FEIRA REFORÇA USO 
DE MATERIAL COMPOSTO


Depois de 12 anos, Asplar reedita exposição e congresso
do plástico reforçado e reúne mais de 4 mil visitantes
em apenas dois dias de evento


SIMONE FERRO

Em dois dias, 28 e 29 de novembro, a Feiplar 2000 – Feira e Congresso Internacionais de Materiais Plásticos Compostos atraiu mais de 4 mil visitantes. De acordo com números divulgados pela Administrador de Eventos, responsável pela organização da feira, 80 expositores ocuparam 4 mil m2 do Palácio das Convenções do Anhembi, em São Paulo. O resultado, considerado extremamente positivo, é fruto do intenso trabalho realizado pela Asplar – Associação Brasileira de Materiais Plásticos Compostos para reeditar a mostra suspensa há 12 anos. “Em sua última edição, em 1988, contou com apenas 1.500 visitantes”, compara o presidente da Asplar, José Alaor Alves.

Cuca Jorge

Alves: feira superou aspecto institucional

A exposição apresentou novidades tecnológicas em processos, aplicações e insumos, incluindo produtos auxiliares e equipamentos. “Alcançou todos os objetivos propostos. Uniu a cadeia desde os fabricantes de insumos aos transformadores e encaminhou inclusive alguns negócios, superando o seu caráter institucional”, acrescenta Alves. O congresso, dividido entre 21 palestras técnicas e 4 mercadológicas, contou com a presença de 500 inscritos. Na avaliação dos organizadores, a expressiva adesão comprovou a carência que o mercado brasileiro de materiais compostos sofria por não contar com um fórum constante de trocas de experiências e tecnologias.

Demonstrou também tratar-se de um setor com grande potencial de crescimento, cuja versatilidade do material, com mais de 40 mil aplicações diferentes no mundo todo, ainda é pouco explorada no Brasil, com demanda per capita de aproximadamente 0,5 kg. Valor extremamente baixo quando comparado a Europa, Japão e Estados Unidos, onde o consumo por habitante chega a 6, 7 e 12 kg, respectivamente. Porém as previsões são otimistas.

Cuca Jorge De acordo com o diretor de vendas da Reichhold-Resana e membro da diretoria da Asplar, Adolpho H. Marques Filho, até o final de 2000 o consumo de resina poliéster insaturada será de 90 mil toneladas, contra 78 mil do ano passado. Para 2001, estima crescimento da ordem de 5%. Já a demanda de termofixos compostos, incluindo mármore sintético e massa plástica, alcança 160 mil t este ano.
Marques estima crescimento de 5% em 2001

 

 
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