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ROTEIRO APONTA OS
CUIDADOS NECESSÁRIOS
RAIMAR BREMBERGER
A
automação dos processos de transformação de termoplásticos já não é mais uma simples escolha, é questão de sobrevivência. Nas revistas especializadas, nas entrevistas dos dirigentes de entidades, nos discursos de abertura de feiras, o assunto é o mesmo: automatizar.
Muitos motivos levam à necessidade da automação, entre os quais: estabilização do processo, melhoria da qualidade, aumento da produtividade, redução de custos, diminuição dos estoques e dos desperdícios, além de maior flexibilidade na utilização dos recursos humanos. |
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| Transformador ganha qualidade e reduz custos |
É importante ressaltar que os processos de automação obrigam as empresas a acabar com as “gambiarras”, por sinal as maiores responsáveis pelos custos elevados dos processos de produção em nosso País, conseqüência da “lei de Gerson”, pseudo-esperteza que infelizmente ainda levará muitas empresas à ruina.
Também é preciso lembrar que as economias obtidas por meio da automação vão direto para o caixa das empresas e dependem exclusivamente de decisões dos próprios empresários. Isto posto, deve-se ter em mente ser necessário começar com a automação da mesma forma como se constrói uma casa, ou seja pelo alicerce, levando-se em conta as observações contidas no roteiro apresentado a seguir.
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OS DEZ MANDAMENTOS DA AUTOMAÇÃO |
1º - Desenvolver e criar competência
Junto com processos, moldes, logística de produção e controle de qualidade, os transformadores devem reconhecer na automação uma competência adicional a ser desenvolvida internamente. Estudos mostram que uma equipe de automação bem treinada pode gerar economias desde 30 até 100%.
2º - Planejar a longo prazo
O imediatismo não deve preceder a visão estratégica. A especificação do equipamento precisa considerar os objetivos de longo prazo e a flexibilidade; afinal, a automação mexe com toda a empresa, afetando muitos departamentos e processos. Os maiores ganhos de produtividade andam par e passo com organizações flexíveis, planejamento estratégico e investimento adequado.
3º - Priorizar a flexibilidade
Flexibilidade deve ser a palavra de ordem na definição dos investimentos em equipamentos e sistemas. No ato da compra, o transformador deve investir pensando no fim da vida útil do equipamento e não no início. Por exemplo: evitar robôs com seqüências fixas. Eles não agregam valor aos produtos e caso seja preciso modificá-los o custo pode ser muito superior aos 10% ou 20% de diferença pago a mais no preço de um robô livremente programável. A flexibilidade de um robô está baseada na quantidade e tipos de movimentos dos eixos, cursos de movimentação, sistema de acionamento, capacidade de carga, velocidade, capacidade em controlar e conectar-se a processos secundários e fácil operação. Quanto mais altos os requerimentos, maior a flexibilidade do robô e maior o seu potencial de gerar economias através de valor agregado. Os benefícios não devem ser maximizados já no primeiro projeto, pois podem sê-lo no futuro, devido ao custo mais baixo do ferramental.
4º - Estabelecer padrões e especificações
Equipamentos podem ser uma fonte de despesas desnecessárias e custos não aparentes seguramente matam a lucratividade. Além disso, quando não compatíveis, exigem programação, ferramental, peças de reposição e treinamento especial e independente. Recomenda-se procurar fornecedores com tecnologia de vanguarda e especificar claramente as necessidades, por escrito. As especificações mantêm a empresa focada no que é importante e não naquilo que o vendedor queira empurrar, além de permitir comparações entre produtos e preços.
5º - Não apressar o processo de decisão
Como a automação do processo é um projeto de longa duração e mexe também com a cultura da empresa, a sugestão é de analisar bem todos os detalhes. Alguma alteração, ainda numa fase de projeto, não significa custo adicional e pode aumentar as economias ou evitar impactos irreversíveis.
6º - Calcular o retorno do investimento
Automação é um investimento a longo prazo. Indica-se que, ao calcular o retorno a empresa seja detalhista: considere o consumo de energia, manutenção preventiva, tempos parados, facilidade de programação, facilidade de uso, disponibilidade de suporte, peças de reposição, treinamento, ferramental e grau de assistência para integração de sistemas. Deve-se também calcular as economias operação por operação e compará-las com os objetivos. Cuidado! Existem operações onde a relação custo-benefício é negativa. Caso o fornecedor não se responsabilize também pelo sistema, a empresa estará assumindo toda a administração do projeto, com todos os riscos envolvidos, quando o seu foco deveria ser o seu produto. O cálculo de retorno do investimento é a ferramenta para dar segurança no processo decisório do caminho a seguir.
7º - Escolher fornecedores de qualidade comprovada
O processo de escolha do fornecedor deve seguir os mesmos critérios aplicados na seleção de funcionários altamente qualificados, não esquecendo que esta parceria deve durar pelo menos dez anos. É fundamental visitar o fornecedor, pois é a única maneira de realmente avaliá-lo. Atenção para pormenores como instalações e equipamentos para treinamento, pessoal qualificado para treinamento e assistência técnica, estoque de peças de reposição, suporte técnico de projeto e engenharia, bem como condições de montagem e teste prévio dos equipamentos. O fornecedor deve disponibilizar a tecnologia mais avançada da atualidade e garantir ferramental, reprogramações, atualizações (up grades) retreinamento e suporte de engenharia de aplicações capazes de permitir níveis cada vez mais elevados de valor agregado. Constata-se que poucos transformadores verificam a fundo a qualificação de seus fornecedores. Afinal, se trata de investimentos de longo prazo, que definirão o poder de sobrevivência da empresa. A questão não é quanto se pode economizar com fornecedores baratos mas sim, quanto se pode arriscar em capital e relacionamento com o cliente, usando um fornecedor não qualificado.
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