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As mudanças exigiram, na avaliação de Carrazza, que a Rhodia adotasse uma “filosofia automotiva” e a Brasilplast 2001 será o palco ideal para apresentar boa parte dessas estratégias, além dos lançamentos recentes. Em maio, a Rhodia apresentou mundialmente a nova geração de poliamidas marca TechnylStar, um polímero com estrutura molecular não linear, principal diferença em relação aos náilons convencionais, incluindo a tradicional linha Technyl (PA 6 e PA 6.6). A alteração molecular resultou em resinas semi-cristalinas com importantes modificações em seu desempenho. As principais referem-se ao alto índice de fluidez, a ampliação da capacidade de aditivação e a redução de até 30% na pressão de injeção para algumas aplicações, utilizando equipamento convencional. Testes realizados pela Rhodia mostraram que formulações reforçadas com 30% e 60% de fibra de vidro preenchem o dobro do canal quando comparadas às poliamidas tradicionais com a mesma quantidade de carga. Outra característica importante refere-se à possibilidade de aliar resistência mecânica, agregando até 65% de reforços e aditivos, com excelente acabamento superficial. A indústria de autopeças é o principal alvo do material no desenvolvimento de itens de alta exigência técnica, como as coberturas de correias e motores, pedais e pedaleiras, entre outras. Além de concorrer com os plásticos de engenharia deve acirrar a disputa com outros materiais, principalmente os metais (ver PM 311, de julho de 2000, pág. 44).
“Trata-se de uma eficiente alternativa para substituir o metal e as resinas termofixas processadas por SMC”, avalia o seu diretor de marketing industrial e tecnologia, Edson Roberto Simielli. Entre as vantagens, cita a facilidade de reciclagem e de desenvolvimento de peças com design diferenciado, além do aumento da produtividade por meio do processo de injeção.
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