OBRA RADIOGRAFA OS POLÍMEROS

Sumidade na área dos polímeros e fundadora do Instituto de Macromoléculas da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Eloisa Biasotto Mano, professora emérita do Instituto de Macromoléculas que leva seu nome, incorporado à Universidade Federal do Rio de Janeiro, aproveitou a Mercoplast para lançar o novo livro Identificação de Plásticos, Borrachas e Fibras, elaborado em parceria com Luiz Cláudio Mendes, pela editora Edgard Blücher Ltda.

Fruto de doze anos de pesquisa, a publicação pretende servir de instrumento para identificar o polímero-base de amostras. Os autores ressaltam tratar-se de obra essencialmente experimental, baseada em análise de amostras de mais de 90 polímeros com estrutura química diferente. Além dessa relação, o leitor dispõe das fórmulas, nomenclatura científica e siglas. O mais volumoso dos capítulos (de número 22) se encontra no fim do livro e serve de referência para realização dos ensaios mencionados ao longo da obra.

Ao todo, são 224 páginas, divididas em 23 capítulos. O primeiro faz uma análise histórica da química dos polímeros. Em seguida, os autores abordam a natureza polimérica dos materiais e indicam como reconhecê-los. O capítulo 3 é dedicado à identificação de polímeros encontrados em produtos industriais, enquanto os demais tratam cada qual de uma categoria específica. A relação bem diversificada inclui até os termofixos. 

 

ENCONTRO DO PLÁSTICO

Setor fatura mais
e expande produção

Nem mesmo a disparada nos preços da nafta, insumo básico para a produção de resinas, impediu o bom desempenho da indústria brasileira do plástico neste ano, cujo balanço apresentado no tradicional Encontro Nacional do Plástico, em São Paulo, em sua 17ª edição, apontou expansão de 10,55% no volume de resinas transformadas e 12,4% de acréscimo no montante faturado. De acordo com levantamento da Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast), o setor processou cerca de 3,81 milhões de toneladas neste ano, correspondente a faturamento de US$ 9,93 bilhões. Também a balança comercial deu sinais de recuperação com as exportações 17,8% maiores, equivalentes a US$ 139 milhões, contra importações estáveis, da ordem de US$ 233 milhões.

Na opinião do presidente da Abiplast, Merheg Cachum, esses resultados poderiam ser ainda melhores não fossem as várias dificuldades enfrentadas pelo setor, como os altos juros bancários, os elevados custos da nafta e a sobrecarga tributária, entre outras. “A capacidade de investimento das empresas continua extremamente baixa”, ponderou. Para ele, o crescimento do setor resultou de um esforço da indústria para ocupar melhor a capacidade instalada e diluir custos.

Diferente do passado, quando transformadores e fabricantes de resina, vira-e-mexe, entravam em choque, ora por escassez de produto no mercado interno, ora por alta nos preços etc, os elos da cadeia hoje se entendem, e bem. Tanto é assim que, em seu discurso, Cachum defendeu as petroquímicas, na opinião dele, duramente pressionadas pela alta da nafta. “Nesse particular, a indústria de resinas contou com nossa solidariedade e parceria, para evitar maiores danos para os dois setores.”

Ele ainda mencionou os projetos da transformação no Fórum da Competitividade, compromissada em duplicar a atual capacidade instalada até 2008, com demanda de recursos da ordem de US$ 9,7 bilhões em expansão, renovação do parque industrial, moldes e infra-estrutura.

O presidente do Sindicato da Indústria de Resinas Sintéticas no Estado de São Paulo (Siresp), Jean Daniel Peter, também considerou bom o desempenho do setor. Em suas estimativas, o consumo aparente de resinas deve fechar o ano com crescimento entre 11% e 12% e a produção total, exceder 4 milhões de toneladas. A indústria petroquímica concluiu um ciclo de investimentos próximos a US$ 2 bilhões, injetados ao longo dos últimos três anos, capacitando-a a produzir perto de 5 milhões de t/ano a partir de 2001.

Cuca Jorge Solidário a Cachum, Peter também queixou-se de obstáculos como os impostos em cascata, o famoso Custo Brasil, as altas taxas de juros e a lenga-lenga da reforma tributária que não sai. Mas o fator mais preocupante é a questão do preço da nafta. Lembrou o acordo firmado com as centrais petroquímicas até 31 de dezembro, que garante a matéria-prima com valor equivalente ao praticado na Europa. “Ocorre que essa política inviabiliza as exportações brasileiras de resinas e transformados.” Em suas estimativas, haverá 800 mil t de excedentes termoplásticos em 2001 e, com as exportações inviabilizadas, o prejuízo na balança de pagamentos chega a meio bilhão de dólares.
Maristela foi homenageada na área de máquinas
A reunião ainda serviu de palco para homenagear com o Troféu Ministro Dilson Funaro os representantes eleitos em cada segmento como os destaques do ano: Enrico Trifiletti, da Plásticos Metalma (transformação); Maristela Simões de Miranda, da Maqplas (máquinas); e Alexandrino de Alencar, da OPP (resinas).M. A. Sino 

Cuca Jorge

Premiação no setor de resinas foi para Alencar


 
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