Resinas – Os insumos, em especial o poliéster insaturado e a fibra de vidro, responderam por boa parte das novidades apresentadas na Feiplar. Pioneira na fabricação desse tipo de poliéster no Brasil, há 53 anos, a Resana passou por uma grande reestruturação desde 1996, quando foi comprada pela americana Reichhold, pertencente ao grupo japonês Dainippon Ink and Chemicals. Desde então, a empresa tem mostrado fôlego para ampliar sua participação no mercado nacional. Em agosto de 1999 comprou a Vianova, também fabricante do mesmo poliéster, e um ano depois, a Fibercenter, produtor dessa resina e gelcoat.

De acordo com Marques, a Feiplar foi uma boa oportunidade para divulgar aos clientes as novas ações. “O grupo tem investido muito no mercado brasileiro”, afirma. As aquisições, segundo ele, ampliaram o market share da Reichhold-Resana de 25% para 35%. A linha de gelcoats também ganhou reforço. Em setembro, o grupo comprou a fábrica norueguesa Jotun Polymer, cujos produtos já eram comercializados no País via importação. A aquisição garante às empresas do grupo, inclusive a unidade brasileira, acesso à tecnologia para produção de gelcoats marca Norpol. Com isso passa a oferecer duas linhas de gelcoats no Brasil: a Norpol e a Centergel, da Fibercenter.

Outro fabricante nacional de poliéster, a Cersa, de Osasco-SP, fundada há 40 anos, também adotou estratégia mais agressiva. Entre as prioridades estão a ampliação das exportações e o fortalecimento dos departamentos de marketing e suporte técnico. A ex-gerente técnica da Elekeiroz, Lourdes Candida Nunes foi contratada em outubro para assumir a gerência de assistência técnica e desenvolvimento de mercado e comandar parte dessas mudanças. “Vamos começar o novo milênio mais atuantes, fortalecendo principalmente a prestação de serviços”, promete.

Cuca Jorge

Lourdes reforça atuação no pós-venda

Entre os projetos se inclui a criação do Centro Tecnológico de Atendimento ao Cliente, com laboratórios para testes de material, ensaios de produtos e treinamento de pessoal, além de outras atividades.
Cuca Jorge “Será um centro de apoio ao transformador”, informa Lourdes, sem precisar quando a iniciativa entra em vigor. O projeto estabelece ainda investimentos para modernização da fábrica e contratação de funcionários. Para impulsionar as vendas externas, ainda pouco exploradas pela Cersa, Vladimir Soares (ex-Petrom) assumiu em novembro a área de comércio exterior. Na mira, transformadores da América do Sul e Central. “Iniciamos o mapeamento do mercado para a identificação dos clientes em potencial”, afirma Soares.
Soares quer aumentar as exportações

Certificada pela ISO 9002, a Cersa fabrica resinas destinadas aos processos de laminação ma
nual e spray up (ortoftálicas, tereftálicas e isoftálicas) e grades para processos com moldes fechados, como RTM, SMC, BMC e pultrusão, além de gelcoat marca Multicolor Gel e a massa plástica denominada Massa Fix. De acordo com Lourdes, a capacidade produtiva gira em torno de 1.500 t/mês de poliéster, 150 t/mês de gelcoat e 150 t/mês de massa plástica. Na feira, a empresa divulgou as novas metas e também a nova nomenclatura das resinas, recentemente alterada para linha RPC.

A Cray Valley, de Taboão da Serra-SP, divisão química da Atofina, também quer investir no atendimento aos clientes, por meio da instalação de laboratórios de pesquisas e aplicações de resinas e gelcoat. Recentemente, a empresa comprou uma área de 13,5 mil m2, dos quais quase 5 mil m2 de área construída. Além dos laboratórios, pretende instalar no local novo reator, visando a ampliação da capacidade produtiva e o incremento do sistema de distribuição.

Entre as novidades anunciadas pela empresa está o uso dos anidridos maléico e ftálico líquidos na produção das resinas, o que, segundo o fabricante, garante melhor controle do processo, e integra a produção nacional à tecnologia adotada pelo grupo na Europa e Estados Unidos. Entre os produtos apresentados no estande da Cray Valley/Atofina, destacam-se a linha de gelcoat Polygel e de poliéster insaturado marca Polydine, além dos peróxidos italianos com baixa emissão de estireno para aplicações especiais, bem como em resinas e gelcoat.

A Ara Ashland, de Barueri-SP, apresentou a tecnologia F-CAT, capaz de fornecer às resinas epóxi e éster-vinílicas maior estabilidade de tempo de gel e viscosidade, além de permitir cura com o uso de iniciadores de reação padrão como o peróxido de metil-etil-cetona (MEKP) sem a formação de espuma. Sendo assim, facilita a produção de laminados de maior espessura em um só estágio, reduzindo os custos do processo.

 
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