenas via fax ou correio, como o cadastramento de novos sócios,
cliping de notícias, especificações de produtos e normas técnicos.”
O internauta terá acesso on line ao estatuto da entidade.
Impostos – Na opinião de Alves, o setor enfrenta ainda dois sérios
inimigos, capazes de impedir sua expansão: a alta tributação dos
produtos acabados, quando comparados aos materiais concorrentes como o aço
e a madeira, e a falta de normas técnicas. “O aço é isento de IPI,
enquanto o plástico paga 15%”, argumenta. Dentro desse contexto, a
Asplar pretende criar comissões para discutir a questão fiscal e
iniciar o pleito das reivindicações junto às autoridades competentes.
No âmbito da normatização, no entanto, a entidade tem conseguido
resultados bastante satisfatórios. Já existem normas, aprovadas pela
ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas, para telhas e
domus, caixas d’água, tubos e tanques. “Os reservatórios de água
confeccionados em PRFV são os únicos normatizados do mercado”,
informa. Entre os segmentos que ainda não contam com normas específicas
de produção estão os tanques para transporte de produtos químicos.
“Trata-se de um segmento em expansão, cujas diretrizes já começaram
a ser discutidas.”
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ASPLAR ADOTA POSTURA AGRESSIVA |
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Mudanças aparentemente simples, como a do nome da entidade, traduzem na
verdade a nova política de atuação da Associação dos Materiais Plásticos
Compostos (Asplar), principalmente nos três últimos anos. A exclusão
do termo “plástico reforçado” da sigla, em 1999, não visou apenas
ampliar e divulgar o mercado de plástico reforçado com fibra de vidro
(PRFV), incluindo outros materiais no rol de atuação da associação.
O objetivo principal dessa e de outras ações foi imprimir à entidade
uma postura mais agressiva e atuante, nos moldes de países como França
e Estados Unidos, dois grandes usuários dos compósitos.
O presidente José Alaor Alves propõe ainda a exclusão da palavra
“plástico” da sigla. Sugestão a ser levantada na próxima reunião
de diretoria em janeiro. “Enquanto no Brasil e México ainda vigora o
termo plástico reforçado, no resto do mundo o setor é definido apenas
por materiais compostos”, argumenta. Trata-se, na verdade, de uma
questão conceitual, um recurso para anular a imagem negativa de produto
frágil que muitas vezes o PRFV ainda carrega.
Fundada em 1981, a Asplar congrega 120 associados de toda a cadeia
produtiva, incluindo produtores e distribuidores de insumos, fabricantes
de máquinas e equipamentos auxiliares e transformadores. A atual
diretoria, eleita para o biênio 2000/2001, é composta de presidente,
vice-presidente e diretores, num total de 22 membros, além de gerente técnico.
Segundo Alves, entre os serviços prestados pela entidade destacam-se
assistência técnica, jurídica e contábil, promoção de cursos e
treinamentos, organização de congressos e exposição, discussão e
elaboração de normas de qualidade e formação de grupos de trabalho e
de missões para visitação e participação em eventos internacionais.
“Iniciativas que visam fortalecer a parceria com o associado e,
principalmente, estimular o crescimento do setor”, avalia Alves.
Entre as metas estabelecidas está a ampliação do quadro associativo
com a entrada de segmentos, como os de banheiras e isolantes, ainda sem
representação. Para conquistar as pequenas e médias empresas, as
mensalidades básicas foram reduzidas de R$ 90,00 para R$ 60,00, valor
cobrado de empresas com até 50 funcionários. De acordo com Alves, 70%
dos associados se enquadram nesta faixa. A taxa máxima é de R$ 600,00.
“A adequação das mensalidades fez com que o quadro associativo
crescesse 20% no último ano”, afirma.
Porém, esta não tem sido a única arma da entidade para atrair novos
colaboradores. Há três anos, quando a presidência ainda estava a
cargo de Fernando Bernardes de Resende, antecessor de Alves e atual
vice-presidente teve início ampla reforma administrativa e estatutária.
Começou também a ser planejada a Feiplar — Feira e Congresso
Internacionais de Materiais Plásticos Compostos. “A Asplar era muito
fechada e tinha pouca representatividade”, argumenta Alves. Os
interessados em associar-se precisam receber o aval da diretoria que se
reúne mensalmente na sede, em São Paulo. Basta preencher um formulário
padrão a ser enviado para a Asplar, Av. São Luís, 86, 20° a. - São
Paulo - 01046-000 ou e-mail: asplar
@asplar.org.br |
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