A Coras também oferece um sistema automático de detecção de defeitos para uso em linha com a impressora. O equipamento, fabricado pela israelense Advanced Vision Technology, dispõe de alarme sonoro e visual com imagem ampliada e detecta variação de cor, velatura (problemas relacionados à raspagem do doctor blade sobre o cilindro) e outras falhas de impressão. 

Flexografia Rotogravura
-Alta precisão do registro e imagens entre cores 
-Opera com pequenos volumes de produção
-Menor quantidade de aparas para acerto de máquina 
-Requer menos espaço
-Investimentos e custos de
processo inferiores 
-Maior definição em policromia
-Indicada para médias e grandes tiragens, a  durabilidade da matriz de impressão supera o clichê da flexo
-Impressão contínua sem marca
de emendas 
-Tecnologia de impressão eletromecânica, 
oferece qualidade de impressão próxima à 
obtida em off-set 
-Maior versatilidade para operações em
linha: laminação, aplicação de verniz etc.
fonte: Abflexo/Coras

COMEXI CONSTRÓI FÁBRICA NO SUL

Após amadurecer a idéia por cerca de quatro anos, a espanhola Comexi, já bem conhecida do mercado brasileiro de flexografia por sua alta tecnologia, prepara-se para entrar no rol dos produtores nacionais. O ponta-pé inicial na produção será dado em meados do próximo ano, nas previsões de Jeferson Luiz Giampietro, diretor comercial e de marketing na América Latina. Os investimentos, da ordem de R$ 10 milhões, contemplaram a aquisição de um terreno de 40 mil m² em Monte Negro-RS, município próximo do pólo petroquímico de Triunfo, que contará com 8 mil m² de área construída entre fábrica, escritório e unidade de treinamento para cliente.

A fábrica brasileira, com capacidade de produção da ordem de 50 equipamentos anuais, será a segunda da Comexi no Planeta e deverá produzir flexográficas de 6 e 8 cores e laminadoras sem solvente. A idéia é exportar para o mundo todo, informa Giampietro. Segundo ele, o País foi selecionado para sediar a nova fábrica pelo grande potencial de crescimento da indústria de plástico e por ser considerado atualmente o maior consumidor global de máquinas. Além disso, é o maior país da América Latina. Sua opção pelo Sul decorreu da proximidade física com o Mercosul. A intenção é formar parceria com o Senai e desenvolver mão-de-obra local.

Nas estimativas do diretor, as vendas da Comexi no mercado brasileiro ultrapassaram dez máquinas nos últimos dois anos. O destaque, contudo, fica com dois equipamentos de 10 cores sem engrenagens e velocidade de impressão de 350 m/min., que devem ser entregues em março de 2001. O destinatário é segredo. “As flexográficas sem engrenagens permitem qualquer formato de trabalho, entrando no universo da rotogravura”, conclui Giampietro.

Tampografia lidera
negócios de decoração

A decoração de peças e embalagens rígidas também foi bastante favorecida pela retomada da economia e preocupação da indústria em valorizar os produtos, aquecendo os negócios dos fornecedores de equipamentos para tampografia, serigrafia e hot stamping. Há forte tendência do mercado em buscar mais automação, conforme constata Michelle Ivanoff, diretora comercial da Oscar Flues, de São Paulo, tradicional fabricante de impressoras tampográficas.

Esse movimento, segundo ela, deslanchou os negócios na área de tampografia, mais procurada para substituir antigas máquinas de serigrafia. Na sua opinião, a tampografia é um processo mais homogêneo e de melhor qualidade de impressão. A empresa também atua na área de serigrafia, porém apenas com linhas especiais, totalmente automáticas, para produção dedicada e alta velocidade (3 mil ciclos/h), importadas da alemã Isimat.

No campo da tampografia, a empresa dispõe das linhas 80 e 200, com opção para vários modelos: de tinteiro fechado ou aberto, eletrônica dedicada, ou comando CLP, entre outros recursos. De acordo com a diretora, o tinteiro fechado reduz a evaporação do diluente, mantendo por mais tempo a viscosidade da tinta reduzindo, portanto, a propagação de odores.

Os equipamentos dispõem de ajuste de velocidade e temporizador entre ciclos e podem incluir opcionais, como sistema de diluição automática da tinta (um dispositivo que libera diluente de acordo com o tempo programado), ou CLP integrado com outras etapas do processo (gerenciamento da automação), entre outros recursos.
Pelos cálculos de Michelle, as máquinas automáticas representam hoje cerca de 90% das vendas da empresa. A linha 80 atinge até 3 mil ciclos/h, e a 200, entre 1.700 e 2.000 ciclos/h. A maior área de impressão dessas famílias é 160 mm x 70 mm, mas, sob encomenda, é possível chegar até 350 mm x 100 mm.

A Oscar Flues também fornece linhas para hot stamping ou heat transfer (o equipamento é basicamente o mesmo, apenas com alguns recursos diferenciados), importadas da suíça Madag, fabricante desde máquinas manuais (modelo P 14) até totalmente automáticas (P 240). A P 14 possibilita impressão em área de 100 mm x 125 mm, avanço de fita automático e ajuste para várias alturas de peças, até o limite de 220 mm.

Já a P 240 dispõe de área máxima de impressão de 140 mm x 230 mm, opera até 100 ciclos/min., permite acoplar dispositivos para impressão de peças cilíndricas e pode ser integrada numa automação. Nas estimativas de Michelle, a Oscar Flues comercializou cerca de 25 máquinas para hot stamping neste ano, contra 250 tampográficas.

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