|
FLEXO AVANÇA COM MERCADO MAIS EXIGENTE Preocupada com desempenho e qualidade, a indústria Reduto dos sistemas de impressão flexográfica e de rotogravura, as indústrias de embalagens flexíveis investiram em modernização, apostaram em novas tecnologias e garantiram bons negócios aos fornecedores de equipamentos. Preocupado em melhorar a qualidade da impressão, esse mercado mostra-se cada vez mais receptivo às impressoras sofisticadas, com preferência para as de 6 e 8 cores. Em termos tecnológicos, a corrida contra o tempo permanece como principal desafio, com ambos sistemas desenvolvendo recursos para encurtar o tempo de preparo das máquinas para nova operação (set up), e aumentar a produtividade. “Agregamos às máquinas uma série de dispositivos para acelerar o set up”, disse Luiz Antonio Delosso Simões, gerente comercial da Carnevalli, de Guarulhos-SP, considerada o maior produtor nacional de extrusoras e também presente há dois anos no mercado de flexografia. Segundo ele, quando a empresa adquiriu os projetos da antiga Thunder Comat, a troca de serviços despendia perto de seis horas. O empenho de uma equipe especializada, porém, conseguiu numa primeira fase reduzir esse período para cerca de duas horas e meia (ver PM 301, pág. 24), e hoje o operador efetua o set up em prazo médio de 50 minutos. Tendo em vista o pouco tempo de atuação na área, Delosso classifica 2000 como o ano do amadurecimento das impressoras dentro da Carnevalli, marcado por investimentos na formação de pessoal, em novas instalações e modernização dos projetos para adequá-los às exigências do mercado. Ainda assim, o gerente considera fantástico o desempenho da empresa, com a estimativa de vendas de cerca de 32 máquinas neste ano. O modelo BB6-1200 para impressão a 6 cores liderou a preferência dos usuários, confirmando a tendência de mercado. Pelos cálculos de Delosso, menos de 7% dos pedidos referem-se às máquinas 4 cores, apesar do menor preço. A máquina BB6 completa, com todos os recursos automatizados, sai por volta de R$ 400 mil, enquanto o modelo 4 cores, da mesma família, custa entre R$ 120 mil e R$ 200 mil, dependendo dos acessórios. Ambas operam à velocidade de até 150 m/min. Para as produções de maior escala, o gerente indica a linha BSS, composta de dois modelos aptos a imprimir até 350 m/min: a BSS4 e a BSS6, para 4 e 6 cores respectivamente, com preços variáveis entre R$ 500 mil e R$ 800 mil. Os projetistas da Carnevalli já traçam o perfil de futura máquina 8 cores, mas, na opinião de Delosso, ainda vai demorar um pouco para ser lançada. Já bem conhecida dos convertedores, a Fevaflex 6 cores ainda mantém a liderança de vendas, inclusive no mercado externo. De acordo com os acessórios, essa impressora custa em torno de R$ 400 mil. Mas a procura por equipamentos de 8 cores é crescente na Feva e já representam cerca de 30% dos pedidos locais, mesmo com preço na faixa de R$ 540 mil. Na opinião da diretora, a linha Fevaflex tem boa aceitação pelo set up rápido e fácil operação. Segundo ela, a troca de serviço é efetuada em cerca de 45 minutos em máquinas a 6 cores e com o clichê já montado. Além disso, a troca de cilindros dispensa o uso de ferramentas, pois as impressoras dispõem de mancais desmontáveis. Para os usuários com pouca disponibilidade de capital mas dispostos a substituir as flexográficas antigas a 4 cores por máquinas modernas, a Feva indica a nova Multiflexo, lançada em abril na Brasilpack, cuja principal característica é a versatilidade: sai de fábrica preparada para incorporar novos grupos impressores e transformar-se de 4 em 6 cores, podendo ainda chegar até 8 cores. O modelo para impressão a 4 cores, em filmes de até 1.000 mm de largura, custa por volta de R$ 250 mil a R$ 300 mil e cada grupo impressor adicional, entre R$ 35 mil e R$ 40 mil. Compacta, a Multiflexo imprime até 300 m/min e permite ajustes sem uso de escadas. Além dessas facilidades, o usuário também pode incorporar um kit de laminação e operá-la como laminadora. Assim, na opinião de Monica, o cliente pode lotar a produção e se capacitar financeiramente a adquirir uma laminadora. Outras novidades da empresa no campo tecnológico convergem para o aperfeiçoamento do sistema de secagem das cores, tornando-o mais eficiente. Também aprimorado, o doctor blade transfere a carga de tinta para o anilox sem formar sombras ou fantasmas. Segundo ele, a Schiavi dispõe do estado da arte em tecnologia, com oferta de recursos disponíveis em poucas empresas ao redor do mundo. Para justificar, cita as flexográficas sem engrenagens, cujos principais benefícios são a repetição com variação infinita, igualando-as às rotogravuras, e a maior rapidez na troca de serviços e no acerto de impressão. Outra evolução é a troca do anilox por sistema de camisa. Modelo mais novo da Schiavi, a flexográfica Alpha carrega esses recursos, mas só na versão 8 cores. Com preço na casa de US$ 1,4 milhão, imprime filmes com larguras de 800 a 1.250 mm, à velocidade de 350 m/min. Com preço bem mais modesto, na faixa de US$ 950 mil, a de 8 cores, e US$ 520 mil, a de 6 cores, o modelo Sirio consiste no carro-chefe da empresa. Imprime filmes de maior largura (até 1.650 mm), à velocidade de 300 m/min., mas é menos automatizado em relação à Alpha e possui engrenagens. A evolução tecnológica no campo das rotogravuras também focou a redução de tempo. Virginillo informa que o avanço ocorreu com a automação de todas as funções da máquina, incluindo sistema automático de lavagem do cilindro, faca e tinteiro, ao término da impressão. A empresa ainda agilizou o set up de serviços repetidos por meio de controle computadorizado dos parâmetros do processo e registro na memória da máquina. Os negócios da Schiavi na área de rotogravuras se concentram em quatro modelos: a Idea, a Pulsar, a SG12 e a SG 2000. A primeira foi desenvolvida dentro do conceito de baixas tiragens, possibilitando a troca de serviço, na máquina a 8 cores, em cerca de 15 minutos. Para tanto, dispõe de troca automática dos cilindros de impressão e sistema automático de lavagem. “Esse conceito é exclusivo da Schiavi”, garante. Com velocidade de 250 m/min., imprime filmes nas larguras desde 650 até 1.650 mm. Para o diretor, a rotogravura SG12 pode ser até mais econômica em relação a uma flexográfica, por se tratar de máquina simples e de fácil operação. Entre os recursos disponíveis, possui troca automática do cilindro impressor e opera à velocidade de 300 m/min., para filmes de 850 a 1.250 mm. Os modelos Pulsar e SG 2000 primam pela maior sofisticação. A primeira imprime filmes de 650 a 1.550 mm à velocidade de até 500 m/min. Dispõe de troca do grupo impressor por sistema de carrinhos, é toda computadorizada e conta com vários sistemas de secagem. Na SG 2000, considerada top de linha, a velocidade chega a 600 m/min, em filmes de 850 a 1.550 mm. Entre os vários recursos disponíveis, pode incorporar troca automática do cilindro de impressão e sistema automático de lavagem (mesmo conceito da Idea). Ainda permite set up e memorização de todos os parâmetros de processo via computador. |
|||
| <<< Índice | |||